Principia 12

 

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"Trazendo a ciência ao seu dia-a-dia" rincípia 2º Semestre - 2014 Ver Página 04 Campo Grande - Universidade Federal de Mato Grosso do Sul O Clube de Astronomia realiza eventos de divulgação e popularização de astronomia periodicamente dentro da Cidade Universitária, além de atendimentos externos agendados com escolas e com a Secretária Municipal de Educação (SEMED). O Telecentro ofereceu oito minicursos abrangendo as áreas de inclusão digital, linguagem de programação e desenho técnico. Pág. 08 Pág. 05 AINDA NESTA EDIÇÃO: • Desafio ‐ Pontes de Königsberg ......pág. 06 • Espaço Para Experimentos de Física: Demolab .................................pág. 07 • Dica de filme ......................pág. 08 • Caça Palavras ....................pág. 08 As ações desenvolvidas permitem o estabelecimento de estratégias de manejo de solo e água e de recuperação de áreas degradadas pelos órgãos de gestão ambiental e de desenvolvimento urbano e agrário1 Pág. 02 MAPA CELESTE DO MÊS DE DEZEMBRO EM ANEXO Cidade Universitária ­ Caixa Postal 549 CEP: 79070­900 Fone: (0xx67) 3345­7031 ­ Fax: (0xx67) 3345­7513 Email: jornalprincipia@gmail.com Campo Grande, MS ­ Brasil

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2 rincípia 12ª edição - 2014 Por Lander Paz Grupo de pesquisa HEroS ajuda a cuidar da produção de água em Campo Grande O trabalho de monitoramento iniciou‐ se depois que a prefeitura da cidade procurou o grupo de pesquisadores. “Eles viram a importância do estudo dessa área. A Guariroba estava apresentando muitas áreas de erosão. A bacia tinha problemas com áreas que precisavam fazer terraceamento e não tinham, áreas que tinham, mas precisavam de manutenção. E por causa disso, os sedimentos estavam começando a ir para dentro do rio e do reservatório, o que não é interessante, pois quanto mais sedimentos chegam ao reservatório, menor a vida útil dele. Eles nos procuraram para fazer pesquisa na bacia, isso foi em 2009 ou 2010”, conta a Profª. Dra Claudia Vianna Bach. A bacia hidrográfica do manancial do córrego Guariroba está inserida na Área de Proteção Ambiental denominada APA do Guariroba, que segundo relatório “Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental dos Mananciais do Córrego Guariroba – APA do Guariroba”, a APA foi instituída pelo Poder Público Municipal através do Decreto Nº 7.183, de 21 de setembro de 1995, e teve sua criação vinculada à necessidade de recuperação e conservação do principal sistema produtor de água bruta para abastecimento público da cidade. Fornecendo mais de 50% do abastecimento público de água de Campo Grande ‐ MS, segundo dados do Banco do Brasil. A APA do Guariroba possui 362 mil quilômetros quadrados, com as propriedades rurais voltadas essencialmente à pecuária extensiva, sendo que mais de 82% do território da APA são ocupados por pastagens artificias. Para evitar problemas de abastecimento, é fundamental evitar ações de manejo inadequadas que afetem a vida útil do reservatório. A bacia é objeto de estudo de um projeto desenvolvido pelo Laboratório HEroS, da Faculdade de Engenharias, Arquitetura e Urbanismo e Geografia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. O Grupo de Pesquisa HEroS – Hidrologia, Erosão e Sedimentos, foi fundado em 2008 pelo Prof. Dr. Teodorico Alves Sobrinho. O grupo trabalha com Pesquisa, Extensão e Ensino. As ações desenvolvidas permitem, ainda, o estabelecimento de estratégias de manejo de solo e água e de recuperação de áreas degradadas pelos órgãos de gestão ambiental e de desenvolvimento urbano e agrário, como escrito em seu site oficial ‐ http://heros.sites.ufms.br. São 12 projetos de pesquisas ativos, entre eles os de fomento externo a trabalhos de conclusão de curso. Em 2010 a ANA (Agência Nacional de Águas) propôs um grande projeto, que já existia em Extrema‐MG, que é o Programa Manancial Vivo/Produtor de Água. Eles queriam por meio deste projeto disseminar a ideia em todo o país e foi a Guariroba escolhida para ser a primeira bacia do estado, segundo a professora. Nesse programa, os produtores recebem recursos por adotarem boas práticas de manejo que não afetem solo e água, em troca de cuidar do ambiente. Para esse pagamento, eles precisavam de dados científicos para embasar o valor da remuneração. Então, naquela oportunidade, procuraram o HEroS.

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12ª edição - 2014 rincípia 3 A importância do projeto nessa bacia justifica‐se, pois ela responde por aproximadamente 50% do sistema de abastecimento de água de Campo Grande, sendo complementado pelos sistemas superficiais dos córregos Lajeado e Desbarrancado (13% da produção de água) e por um amplo conjunto de poços que exploram os recursos hídricos subterrâneos (38% da produção de água), segundo texto do Segundo Relatório da Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental dos Mananciais do Córrego Guariroba – APA do Guariroba. Os dados produzidos pelos pesquisadores do grupo são utilizados para que o impacto das atividades desenvolvidas na bacia não seja tão grave a ponto da cidade sofrer com a falta de água. Segundo a professora, a cidade percebeu o quanto é importante cuidar desse bem natural e já se antecipa em alguns pontos. “Fazemos esse monitoramento, pois, o que vira escoamento superficial, muitas vezes, dependendo do uso da bacia, como o solo está ocupado, leva sedimentos para o curso d’água. E para a Prefeitura isso é importante porque quanto menos sedimento chegar, maior a vida útil do reservatório”, explica Cláudia. Além do monitoramento, o HEroS também trabalha com a capacitação de engenheiros da Prefeitura, de equipes terceirizadas, de produtores rurais. Futuramente, o grupo começará estudos com água subterrânea, para ver como os lençóis freáticos estão sendo atingidos, a recarga e contaminação. Outro objeto de estudo do grupo é o Lago do Amor, estudo esse desenvolvido nas atividades de ensino do grupo. “Começamos a trabalhar com ele por causa da necessidade da comunidade, a sociedade de Campo Grande é preocupada com o assoreamento do lago, por ser de beleza cênica”, resume a professora. Os professores levam os acadêmicos durante o desenvolvimento de disciplinas em áreas afins para fazer esse acompanhamento. “Monitoramos em que o uso do solo do entorno está afetando diretamente no assoreamento, fazendo com que ele tenha menor tempo de vida,” conclui. Casa da Ciência sedia atividades do PNEM/MS PNEM é o PACTO NACIONAL DE FORTALECIMENTO DO ENSINO MÉDIO. A UFMS é a IES (instituição de ensino superior) que coordena o PNEM/MS, atuando em parceria com a Secretaria de Educação de Mato Grosso do Sul, Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul e Instituto Federal de Mato Grosso do Sul. A Casa da Ciência foi escolhida como espaço físico destinado ao desenvolvimento do primeiro nível dos cursos de formação, feito por membros da UFMS e destinado aos chamados Formadores Regionais. Estes desenvolvem as oficinas com os Orientadores de Estudo, e estes com os professores que atuam no Ensino Médio da Rede Estadual de Ensino de MS. O período de execução do PNEM/MS na UFMS foi de fevereiro a novembro de 2014. Em entrevista, a Professora Joelma Garcia, Supervisora do PNEM/MS, falou ao Principia sobre o projeto. Confira no Blog do Principia.

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4 rincípia 12ª edição - 2014 Os Exoplanetas Por Naiara Neiza Viana Machado e Renan Aryel Fernandes da Silva Exoplaneta é um corpo de tamanho planetário que orbita uma estrela qualquer que não seja o Sol, ou seja, em outro sistema estelar, além desses corpos existem alguns objetos que não orbitam estrela alguma, estes costumam ser tratados num estudo à parte. Antes de se conseguir detectar os exoplanetas, a sua existência era duvidosa e tida como especulativa dentro do mundo acadêmico. A descoberta oficial, que deu crédito definitivo para a discussão acerca da existência de outros mundos, só ocorreu recentemente, no ano de 1989. Até então não se havia conseguido uma comprovação experimental que embasasse qualquer afirmação. Porém, com o aperfeiçoamento da tecnologia dos telescópios no final da década de 90, incorporando as técnicas de processamento de imagem por com‐ putador e CCDs (dispositi‐ vos com sensores foto‐ elétricos para a captação de imagens), um número crescente de exoplanetas veio a ser detectado. A pesquisa ganhou força no ano de 2009, quando a NASA lançou ao espaço a sonda Kepler, dotada com um detector de 42 unidades de CCDs; seu princípio de funcionamento baseia‐se em detectar a variação de luz quando um planeta orbita em torno da estrela do seu sistema: quando ele entra em trânsito, ou seja “passa na frente” da estrela, nota‐se a sua presença, confirmada pela menor incidência de luz no detector. O tamanho da órbita e do planeta podem ser calculados a partir do seu período, ou seja, quanto tempo um planeta leva para orbitar uma vez ao redor da estrela. Apesar da missão original de quatro anos já ter encerrado, houve a extensão de mais quatro anos, de acordo com as reservas de combustível, seu funciona‐mento está previsto para até 2017. A busca por planetas com características similares à da Terra continua, atualmente Kepler está traba‐ lhando na campanha K2, com estimativa de encerramento em novembro desse ano, mesmo trabalhando com o déficit de dois dos quatro giroscópios, estruturas cuja função é estabilizar o posicionamento do telescópio. O campo de visão abrange a região dos aglomerados M4 e M80 da constelação Escorpião. Até o momento, está confirmada a existência de 989 planetas na nossa galáxia, e 4.234 candidatos ainda aguardam con‐ firmação. Dentre os mundos encontrados, os que chamam mais a atenção são os que oferecem características propícias a vida. E outros pela condição até então considerada improvável para a existência de um sistema planetário estável. Redução do brilho medido quando um planeta passa na frente da estrela.

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12ª edição - 2014 A estrela Kepler‐62 tem aproximada‐ mente 2/3 do tamanho do Sol, é também mais fria e velha, com brilho equivalente a apenas 1/5 do brilho do Sol. Em torno dela, há dois astros que orbitam dentro da região denominada “zona habitável”, uma faixa em torno da estrela onde poderia ocorrer água líquida sob a superfície dos planetas; esses mundos são Kepler‐62E e Kepler‐62F, o primeiro tem período orbital em torno de 122 dias terrestres, já o Kepler‐62F leva cerca de 267 dias para completar seu ciclo de órbita em torno da estrela. O Kepler‐62E é 60% maior que a Terra, enquanto o 62F é 40% maior. Em torno da estrela Kepler‐47 ‐ que não é apenas uma estrela, mas duas, na realidade ‐ foram encontrados dois planetas, o Kepler‐47B e 47C, e para animar ainda mais a comunidade científica o exoplaneta 47C está na zona habitável. Apesar de Kepler‐47C ter seu tamanho estimado como sendo um pouco maior que rincípia Netuno, a sua órbita estando dentro da zona habitável pode permitir que um provável satélite natural dele venha a abrigar água líquida e porventura reunir condições de sustentar alguma forma de vida. 5 Campo de visão do Kepler, na constelação do Cisne. Fonte e crédito das imagens: http://kepler.nasa.gov http://grupom104.blogspot.com.br/2013/08/deteccaode-exoplanetas-transito.html http://kepler.nasa.gov/multimedia/photos/?ImageID=9 Por Renan Aryel Fernandes da Silva Atendimentos do Clube O Clube de Astronomia Carl Sagan realiza periodicamente eventos para divulgação e popularização de astronomia dentro da Cidade Universitária e atendimentos agendados junto a escolas e com a Secretária Municipal de Educação (SEMED). Ao lado estão fotos da Noite de Observação Para Professores de Ciências, realizado pela Casa da Ciência de Campo Grande em parceria com a SEMED, o atendimento contou com a presença de mais de 150 pessoas. O Clube promove encontros periódicos para observação do céu com telescópio, onde os participantes são ensinados a reconhecer estrelas e constelações utilizando um mapa celeste que é distribuído no evento. A equipe do Clube também providência palestras e exibições de documentários científicos na Casa da Ciência. • cacarlsagan.blogspot.com.br/ • facebook.com/ClubedeAstronomiaCarlSagan Noite de Observação Para Professores de Ciências (05/09/2014) Noite de Observação Para Professores de Ciências (05/09/2014)

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6 rincípia 12ª edição - 2014 As Pontes de Königsberg Por Andréa Eloísa Pereira Havia uma discussão nas ruas da cidade de Königsberg sobre a possibilidade de atravessar as pontes sem repetir nenhuma. Em, 1736, Leonhard Euler resolveu esse problema utilizando a teoria dos grafos. O que é um grafo? Um grafo é um par ordenado de conjuntos disjuntos (V,A), onde V é um conjunto arbitrário que se designa por conjunto dos vértices e A um multiconjunto de pares não ordenados de elementos (distintos) de V que se designa por conjunto das arestas. Atravesse todas as pontes passando uma única vez por cada uma. Cursos Telecentro 2014 Por Renan Aryel Fernandes da Silva O Telecentro da Casa da Ciência de Campo Grande ofereceu no segundo semestre de 2014 oito minicursos, certificados e gratuitos, abrangendo as áreas de inclusão digital, linguagem de programação e desenho técnico. Minicursos oferecidos: 1 ‐ Introdução a Sistemas Linux; 2 ‐ Introdução ao Pacote Office; 3 ‐ Introdução a Linguagem C; 4 ‐ Java e Orientação a Objetos; 5 ‐ Introdução ao CAD; 6 ‐ Inclusão Digital; 7 ‐ Softwares de Simulação para Astronomia; 8 ‐ Introdução ao SketchUp.

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12ª edição - 2014 As inscrições foram realizadas em duas etapas, a primeira por telefone e via internet, entre os dias 01 e 09 setembro, e a segunda presencialmente nos dias 10 e 11. Na primeira etapa foram preenchidos os formulários de inscrição e esclarecidas dúvidas acerca dos minicursos. Para efetivação da inscrição foi pedido que cada candidato, de acordo com suas condições financeiras, contribuísse com quatro latas de leite em pó para doação a comunidades carentes. Foram arrecadadas muitas doações. rincípia 7 O projeto conta com um laboratório de informática equipado com 16 máquinas, todas ligadas a rede e utilizando software livre baseado em GNU/Linux. O Telecentro está localizado na sala 2 do Bloco XI (INQUI). Para obter mais informações a respeito dos cursos oferecidos pelo Telecentro, acesse nosso site: www.casadaciencia.ufms.br/telecentro UFMS Conta com Novo Espaço para Experimentos de Física Por Neize Borges e Vivian Campos O professor Além‐Mar Gonçalves, mestre e doutor em Física na área de Nanotecnologia e Crescimento de Nanomateriais, é docente da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul há quase dois anos. Quando começou a lecionar na UFMS, tomou a iniciativa de montar um laboratório de demonstrações e experimentos físicos, inspirado no laboratório da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em que trabalhou durante a graduação, e assim constatou ser interessante para o aluno usar experimentos em sala de aula. “Eu gosto de usar demonstração, eu gosto de exemplificar o conteúdo que eu estou ensinando”, comenta o professor Além‐mar, “você mostra o fenômeno físico primeiro e isso estimula o aluno a querer aprender a teoria.” “Por que não abrir esse acervo para extensão? Usar esse acervo para auxiliar os alunos do Pibid (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência), ou pela própria Casa da Ciência?,” questiona. Assim, atualmente, o acervo já é usado eventualmente pelos alunos de licenciatura ou para alguma divulgação científica. O acesso a todo o material já pode ser feito por alunos de qualquer curso, e ainda está sendo analisado se haverá políticas de empréstimo ou não. Quem quiser utilizar ou conhecer o acervo, basta se dirigir ao laboratório didático de Física, no prédio de laboratórios da FAENG e INFI, entre as unidades II e V da Cidade Universitária. O Demolab está em fase de implementação, mas já está em uso para auxiliar os docentes do INFI e os alunos do Pibid e eventualmente para divulgação científica, pela Casa da Ciência. Futuramente será aberto às visitações de escolas. O espaço do laboratório didático é dividido em quatro salas, sendo que numa delas será montada uma infraestrutura para organizar os materiais do Demolab, compondo‐se de experimentos de Física: Mecânica, Ótica, Termodinâmica, Ondulatória, Eletromagnetismo, Física Moderna e Contemporânea.

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8 rincípia 12ª edição - 2014 Sem Fim ‐ Dica de Filme Por Adriana Rodrigues Corvalan Para a dica de filme desta edição do informativo, trouxemos uma opção do cinema regional. Lançado em setembro deste ano o curta‐metragem do diretor Fábio Flecha intitulado “Sem Fim”, o penúltimo da série Lendas Pantaneiras da produtora Render Brasil e conta com a participação de Anderson Black no papel do Saci e Yan Braga interpretando o vampiro. O filme “Sem Fim” fala de um inusitado encontro de um vampiro europeu com um Saci. A narrativa construída a partir de uma série de crimes cometidos por essa estranha e pálida criatura bem vestida, que surge do nada e ataca uma equipe de publicitários em terras sul‐mato‐grossenses. A conclusão é inesperada. O novo trabalho de Flecha mantém a veia do bom humor, ao mesmo tempo em que trabalha universos imaginários. Dica para quem quer saber mais da produção cultural do nosso Estado e se surpreender. Caça‐Palavras coordenadora geral: Dorotéia de F. Bozano gestora: Isabela P. Cavalcante coordenador de capacitação: Hamilton Perez S. Corrêa Casa da Ciência Jornal Principia organização: Isabela Porto Cavalcante Ministério da Ciência e Tecnologia Pró­reitoria de Extensão, Cultura e Assuntos Estudantis PREAE editoração e arte: Renan Aryel Fernandes da Silva Miguel Gonzales Martines revisão: Isabela Porto Cavalcante Miguel Gonzales Martines colaboração: Adriana Rodrigues Corvalan Andréa Eloísa Pereira Lander Paz Naiara Neiza Viana Machado Neize Borges Viviam Campos

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