Gazeta Valeparaibana

 

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Dezembro 2014

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Ano VIII - Edição 85 2014 Distribuição Gratuita Vale do Paraíba Paulista - Litoral Norte Paulista - Região Serrana da Mantiqueira - Região Bragantina - Região Alto do Tietê Seja bem vindo VERÃO e que a mãe terra nos perdoe por todos os desmandos. Página 12 Você sabe por que se comemora em 02 de Dezembro o Dia Nacional do Samba? RECICLE INFORMAÇÃO: Passe este jornal para outro leitor ou indique o site O BRASIL NÃO FOI COLÔNIA Não, não é a data de nascimento de Tia Ciata. “A expansão portuguesa não foi, nem fruto do Também não é a data em que foi gravado "Pelo acaso, nem um feito político da Coroa ou de Telefone". Muito menos quando Ismael Silva e cortesão esforçados, antes a missão de uma os bambas do Estácio fundaram a Deixa Falar. Ordem iniciática.” PÁGINA 3 Manuel J. Gandra PREZADO NATAL Nem tudo anda muito bem por aqui, aliás, tudo anda bem pior do que sempre fora e por isso Há tempos atrás, quando o Natal se aproximava, pairava no ar um clima meio mágico que fazia com que as pessoas esquentassem seus corações e voltassem seus pensamentos aos menos favorecidos. a preocupação... PÁGINA 4 10 de dezembro Dia Internacional dos Direitos Humanos A Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU é um marco de luta na história recente. A Declaração surgiu após as duas grandes guerras. O horror e a brutalidade, o desrespeito aos direitos fundamentais, principalmente o direito a vida, fez com que algumas nações criassem um órgão que promovesse a paz... PÁGINA 5 CONTINUAÇÂO - PÁGINA 11 A origem do Natal e seus aspectos históricos Como surgiu o Natal? História dessa tradição PÀGINA 15 Entenda a origem e como surgiu a tradição do Natal, o que se comemora nesta data tão especial, seu simbolismo. A origem do natal deve ser compreendida para vivenciarmos essa festa em toda sua plenitude. O Natal é a solenidade cristã que celebra o nascimento de Jesus Cristo. A data para sua celebração é o dia 25 de Dezembro, pela Igreja Católica Romana e, o dia 7 de Janeiro, pela Igreja Ortodoxa. Conheça um pouco mais sobre a história do natal. BRIGA EM SALA DE AULA! INTERVIR OU NÃO? Um vídeo recentemente divulgado pelas redes sociais apresentou duas alunas que se confrontavam verbalmente, seguido de agressão com o porte de um estilete na clara intenção de ferir a colega de sala. PÀGINA 9 Imigrante — Ficar ou Voltar !!! "...Forte eu sou mas não tem jeito, hoje eu tenho que chorar. Minha casa não é minha, e nem é meu este lugar. Estou só e não resisto, muito tenho prá falar. Solto a voz nas estradas, já não quero parar Meu caminho é de pedras, como posso sonhar. Sonho feito de brisa, vento vem terminar Vou fechar o meu pranto..." Música: Milton Nascimento — Travessia . O processo de emigrar está sempre ligado à ideia de retornar para o ponto de partida — a Terra Natal — ou seja, migrar, ganhar dinheiro, retornar e melhorar não só sua condição financeira, como também social. PÁGINA 16 Dia Internacional dos Povos Indígenas O interminável massacre do povo indígena. Por: Eliana Tavares PÁGINA 10 Este veículo, transcende a sala de aula como proposta para reflexão, discussão, interação e aprendizagem sobre temas dos projetos desenvolvidos pela Associação “Formiguinhas do Vale”, organização sem fins lucrativos , com ênfase em assuntos pontuais e inerentes à sustentabilidade social e ambiental. Filipe de Sousa

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Dezembro 2014 Gazeta Valeparaibana Página 2 Editorial Mensagem do Presidente Estamos chegando a mais um final de ano. São promessas e esperanças que se renovam, como se as festas de natal e passagem de ano significassem um marco, a partir do qual pudéssemos zerar nossos erros e reiniciarmos novas vidas. Isso, apesar de ser quase verdade, é muito bom, já que aceitar compromissos e rever procedimentos significa vida, alegria de viver, sonho de felicidade. O projeto “ALeste” só tem a comemorar, em virtude do sucesso de seus meios de comunicação “Gazeta Valeparaibana” que já alcançou a significativa marca de 3.2 milhão de downloads e a sua rádio Web CULTURAonline Brasil que também já ultrapassou a marca de 130 mil ouvintes únicos e mais de 2.5 milhões de acessos. Assim, para a administração da ALeste, esse momento é mágico, e a Diretoria, mantém as forças renovadas para encerrar o período de paz com as suas atribuições e, com ideias e proposições novas voltadas para 2015, com a posse de novos membros e a formação das Diretorias Técnicas. O Projeto ALeste, está carregado de proposições., Nas áreas de cultura, saúde e melhor idade. Porém, a maior de todas as ações a alcançar, sem dúvida, consiste na determinação de nomearmos os Conselhos; do Segundo e do Terceiro Setor, a fim de podermos melhor atender às nossas comunidades e ampliação da área de atuação cuja conclusão queremos para o primeiro trimestre de 2015, já quem em 2014 não nos foi possível realizar completamente. Esses são alguns dos planos para o ano de 2015. Enfim, realizações e sonhos que se renovam junto com o compromisso de bem servir à nossa comunidade. Que cada um de nós possa encontrar a paz e um pouco de felicidade neste período de festas e muita determinação para o novo ano que se inicia. Muito obrigado a todos pelo incentivo e pelo apoio. Boas festas. Filipe de Sousa “Quanto mais você se prepara, mais sorte parece ter.” Terry Josephson “Egoísta não é aquele que vive como quer, é aquele que pede aos outros que vivam como ele quer.” Oscar Wilde “O maior obstáculo às descobertas não é a ignorância - é a ilusão do conhecimento.” Daniel J. Boorstin “Decida o que quer e decida do que está disposto a abrir mão para consegui-lo. Estabeleça suas prioridades e mãos à obra.” H.L.Hunt “A pessoa que diz que alguma coisa não pode ser feita não deve interromper a pessoa que a está fazendo.” Provérbio Chinês “Aceite a sua singularidade. O tempo é curto demais para viver a vida de outra pessoa.” Kobi Yamada “Ao amanhecer, suba em alguma montanha. Todo o mundo precisa de perspectiva de vez em quando” Robb Sangendorph Rádio web CULTURAonline Brasil NOVOS HORÁRIOS e NOVOS PROGRAMAS Prestigie, divulgue, acesse, junte-se a nós ! A Rádio web CULTURAonline Brasil, prioriza a Educação, a boa Música Nacional e programas de interesse geral sobre sustentabilidade social, cidadania nas temáticas: Educação, Escola, Professor , Família e Sociedade. Uma rádio onde o professor é valorizado e tem voz e, onde a Educação se discute num debate aberto, crítico e livre. Mas com responsabilidade! “As coisas não dão errado. Elas simplesmente acontecem” Jacob Ghitis “O caminho mais usado é mais seguro, mas o tráfego é terrível.” Jeff Taylor “A fama geralmente acontece para aqueles que estão pensando em alguma outra coisa.” Oliver Wendell Holmes, Jr Gazeta Valeparaibana Um MULTIPLICADOR do Projeto Social “ALeste” Uma OSCIP - Sem fins lucrativos Acessível no link: www.culturaonlinebr.org IMPORTANTE Todas as matérias, reportagens, fotos e demais conteúdos são de inteira responsabilidade dos colaboradores que assinam as matérias, podendo seus conteúdos não corresponderem à opinião deste projeto nem deste Jornal. A Gazeta Valeparaibana é um jornal que divulga a cultura brasileira, democratiza a informação e é publicado mensalmente. Gratuito distribuído mensalmente para download Editor: Filipe de Sousa - FENAI 1142/09-J CULTURAonline BRASIL Email: assinaturas@gazetavaleparaibana.com Designe e artes gráficas: Rede Vale Comunicações - Fone: 0 xx 12 99703.0031

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Dezembro 2014 Gazeta Valeparaibana Página 3 Nossa Cultura Musical Você sabe por que se comemora em mente para a região da Bahia. Também co- palhando-se tanto pelos morros cariocas 02 de Dezembro o Dia Nacional do nhecido por umbigada ou batuque, consistia quanto pelos bairros da zona sul do Rio de em um dançarino no centro de uma roda, que Janeiro. Samba? Não, não é a data de nascimento de Tia Ciata. Também não é a data em que foi gravado "Pelo Telefone". Muito menos quando Ismael Silva e os bambas do Estácio fundaram a Deixa Falar. O Dia do Samba foi instituído pela Câmara de Vereadores de Salvador, em 1940, por iniciativa de um vereador baiano, Luís Monteiro da Costa, foi parte das homenagens ao compositor Ary Barroso, que um ano antes lançara Aquarela do Brasil, a música mais conhecida, executada e regravada fora do Brasil. Ary Barroso que já tinha composto seu sucesso "Na Baixa do Sapateiro", mas nunca havia posto os pés na Bahia. Esta foi a data de sua primeira visita a Salvador. Inicialmente, o Dia do Samba era comemorado apenas em Salvador, mas acabou transformado no Dia Nacional do Samba. A história do samba O samba é uma manifestação artística símbolo de um Brasil cultural, mestiço e alegre. É o ritmo que representa a nossa maior festa popular, o carnaval. Como música, o samba se desenvolveu muito no decorrer da história, mas para entender sua alma precisamos buscar suas origens. É quase consenso entre especialistas que a origem provável da palavra samba esteja no desdobramento ou na evolução do vocábulo "semba", que significa umbigo em quimbundo (língua de Angola). A maioria desses autores registra primeiramente a dança, forma que teria antecedido a música. O samba não nasceu por acaso. A sua aparição se deve à acomodação de diversos gêneros musicais que se sucederam ou se "complementaram" ao longo do tempo. Registrado em 1838 o samba teve como influência a modinha, a chula, a polca, o maxixe e o lundu. O samba como conhecemos atualmente, tem origem afro-baiana, temperado com misturas cariocas. Nasceu na Bahia, no século XIX, da influência de ritmos africanos, adaptados para a realidade dos escravos brasileiros e, ao longo do tempo, sofreu inúmeras transformações de caráter social, econômico e musical até atingir as características conhecidas hoje. "À medida que o samba evoluiu, ele ganhou novos sotaques, novos modos de ser tocado e cantado. É isso que faz dele um dos ritmos mais ricos do mundo", afirma o músico Eduardo Gudin. O gênero, descendente do lundu (canto e dança populares no Brasil do século XVIII), começou como dança de roda originada em Angola e trazida pelos escravos, principaldançava ao som de palmas, coro e objetos de percussão e dava uma ''umbigada'' em outro companheiro da roda, convidando-o a entrar no meio do círculo. Com a transferência, no meio do século XIX, da mão-de-obra escrava da Bahia para o Vale do Paraíba e, logo após, o declínio da produção de café e a abolição da escravatura, os negros deslocaram-se em direção da então capital do país, Rio de Janeiro. Nas favelas, núcleo de uma mistura de povos, nasceu o cenário trazido pelas Tias Baianas, como Amélia, Ciata e Prisciliana. Suas casas foram o palco das festas, dos terreiros e do ritmo marcado no pandeiro, no prato, na faca e na palma da mão. Foi entre umbigadas e pernadas de capoeira que a música surgiu, que os versos e refrãos foram criados e que o samba mostrou sua cor. Essas manifestações culturais propiciariam, consequentemente, a incorporação de características de outros gêneros cultivados na cidade, como a polca, o maxixe e o xote. O samba carioca urbano ganhou a cara e os ritmos conhecidos. No início do século XX, Noel Rosa, Cartola e Donga adotaram o samba, que ganhou uma temática romântica. Em 1917 o primeiro samba foi gravado, e Donga lançou a música Pelo Telefone. Após a primeira gravação, o samba conquistaria o mercado fonográfico e, com a inauguração do rádio em 1922 - único veículo de comunicação em massa até então -, alcançaria as classes médias cariocas. Mas teria sido "Pelo telefone" o primeiro samba realmente registrado no Brasil? Há contestações e controvérsias. Hoje não mais se acredita que este tenha sido o primeiro registro do gênero samba no selo de um disco. Alguns pesquisadores, entre eles Renato Vivacqua, mencionam pelo menos três outras composições designando o gênero: Um samba na Penha (interpretado por Pepa Delgado e lançado pela Casa Edison em 1909); Em casa da Baiana (de 1911); e por último A viola está magoada (de autoria de Catulo da Paixão Cearense, composto em 1912 e gravado em 1914). Edigar de Alencar também menciona um outro samba denominado Samba roxo (de Eduardo da Neves, de 1915). Fato é, que o ritmo começou a se difundir, e novos compositores como Pixinguinha e Ari Barroso surgiram no cenário através de obras memoráveis como Tarzan, o filho do alfaite e Aquarela do Brasil'. O advento do rádio ainda transformaria nomes como Francisco Alves, Orlando Silva e Carmen Miranda em grandes ídolos do samba. Em 1920 cresceu a tendência de compor samba para blocos carnavalescos. Com a divulgação nas rádios, o ritmo se consolidou como uma expressão urbana e moderna, es- A partir de 1930 o samba recebeu um grande impulso através de compositores como Ary Barroso e de intérpretes como Carmen Miranda, Francisco Alves e Orlando Silva. Ramificou-se em várias direções, influenciando a bossa nova e dando origem a ritmos como o samba-canção, o samba-enredo e o pagode. É desse período, também, o surgimento dos sambas criados para os grandes blocos de Carnaval. A primeira escola de samba surgiria em 1929 no Estácio - tradicional bairro de boêmios e da malandragem da cidade. Chamada de 'Deixa Falar', fez sua primeira aparição na Praça Onze como um bloco de corda e inovava no ritmo: a nova batida era capaz de contagiar qualquer folião, diferentemente dos sons anteriores mais monótonos. No ano seguinte, novas cinco escolas surgiriam para participar do desfile na Praça Onze: a ''Cada Ano Sai Melhor'' (do Morro de São Carlos), a ''Estação Primeira de Mangueira'', a ''Vai como Pode'' (atual Portela), a ''Para o Ano Sai Melhor'' (do Estácio) e a ''Vizinha Faladeira'' (das redondezas da Praça Onze). Com a repercussão do gênero, a cada ano surgiriam mais escolas para participar dos desfiles de Carnaval. O sucesso internacional do samba começou com a música Aquarela do Brasil, de Ary Barroso, cresceu com Carmen Miranda e passou pela bossa nova, que inseriu definitivamente o Brasil no cenário mundial da música. Com a bossa nova, o samba se afastou de suas raízes populares. A influência do jazz aumentou, e foram incorporadas técnicas musicais eruditas. Mas, ao longo das décadas de 1960 e 1970, artistas como Martinho da Vila, Nelson Cavaquinho e Paulinho da Viola defenderam o retorno do samba à sua batida tradicional. Paulinho da Viola foi o embaixador do gênero tradicional diante de um público mais vanguardista. Já Jorge Ben Jorge surgiu para dar sua contribuição com o samba-rock, ritmo cheio de ginga, que mescla o samba com o blues americano. Tradicionalmente o samba é tocado por instrumentos de corda, como o cavaquinho e o violão, junto com diversos instrumentos de percussão, como o pandeiro, o surdo e o tamborim. Por influência dos americanos, trombones e trompetes passaram a ser utilizados e, por influência do choro, a flauta e a clarineta também ganharam espaço. As principais variações do samba são: - Samba-canção; Samba-enredo; Samba-exaltação; Samba carnavalesco; Samba de gafieira; Sambalanço; Samba-batido: Samba de terreiro; Samba de partido alto; Samba de breque; Samba-jazz; Pagode; e Samba-reggae. Hoje o samba é Patrimônio Cultural do Brasil e representa nossa contínua miscigenação. É tocado, cantado e dançado de várias maneiras, e a música se difunde mais e mais como um símbolo de nosso país. Edição: Claudia Andreucci CONTATOS:- Emails: CONTATO: contato@gazetavaleparaibana.com - PATROCÍNIOS: patrocínio@fgazetavaleparaibana.com:

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Dezembro 2014 Gazeta Valeparaibana Página 4 NATAL PREZADO NATAL natal”, os casais ficavam mais românticos e faziam Estaremos em festas regadas a competições de amor porque se amavam. corpos, traições por mais poder ou dinheiro, seres humanos entregando-se na orgia, beijando-se com Então querido Natal, o mundo mudou e há muito hipocrisia. mais gente nele, crianças precisando não só dos brinquedos, mas também de pais e limites, de co- A cada data festiva aumenta o número de cadávemida, de amor. res, a polícia teria que se transformar em superhomens ou homens aranhas, as mães só se fossem Para cumprir essa missão, Papai Noel enfrentará fortes como a Virgem Maria, as leis funcionariam tragédias e corações endurecidos, pessoas extrese não fossem transgredidas e nossos governantes mamente consumistas que não se contentarão estarão ocupados em gastar o dinheiro que levam com pouco e nem com qualquer coisa, as ruas esdos impostos que pagamos com tanto suor para, tarão cheias de acidentes e muitos não chegarão a numa noite, gastarem sem dó. encontrar suas famílias, ficarão pelos caminhos bêbados, drogados ou mortos. Portanto, querido Natal, não espere que sua noite seja das melhores e dê estrutura ao Papai Noel Os presos sairão pelo indulto para visitar as famíque com tantos vilões para enfrentar nas ruas e lias, mas, antes de chegarem para o jantar de natristeza nas favelas, encontrará também casas vatal, impedirão outras famílias de se encontrarem zias de amor, o esquecimento de Deus, um céu porque matarão pessoas pelo caminho. escuro e sem estrelas, carros colidindo-se antes e Mediante tudo isso, as crianças ficam com famílias depois da meia noite. Meia noite! Horário em que deveriam comemorar o nascimento do menino Jesus que, por todos, sacrificou-se na cruz. Em vão. Genha Auga Jornalista MTB: 15.320 de ser feliz... Mas pode deixar em paz a redoma. Não preciso mais dela. - Mas o vento... - Não estou assim tão resfriada... O ar fresco da noite me fará bem. Eu sou uma flor. - Mas os bichos... - É preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas. Dizem que são tão belas! Do contrário, quem virá visitar-me? Tu estarás longe... Quanto aos bichos grandes, não tenho medo deles. Eu tenho as minhas garras. E ela mostrava ingenuamente seus quatro espinhos. Em seguida acrescentou: - Não demores assim, que é exasperante. Tu decidiste partir. Vai-te embora! Pois ela não queria que ele a visse chorar. Era uma flor muito orgulhosa... Nem tudo anda muito bem por aqui, aliás, tudo anda bem pior do que sempre fora e por isso a preocupação... Há tempos atrás, quando o Natal se aproximava, pairava no ar um clima meio mágico que fazia com que as pessoas esquentassem seus corações e voltassem seus pensamentos aos menos favorecidos. Religiosos oravam pelo próximo, famílias uniam-se para cear, almoçar e trocar presentes, nas empresas brincava-se de “amigo secreto”. Nessa época de final de ano, pais refletiam e orgulhavam-se do crescimento dos filhos, nas escolas comemorava-se o sucesso acadêmico e os presos comoviam-se com a presença das visitas de entes destruídas e não querem mais brinquedos, quequeridos. rem armas para lutar contra o inimigo e matar o mais frágil que poderia ser um amigo. Havia uma trégua entre os homens e reinava um tempo de paz no mundo. Inocentes pecadores re- Avise o bondoso velhinho que não haverá quem dimiam-se na esperança de receber o presente possa lhe ajudar porque as poucas pessoas do pedido feito em orações antes de dormir, os pa- bem estarão muito ocupadas em ajudar a maioria trões organizavam festas e distribuíam “cestas de já desgraçada. “O PEQUENO PRÍNCIPE” Creio que ele aproveitou, para evadir-se, pássaros selvagens que imigravam. Na manhã da partida, pôs o planeta em ordem. Revolveu cuidadosamente seus dois vulcões em atividade. Pois possuía dois vulcões. E era muito cômodo para esquentar o almoço. Possuía também um vulcão extinto. Mas, como ele dizia: "Quem é que pode garantir?", revolveu também o extinto. Se eles são bem revolvidos, os vulcões queimam lentamente, regularmente, sem erupções. As erupções vulcânicas são como fagulhas de lareira. Na terra, nós somos muito pequenos para revolver os vulcões. Por isso é que nos causam tanto dano. O principezinho arrancou também, não sem um pouco de melancolia, os últimos rebentos de baobá. Ele julgava nunca mais voltar. Mas todos esses trabalhos familiares lhe pareceram, naquela manhã, extremamente doces. E, quando regou pela última vez a flor, e se dispunha a colocá-la sob a redoma, percebeu que estava com vontade de chorar. - Adeus, disse ele à flor. Mas a flor não respondeu. - Adeus, repetiu ele. A flor tossiu. Mas não era por causa do resfriado. - Eu fui uma tola, disse por fim. Peço-te perdão. Trata de ser feliz. A ausência de censuras o surpreendeu. Ficou parado, inteiramente sem jeito, com a redoma no ar. Não podia compreender essa calma doçura. - É claro que eu te amo, disse-lhe a flor. Foi por minha culpa que não soubeste de nada. Isso não tem importância. Foste tão tolo quanto eu. Trata COMPRAS DE NATAL São as cestinhas forradas de seda, as caixas transparentes os estojos, os papéis de embrulho com desenhos inesperados, os barbantes, atilhos, fitas, o que na verdade oferecemos aos parentes e amigos. Pagamos por essa graça delicada da ilusão. E logo tudo se esvai, por entre sorrisos e alegrias. Durável — apenas o Meninozinho nas suas palhas, a olhar para este mundo. Cecília Meireles Pensem nisso! “Quando estamos vendo televisão, nossa tendência é cair abaixo do nível do pensamento, e não nos posicionarmos acima dele. A TV tem isso em comum com o álcool e com determinadas drogas. Embora ela nos proporcione um pouco de alívio em relação à mente, mais uma vez pagamos um preço alto: a perda da consciência. Sua inatividade é apenas no sentido de que ela não está gerando pensamentos. No entanto, continua assimilando os pensamentos e as imagens que chegam à tela, ela permanece ligada à atividade do pensamento do programa que está sendo exibido. Mantém-se associada à versão televisiva da mente coletiva e segue absorvendo seus pensamentos.” CONTATOS:- E-mails: CONTATO: contato@gazetavaleparaibana.com - PATROCÍNIOS: patrocínio@fgazetavaleparaibana.com:

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Dezembro 2014 Gazeta Valeparaibana Página 5 Cidadania portante que o outro, definir portanto o que são do o que se passa. Não há mais como ferir os didireitos humanos não é tarefa das mais fáceis de- reitos básicos do ser humano sem sofrer as convido a pluralidade de significados. Os direitos fun- sequências de tal desrespeito, sem que a ONU damentais correspondem as necessidades básicas imponha uma sanção e cobre uma atitude das 10 de dezembro Dia Internacional dos Direitos Humanos do ser humano, aquelas que são iguais para todas nações que descumprem tais direitos. Apesar disas pessoas e devem ser atendidas para que se so, a violação dos direitos humanos continua opossa levar uma vida digna. Quando falamos em Direitos Humanos, muitas correndo. A Declaração serve para nortear a comuni- ideias passam por nossa cabeça, muitos assuntos dade internacional, promover a cooperação entre A Declaração Universal e discussões, vemos os direitos humanos serem as nações e o respeito aos direitos e liberdades dos Direitos Humanos da ONU é um marco de violados a todo o momento, em todos os lugares das pessoas, cabendo a todos nós a observância luta na história recente. A Declaração surgiu após e em todos os tipos de sociedade. A discussão efetiva de que esses direitos sejam cumpridos e as duas grandes guerras. O horror e a brutalidade, sobre os direitos humanos cada vez mais se torna que cheguem a todos os cidadãos, só assim tereo desrespeito aos direitos fundamentais, princi- um assunto global, não pode ficar restrito a paí- mos um mundo mais justo e igualitário. palmente o direito a vida, fez com que algumas ses, culturas e regiões. Entender os direitos hu- Uma sociedade em que vigora o Estado de Dinações criassem um órgão que promovesse a manos numa perspectiva mais abrangente e glo- reito, como a nossa, o poder sofre uma limitação paz., a ONU ( Organização das Nações Unidas ), balizada é fundamental no tipo de sociedade em jurídica. Todos são submetidos a lei, o Estado, os que foi criada em 1945 nos Estados Unidos, e por que vivemos atualmente. sua vez proclamou a Declaração Universal dos cidadãos, sendo que o fim máximo do Estado deA internacionalização dos direitos huma- ve ser a promoção do bem comum. A democracia Direitos Humanos em 1948. Esse documento de- nos serve para efetivar os direitos reconhecidos se submete aos direitos fundamentais. O Estado fende a igualdade e a dignidade do ser humano, internacionalmente. Na área das relações interna- de Direito assimila esses direitos em sua estruturetoma os ideais da Revolução Francesa cujo te- cionais a Declaração Universal dos Direitos Huma- ra, sendo fundamental para a proteção dos direima era: liberdade, igualdade e fraternidade, ve- nos serve como mais um instrumento de consa- tos humanos. A grande tarefa da humanidade e mos aí três gerações dos Direitos Humanos. gração de valores, que são tidos como universais dos países é construir uma sociedade livre, justa e Direitos humanos ou Direitos naturais, individu- do ser humano. O ARTIGO 6º DA Declaração pro- solidária. Esse aliás é um objetivo fundamental do ais, servem para designar a mesma coisa, os di- clama: “Todos os indivíduos têm direito ao reco- Brasil, que está consagrado na Constituição Federeitos fundamentais do homem. Os Direitos Hu- nhecimento, em todos os lugares, da sua perso- ral no seu artigo 3º. Mas para que alcancemos manos são princípios que servem para garantir nalidade jurídica”, ou seja, todos têm direito de esse objetivo faz-se necessário cumprir a lei. E o nossa liberdade, dignidade, o respeito ao ser hu- ser reconhecido como pessoa perante a lei. Uma caminho para a paz e a busca pelo desenvolvimano, são fundamentais para que tenhamos uma das consequências da formalização desses direi- mento das nações passa pelo respeito aos Direisociedade mais justa com igualdade para todos, e tos, é que os países se policiam mais, tanto no tos Humanos. para que exista essa igualdade, é preciso haver âmbito interno quanto no externo, não ignoram Mariene Hildebrando respeito às diferenças, nem um direito é mais im- que a ONU e as outras nações estão atentas a tu- e-mail: marihfreitas@hotmail.com ENVELHECER Custa aos homens, hoje em dia, assumirem que estão envelhecendo. Lutam para esculturar o corpo, correm atrás de tudo que os possa manter vivos, inteiros, formosos, sensuais... E mesmo querendo ou não, ela chega naturalmente, de mansinho e conforme os anos vão passando acelera parecendo querer a velhice aprimorar-se e ocupar seu tempo. O corpo esculturado, mas, as mãos nunca negam a idade, a marca mais profunda vem pra ficar e com elas os desatinos; dor por toda parte, fica branco os cabelos, o olhar perde o brilho, o esquecimento e, junto dela, as doenças mais modernas e o cansaço. Mas quem entende que ficar velho é apenas a transição para outro estágio da vida e quem nela adquiriu conhecimentos e quem soube vive-la com respeito e aproveitou seus momentos, aceitará a velhice como uma dádiva de Deus e envelhecerá feliz para a alegria dos seus. Quantos se vão ainda jovens, deixando famílias enlutadas, então, quem chegar à velhice, deve sentir-se afortunado e agradecido. Envelheça com harmonia, não lute contra ela, aceite-a com paz e alegria, viva cada minuto espalhando sabedoria e desprezando a fantasia de querer ser jovem pra sempre. Genha Auga – jornalista MTB: 15.320 Porque precisamos fazer a Reforma Política no Brasil? Seus impostos merecem boa administração. Bons políticos não vem do nada. Para que existam bons políticos para administrar o país, toda a sociedade precisa colaborar para que eles possam nascer e terem sucesso. É preciso um sistema eleitoral moderno para melhorar a qualidade da política. Os políticos "tradicionais" tem horror à reforma política, porque ela pode mudar a situação atual onde eles usam e manipulam o eleitor e são pouco cobrados ! CONTATOS:- E-mails: CONTATO: contato@gazetavaleparaibana.com - PATROCÍNIOS: patrocínio@fgazetavaleparaibana.com:

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Dezembro 2014 Gazeta Valeparaibana Página 6 Entre nós! Dia 08 · Dia da Família Aspectos da família moderna morfose familiar, advieram crises de valores culturais e éticos. Em face da concepção inadequada de liberdade, a moral familiar entrou em choque com a moral universalizada – fabricada. Assim sendo, apesar da salutar evolução da família, sendo ela hoje organizada democraticamente, onde todos ajudam e participam, a liberdade foi corrompida pela inadequada concepção que deram a ela, tanto que a falta de controle no educar resultou na pura e cruel violência familiar; ou seja, a própria família propicia a violência por desprezar seus valores enquanto ente familiar. São filhos e pais se matando, pais corrompendo os próprios filhos, desrespeito mútuo, filhos roubando os próprios pais, falta de confiança, diálogo e afeto. O que esperar de uma sociedade que tem famílias cuja base está totalmente corroída? Essa interrogação se apresenta mais forte quando vemos os pais, por sua total omissão, empurrarem seus filhos para os presídios e os institutos psiquiátricos. A condição da família moderna causa apreensão, pois os pais que não souberam lidar com a liberdade hoje pagam muito caro por isso. Não basta religião, brinquedos e roupas caras ou o irresponsável e repetitivo “sim” – sem refletir nas consequências, apenas para se livrar do filho -, se o mais importante não existir dentro da relação entre pais e filhos, que é um vínculo verdadeiro e sadio; bem como, uma educação solidificada nos valores morais, pois, do contrário, continuaremos construindo presídios e clínicas e seguiremos lotando esses hospícios de orates. Antigamente as relações familiares não tinham amor nem liberdade e as pessoas eram infelizes. Hoje, somos livres para amar, no entanto, construímos a infelicidade. 04 . Dia do Orientador Educacional currículo a seguir. Seu compromisso é com a formação permanente no que diz respeito a valores, atitudes, emoções e sentimentos, sempre discutindo, analisando e criticando." Embora esse seja um papel fundamental, muitas escolas não têm mais esse profissional na equipe, o que não significa que não exista alguém desempenhando as mesmas funções. Para Clice Capelossi Haddad, orientadora educacional da Escola da Vila, em São Paulo, "qualquer educador pode ajudar o aluno em suas questões pessoais". O que não deve ser confundido com as funções do psicólogo escolar, que tem uma dimensão terapêutica de atendimento. O orientador educacional lida mais com assuntos que dizem respeito a escolhas, relacionamento com colegas, vivências familiares. Se você se interessa em seguir essa carreira, saiba que é preciso ter curso superior de Pedagogia ou pós-graduação em Orientação Educacional. O que ele faz? - Contribui para o desenvolvimento pessoal do aluno. - Ajuda a escola a organizar e realizar a proposta pedagógica. - Trabalha em parceria com o professor para compreender o comportamento dos alunos e agir de maneira adequada em relação a eles. - Ouve, dialoga e dá orientações. O que esperar de uma sociedade que tem famílias cuja base está totalmente corroída? Texto: Carlos Brito A chamada família contemporânea nasceu de profundas mudanças da dilatada lacuna entre a família clássica e a família moderna. Antes a família era matrimonializada e patriarcal, com predomínio do homem, chefe da família. Colocada estava a supremacia do homem na relação conjugal. Na antiga família, os laços de sangue eram mais importantes e o interesse econômico prevalecia sobre os vínculos do amor. Sendo que muitos casamentos sobreviviam ausentes de afeto, sua coesão era vinculada à propriedade e à estirpe. Com as constantes transformações da sociedade, a família moderna adquiriu um novo paradigma, acolhido por sua nova identidade, cujos valores se modificaram. A realidade das famílias modernas esboçou uma revolução em sua organização, enfraqueceu o autoritarismo do pai ao tempo que a mãe deixou o fogão para concorrer com os homens no mercado de trabalho. Destarte, a sociedade transformou-se novamente, posto que a mulher com sua habilidade influenciou positivamente o mercado de trabalho, a política, a educação e o próprio homem. Porém, com essa meta- Quem é o e que faz o orientador educacional Esse é o profissional que se preocupa com a formação pessoal de cada estudante. Na instituição escolar, o orientador educacional é um dos profissionais da equipe de gestão. Ele trabalha diretamente com os alunos, ajudando-os em seu desenvolvimento pessoal; em parceria com os professores, para compreender o comportamento dos estudantes e agir de maneira adequada em relação a eles; com a escola, na organização e realização da proposta pedagógica; e com a comunidade, orientando, ouvindo e dialogando com pais e responsáveis. Apesar da remuneração semelhante, professores e orientadores têm diferenças marcantes de atuação. "O profissional de sala de aula está voltado para o processo de ensino-aprendizagem na especificidade de sua área de conhecimento, como Geografia ou Matemática", define Mírian Paura, da Faculdade de Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. "Já o orientador não tem Da redação Toda a doutrina social que visa destruir a família é má, e para mais inaplicável. Quando se decompõe uma sociedade, o que se acha como resíduo final não é o indivíduo mas sim a família. Victor Hugo CONTATOS:- E-mails: CONTATO: contato@gazetavaleparaibana.com - PATROCÍNIOS: patrocínio@fgazetavaleparaibana.com:

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Dezembro 2014 Gazeta Valeparaibana Página 7 Contos, Poesias e Crônicas A DOR DE UM FINAL Houve o dia e a hora de por você me apaixonar e já faz tempo, mas houve o momento em que a verdade foi preciso enfrentar... Tanta paixão, tanta coisa reprimida, mas não te farei mais sofrer e, assim foi o dia em que decidi nossas vidas. – Não me ligue mais, desapareça! Foi o que lhe pedi. - Não mereço teu amor e nem teu perdão - O que fiz não foi traição, apenas uma fraqueza, tentei ser discreta, mas há coisas que se revelam por si e com isso, tantas desavenças. Você não me quis, aceitou o que decidi, mesmo confessando com a intenção de num lampejo, achar que maior seria o sentimento nobre do amor. Nessa carta, nesse dia tenso, com lágrimas contidas, repasso dores vividas e os momentos de puro prazer também, já estamos longe, não temos mais escolha. Tudo foi tão sofrido e aos poucos nos desgastou até nada sobrar, selando apenas essa solidão. Foi tudo que restou. Escrevo a você, meu ex-amor, para falar da minha dor, recordando quanta coragem tive em dizer a verdade e arriscar a viver na saudade. Não me ligou mais, desapareceu como lhe pedi, no entanto, confesso, esperei que me telefonasse.. Hoje, passados três anos, choro muito e maltrata-me a lembrança de não poder ouvir mais tua voz. Nesse tempo vou seguindo, vou em frente, ansiedade e dor misturam-se num sentimento que em mim se alterna,te amo ainda e para sempre, tenho por ti saudade eterna. A cada segundo que reflito tudo que aconteceu, mais lágrimas vão escorrendo do meu coração, são tantas, são demais, tal qual o meu sofrer, com esperanças perdidas e com a alma na escuridão, agonia que não finda, que nunca acaba. Penso em ti nos braços de outra alegre e despreocupado, fruto da minha imaginação... Mas o que estou vivendo a cada dia são tristezas e dúvidas e esperando que se acabe a caminhada do meu sofrer, já não tenho nada que seja igual ao que era no início da estrada. Tanto sofri que mudei minha forma de ser e de me comportar,só o que não fiz, nem farei, é parar de te amar. Fiz o que não devia, mas te ouvi com atenção, se mais pudesse, mais faria para evitar nossa desunião. Genha Auga CIGANA ALDA LARA AMOR Genha Auga Cultive a bondade Supere o mal com o bem Siga nessa direção e diga amém! Compreenda seu irmão Conceda-lhe o perdão Abrace-o, estenda-lhe a mão. Dê um sorriso a mais Plante o amor no coração Construa um mundo de paz Para abrir caminhos hoje e sempre Confie em Nosso Senhor E serás feliz eternamente! Feliz Natal! quem me dera ser vagabundo de um mundo qualquer!... quem me dera ir, pelos caminhos, com a única saia que tivesse p'ra vestir..., (nem curta nem comprida...) ... uma saia fora de moda, desgraciosa, mas forte e vistosa!... quem me dera ir..., a comer as amoras dos valados, a dormir sobre a grama, sem telhados que não fossem os do céu!... ser "eu"... acenar aos que trabalham nos campos, e parar, a ouvir as canções populares!... seguir sempre sozinha, comigo e com o sol... ver nascer o arrebol, e caminhar... sem destino... ao som não sei de que hino... mas livre... livre!... livre de ter que dizer "muito prazer" a toda hora!... livre dos compromissos, das etiquetas, e de todas as tretas que me acorrentam e me lançam névoa sobre os ideais!... livre das exposições, das reuniões, das aulas do forjaz e outros que tais!... livre de tudo!... sem a ambição de possuir um "canudo", sem educação!... poder lamber as mãos, e rir de troça, dos que passam nas estradas, de óculos escuros, e grandes "espadas"!... ah!... ser simples!... não pensar na modista, nem no dentista, nem nas unhas por polir... nem pensar na guerra nem na pobreza... saber só que a natureza é bela e igual para todos!... saber só, que caminho sozinha, feliz com a minha liberdade!... não conhecer a saudades do que ficou para trás!... e saber que há sempre, um fruto maduro, e uma estrela brilhante para cada caminhante!... seguir... seguir sempre!... sem um fito... sem um fim... mas caminhar mesmo assim...com o vento a bater-me nas tranças do cabelo, às lufadas, e a deixar-me beijar todas as noite pelo luar das estrelas!... quem me dera ir... sem pátria, nem lei... abraçada aos sonhos que sonhei!... ah! cigana perdida, a sorrir nas estradas da vida!.. Numa sociedade movida à dinheiro e hipocrisia, encontramos pessoas propensas aos mais diversos rumos incluindo-se a devassidão. Cuidado com quem andas, pois tua companhia sumariza quem és. Não tenha medo de lutar pelo que acredita, apenas seja você mesmo nos mais divergentes momentos que possam surgir. Fazendo isto, certamente afetará os que estão à tua volta que não gostam do que veem. Saberão fazer a triagem do joio e do trigo. Só tome cuidado com o lado com que ficará, pois uma escolha errada pode te afetar drasticamente. Pense no seu futuro. Sua escolha hoje, será o seu futuro amanhã. Seja feliz, haja com honestidade sempre. Mas acima de tudo, cuidado com o que te tornarás! Filipe de Sousa Programa: Noites de Domingo - Todos os Domingos ás 20 horas CONTATOS:- E-mails: CONTATO: contato@gazetavaleparaibana.com - PATROCÍNIOS: patrocínio@fgazetavaleparaibana.com:

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Dezembro 2014 Gazeta Valeparaibana Página 8 A base da Democracia 08 · Dia da Justiça É caso de nos perguntarmos: nível internacional é o desrespeito a um princípio garantido pela própria Constituição brasileira: a violação ao direito constitucional do cidadão acusado de qualquer crime, ao duplo grau de jurisdição durante o seu julgamento. Como todos sabemos, a maioria dos condenados pela Ação Penal 470 não deveria ter sido julgada pelo STF, uma vez que não eram parlamentares e, portanto, não lhes caberia o foro privilegiado. Por esta razão, os condenados Kátia Rabello, José Roberto Salgado e Vinícius Samarane apresentaram recurso contra a decisão à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) órgão da OEA, sedada em Washington. É óbvio que aqui não se discute a questão do mérito das condenações dos três réus em questão, nem de outros condenados da AP 470, mas tão somente o fato de que não tiveram direito ao julgamento em mais de uma instância como cabe a qualquer cidadão deste país, independente do crime que tenha cometido. A quem a OEA dará razão? Muito provavelmente condenará, mais uma vez, a atuação do STF. não costuma extraditar facilmente seus cidadãos. Qualquer que seja a real intenção do governo italiano, todos nós sabemos qual é a real situação da maioria dos presídios no Brasil. Celas frias, sem sol, úmidas, sem camas e superlotadas. Basta visitar qualquer uma e se constata que o Brasil não tem prisões, tem centros de tortura, que não reabilitam presos, pelo contrário, o sujeito sai de lá com ganas de vingança. Muitos dos crimes praticados por exdetentos são mais violentos do que aqueles que os levaram à prisão. Esta não é a minha opinião como político ou como cidadão comum. É fato reconhecido pela sociedade brasileira e ganha ares oficiais quando ministros do próprio STF reconhecem a situação. PARA ONDE CAMINHA A JUSTIÇA NO BRASIL? O STF não pode continuar pecando contra a Constituição do país e as convenções internacionais É preocupante. Os caminhos trilhados pela Justiça brasileira nos últimos tempos vêm colocando o país numa situação delicada aos olhos de organismos internacionais de direitos humanos e melindrando nossa imagem no exterior como Nação democrática. Três anos após a Corte Interamericana de Direitos Humanos ter condenado o Brasil no caso da Guerrilha do Araguaia, outro caso preocupa o STF, que mais uma vez, corre o risco de sair chamuscado. O Supremo foi o vilão causador da primeira condenação do Brasil pela Corte Interamericana por ter se negado a atender ao apelo das famílias de investigação e julgamento dos culpados pelo desaparecimento forçado de 62 pessoas, ocorrido entre 1972 e 1974, na região da Guerrilha do Araguaia. Neste caso o STF agiu na contramão da história da maioria dos países latino americanos que julgaram seus criminosos, desqualificando as leis de anistia existentes, por considerarem que tortura, morte e desaparecimentos forcados, por parte do Estado são terrorismo de Estado e como tal crimes não passíveis de anistia pelas convenções internacionais. O novo caso que coloca o STF em cheque a Em entrevista à Band recentemente o ministro do STF, Marco Aurélio, qualificou de precárias as condições carcerárias dos presídios brasileiros, afirmou que aqui, a função de reeducar não ocorre e comparou as prisões no Brasil à Bastilha. A comparação, com certeza, balizou A preocupação sobre o caso é tamanha que o a sorte de Pizzolato, definida pelos magistraprocurador-geral da República, Rodrigo Janot, dos italianos. sugeriu a criação de um grupo de trabalho com representantes de órgãos do Judiciário e Ao condenar o Brasil no caso da Guerrilha do do Executivo (Advocacia-Geral da União; a Araguaia, a Corte Interamericana mostrou que Procuradoria-Geral da República; os ministé- o Brasil está agindo na contramão da história rios da Justiça e das Relações Exteriores ) e evidenciou que a Justiça brasileira não forpara defender as condenações do Supremo neceu mecanismos efetivos para uma total reparação às vítimas da ditadura militar, não Tribunal Federal no julgamento. levando a um Direito à Verdade ou a um DireiOutra fato que ilustra bem a deterioração da to à Justiça reais. imagem internacional da Justiça e do sistema carcerário brasileiro é o caso da recente mani- Ao reconhecer aos réus do Ação Penal 470 o festação do Ministério Público da Itália ao pe- direito de serem julgados em mais de uma dir que o governo brasileiro esclareça se os instância e poderem apelar em relação aos presídios do país têm condições de garantir resultados, a Comissão Interamericana, caso os "direitos fundamentais da pessoa humana" isso venha a ocorrer, estará justamente enao receber o ex-diretor de Marketing do Ban- dossando a necessidade do Brasil avançar co do Brasil Henrique Pizzolato, condenado quanto à garantia dos Direitos Constitucionais na Ação Penal 470, caso ele seja extraditado do próprio país. para o Brasil. O STF não pode continuar pecando contra a Conhecedores do sistema carcerário brasilei- Constituição do país e as convenções internaro, o governo italiano, faz esta consulta muito cionais. Isso envergonha o povo brasileiro e mais com o intuito de constranger o Brasil e fere de morte a imagem do Brasil como Nade ganhar tempo no processo de pedido de ção democrática. extradição feito pela Justiça brasileira. PizollaDa redação to tem cidadania italiana e o governo da Itália Sem alcance à Justiça, boa parte dos brasileiros estão à mercê de sofrer graves prejuízos. Mesmo um direito conhecido, como o da educação, é sistematicamente desrespeitado. De acordo com o Sistema de Informação para Infância e Adolescência (Sipia), da Presidência da República, só nessa área, nos últimos cinco anos, foram registradas pelo menos 44 mil violações. O número, porém, é subnotificado porque muitos brasileiros se resignam e sofrem para resolver a questão sozinhos. Esse é apenas um dos contrassensos que fazem vítimas todos os dias. A magistrada Dora Martins, integrante da associação Juízes para a Democracia, conta que esse tipo de situação é rotina na área penal. “Vemos os maiores absurdos, como gente que continua presa depois de já ter cumprido toda a sua pena, por falta de assistência judiciária”, afirma. “Pensão alimentícia, problema com INSS, adoção de criança em abrigo. Tudo é mais difícil quando você não tem o Judiciário por perto.” CONTATOS:- E-mails: CONTATO: contato@gazetavaleparaibana.com - PATROCÍNIOS: patrocínio@fgazetavaleparaibana.com:

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Dezembro 2014 Gazeta Valeparaibana Página 9 Espaço educação BRIGA EM SALA DE AULA! INTERVIR OU NÃO? intermediando a situação. Percebam que toda responsabilidade é colocada sobre o professor, escola e pais. Em momento algum o Conselho é citado como um órgão o qual se possa recorrer. A nós, parece então que recorrer ao Conselho Tutelar nesta situação é perda de tempo. O professor, por sua vez deve adotar a postura de orientador disciplinar, psicólogo, assistente social ou qualquer outra coisa que fuja da sua função. Consideram o professor um super herói? Que não tem medo? Que não sofre com isso? Que seu nível de estresse está tão alto que já não importa se a água do rio sobe ou desce o morro? As escolas estão preparadas para esse tipo de comportamento? Os pais estão educando seus filhos? Já citamos em outros artigos, que muitos pais deseducam só pelo fato de oferecem facilidades aos filhos, ficando assim isentos da “encheção de saco” que é cuidar da lição de casa, por exemplo. Preferem que os filhos fiquem enfurnados no quarto jogando vídeo game, ou na rua com os “colegas”. Desta forma, terceirizam para a escola, a responsabilidade pela educação de seus filhos. Para maior entendimento sugerimos a leitura de outras duas breves reflexões nossas sobre este assunto: Para onde caminha a humanidade (2) e, Para onde caminha a humanidade II (3), onde discutimos sobre a violência e suas consequências . tre alunos. Certo é que a lei não nos propicia qualquer alternativa e ficamos na dúvida, pois se fazemos uma intervenção poderemos sofrer agressões que irão variar de intensidade de acordo com o nível de agressividade dos alunos. Se não intervimos, a lei nos cobrará por uma suposta omissão (ainda que a minha vida seja mais importante do que a dele) e certamente os pais, a direção da escola farão o mesmo. Não vamos incentivar a interferência do professor nestas situações, pois cada situação é uma situação diferente. Infelizmente cabe ao professor decidir o que fazer neste momento, ter sangue frio e analisar rapidamente os prós e contras, pois toda a agressividade poderá se voltar contra ele e ninguém em sã consciência poderá pedir ao professor que se coloque, por exemplo, entre o aluno e uma arma. Primeiramente, acreditamos que o professor deve preservar sua integridade física e emocional diante do acontecimento, para depois decidir o que fazer. Gostaríamos de encerrar deixando uma citação do eminente psiquiatra Içami Tiba: Um vídeo recentemente divulgado pelas redes sociais apresentou duas alunas que se confrontavam verbalmente, seguido de agressão com o porte de um estilete na clara intenção de ferir a colega de sala. Bom, os motivos que levaram a essa atitude impensada é o que menos tem importância nesse momento. O fato deflagrado e noticiado foi que o professor abandonou a sala deixando as duas meninas à própria sorte, para pedir ajuda à direção. Em entrevista concedida a imprensa, a Diretora da escola condenou a atitude do professor em deixar a sala naquele momento, e que “como educador, deveria ter acalmado as meninas”. Nosso questionamento é simples e pontual: O professor agiu de forma correta? Diante da situação exposta, o professor deveria abandonar a sala ou tinha que intervir na situação? (colocando sua integridade física em risco). “A impunidade deseduca; por mais amor que haja, é preciso mostrar as consequências de seus atos. A escola nunca deveria tomar o lugar dos pais na educação, pois os filhos são para sempre filhos, e os alunos ficam apenas algum tempo vinculados às instituições de enEm outro artigo, de setembro de 2014, no sino que frequentam” (Tiba, 2006, p. 116). mesmo periódico, citamos: (1) http://www.santarosa.sp.gov.br/ conselho_tutelar/ conselho_tutelar_educacao.html (2) http://ww.gazetavaleparaibana.com/072.pdf (3) http://ww.gazetavaleparaibana.com/074.pdf (4) http://ww.gazetavaleparaibana.com/082.pdf (5) http://educacao.uol.com.br/ noticias/2013/04/18/alunas-trocam-socosdurante-aula-e-professor-assiste-em-pauliniasp.htm TIBA, Içami. Disciplina, limite na medida certa. 85ª ed. São Paulo: Integrare, 2006 - Vitimizam o jovem infrator a exemplo de outros infratores, eximindo a culpa pela má educação por parte dos responsáveis e até mesmo a omissão dos mesmos; imputando toda Abaixo transcrevemos um trecho do site do responsabilidade à escola (4). Conselho Tutelar de Santa Rosa de Viterbo no Ainda a título ilustração citamos o caso abaixo: interior de São Paulo (1): “Em abril de 2011, uma professora da Escola - O que o professor deve fazer quando alunos Estadual Padre José Narciso Vieira Ehrenbrigam na sala de aula? berg, no bairro João Aranha, em Paulínia (120 Separar os alunos e discutir com a classe a km de São Paulo), foi agredida ao pedir que situação, avaliando procedimento inadequado dois alunos parassem de brigar. O caso foi redos estudantes. É importante conversar com gistrado na Polícia Civil. Na ocasião, dois aluos pais para saber como está a relação destes nos discutiam quando a profissional pediu que alunos com a família. Básica é a existência de não houvesse agressão. O fato ocorreu dentro comitês, grupos associações de pais e profes- da sala de aula. Ao ser questionado pela prosores. Sempre que possível, o professor deve fessora, um dos jovens tentou deixar a sala, participar deste processo pessoalmente, não mas foi contido por ela. O jovem, então, emtransferindo toda a responsabilidade ao orien- purrou as carteiras e deu dois socos no rosto tador ou diretor da escola. Afinal, é ele quem da professora, que caiu ao chão.” (5). interage com o aluno diariamente. Vemos aqui claramente o que poderá ocorrer Omar de Camargo Técnico Químico Professor em Química decamargo.omar@gmail.com Ivan Claudio Guedes Geógrafo e Pedagogo A posição do Conselho Tutelar é clara, o pro- se o profissional tentar separar uma briga en- ivanclaudioguedes@gmail.com fessor deve interferir e discutir com a classe O professor sábio sabe que cinquenta e cinco minutos de trabalho mais cinco minutos de risada valem o dobro do que sessenta minutos de trabalho invariável. Gilbert Highet Rádio web CULTURAonline BRASIL /// http://www.culturaonlinebr.org

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Dezembro 2014 Gazeta Valeparaibana Página 10 Nossas Raízes 10 · Dia Internacional dos Povos Indígenas O interminável massacre do povo indígena. Por: Eliana Tavares Quando os portugueses chegaram à costa brasileira nada mais queriam do que ouro e riquezas, da mesma forma que os espanhóis na região central de Abya Yala. Dar de cara com outros povos, outra língua e outra maneira de organizar a vida não causou problema. Eles tinham o poder das armas. E, assim, pela força dos arcabuzes, impuseram um deus, escravizaram, dizimaram, destruíram. A invasão de Pindorama nunca foi um “encontro de culturas”. Foi genocídio. Naqueles dias, milhões de pessoas foram mortas por conta da ganância dos estrangeiros. “Não têm alma”, diziam os piedosos padres. Os que resistiram se embrenharam nas matas, fugiram do litoral e conseguiram ficar à margem do extermínio por algum tempo. Mas foi um curto período. Com a colonização, os portugueses abriram caminho para o interior e nesse movimento tampouco pouparam pólvora. Os indígenas eram apagados do mapa. Depois, com a chegada dos imigrantes, novamente os indígenas passaram por violentas levas de extermínio. O tempo passou e as comunidades indígenas que sobreviveram foram travando suas lutas. Houve páginas memoráveis de resistência. Na região norte, de mais difícil penetração, muitos grupos conseguiram seguir com suas vidas. Mas, no início do século XX, com a nova política de ocupação nacional, os indígenas voltaram a ser contatados, dessa vez com menos violência física, mas com a mesma intenção de negação da sua cultura e do seu modo de vida. A proposta era a de integrá-los à vida nacional, considerada “a civilização”. Apesar das boas intenções de figuras como o Marechal Rondon, a decisão de integração era unilateral. Ninguém perguntara aos indígenas se era esse o seu desejo. Era uma política de estado e estava baseada na ideia de que o modo originário de vida não era bom. Na verdade, essa proposta de integração forçada também se configurava uma violência contra as comunidades. E, os que não aceitaram “se integrar” ao “mundo civilizado” tiveram de se manter em “reservas”, lugares previamente demarcados para sua “proteção”. Assim, aqueles que eram os donos legítimos dessas terras passaram a viver de favor, confinados e dependentes do governo em praticamente tudo, inclusive a comida. Não bastasse serem tutelados, os indígenas acabaram na linha de fogo de uma batalha contra aqueles que haviam se apropriado das terras: fazendeiros, grileiros, latifundiários. Não foram poucos os conflitos que se seguiram quando o Brasil decidiu ampliar sua fronteira agrícola. As comunidades que estavam em áreas férteis logo passavam a ser acossadas. Na região amazônica, as riquezas em madeira e biodiversidade tornaram a área extremamente cobiçada e também nas profundezas da selva os indígenas tiveram de enfrentar os mesmos inimigos de sempre: missionários, grileiros, ONGs, os “bem-intencionados”. Todas essas lutas sempre se deram num contexto desigual. Primeiro, os indígenas eram os selvagens que precisavam ser civilizados, depois eram os preguiçosos que não queriam saber de trabalhar no mundo novo que tão bondosamente tinha sido dado a eles. De um jeito ou de outro eram apresentados à nação como seres inúteis, passíveis apenas de se manterem como “coisa exótica”. Quando essas comunidades começaram a lutar, outra vez, pelos seus territórios, toda essa carga de preconceito voltou à tona. E os índios passaram a ser apontados como aqueles que impediam o progresso do país. Garantir grandes extensões de terra a essa gente era vista como um absurdo, afinal, eles não trabalhavam. Tal e qual os portugueses de 1500, as gentes do poder seguiam olhando para os indígenas como seres de segunda categoria, incapazes, atrapalhos, coisa para ser aniquilada. Ainda assim as lutas prosseguiram. Na Constituição de 1988 as comunidades indígenas lograram conquistar direitos. Seguiam ainda tuteladas, mas consolidavam um espaço de disputa no qual já era impossível negar a importância dessas gestes, de sua cultura e seu modo de vida, tão absolutamen- A portaria 303, da AGU, é a forma moderna de dominação te outro, diferente do proposto pelo modo de produção capita- dos mesmos velhos opressores. Se antes eram os arcabulista hegemônico no mundo ocidental. zes, agora é a lei. E o que é mais espantoso, uma lei que viola a Carta Magna. Ora, a decisão do STF só tem validade As lutas do presente para a área da Raposa Terra do Sol, e já foi uma grande derQuando o século XXI alvoreceu, em todo o planeta assomava rota dos povos indígenas. Por isso mesmo que a luta contra um movimento gigantesco de recuperação da memória das essa decisão específica não acabou. Os indígenas que ali culturas que foram oprimidas pelo colonialismo europeu do vivem seguem questionando, em luta e na justiça, essa deciperíodo chamado de “modernidade”. Nos anos 90, ainda no são. Ainda existem embargos não julgados. Como então a século XX, comunidades do Equador invadiram o centro da AGU pode editar uma portaria estendendo as condicionantes capital Quito, ocuparam igrejas e decidiram que tomariam a ainda não definitivas para as demais áreas? E quem disse sua vida nas mãos. Em 1994 os índios chiapanecos, do Méxi- que a AGU tem poderes para isso? Só o Congresso Nacional co, também se insurgiram, em armas, tomaram cidades e pode legislar sobre terras indígenas. A resposta só pode esdecidiram que nunca mais o mundo viveria sem tomar em tar na pressão que vem sendo feita pelos latifundiários e emconta as suas demandas. Depois, foi um espocar de lutas e presários que querem ocupar e explorar as terras ricas em rebeliões por toda a faixa andina, na América do Sul, e nos poder dos índios. cantões da América Central, no Caribe, na América do Norte O mundo moderno é um mundo em luta pela energia. Esgota (Estados Unidos e Canadá). O Brasil não ficou de fora. As -se o petróleo e todo o modo de produção capitalista - que é comunidades, caladas por 500 anos, assomavam com suas destruidor na sua essência – está em colapso. Por conta dispalavras, seu mitos, sua cosmo visão. Queriam gerir suas so, aqueles que detiverem o controle sobre a água e sobre a vidas e proteger seu território, sistematicamente consumido biodiversidade serão, sem dúvida, os que dominarão o munpela voraz ambição do capital. do. Não é sem razão que grandes extensões de terras vêm Para esses povos a terra não é objeto de especulação, é sendo compradas por investidores internacionais em regiões espaço sagrado. Terra é mãe da vida, água é morada dos como o Pantanal, a Amazônia, o Aquifero Guarani, justamendeuses, bichos são parte de um equilibrado sistema de so- te onde estão os indígenas “atrapalhando” o processo de brevivência. Essas coisas não tem preço, têm valor. dominação dos recursos e das riquezas. O governo brasileiPara os homens do poder, esse movimento indígena é coisa ro, seguindo a mesma mentalidade entreguista da maioria que precisa ser freada. Não aceitam entregar a eles o domí- dos seus antecessores, se dispõe a conceder direitos aos nio sobre suas terras, até porque muitas delas estão repletas ditos “empreendedores”, mais uma vez condenado os indígede riquezas. Seus argumentos são singelos: os índios não nas ao extermínio, e o povo em geral à dependência. sabem proteger seus territórios, vendem madeira por cacha- A se concretizarem os pressupostos da Portaria 303, qualça, não conhecem os instrumentos do progresso. Ou seja, quer terra já demarcada pode ser revista e tirada das comuninão teriam condições de gerir com sapiência, as terras que dades, basta que dentro delas haja algo que seja do intereslhe são confiadas. Assim, nada melhor do que eles, os capi- se dessa gente sempre pronta a sugar as riquezas do país. talistas, para dirigir e controlar os territórios. Eles são traba- E, esse tipo de coisa só acirra ainda mais os conflitos exislhadores, empreendedores, podem trazer o progresso, como tentes, nos quais as comunidades indígenas seguem em é o caso das barragens que se constroem na Amazônia. Isso franca desvantagem, entregando todos os dias, os seus moré cuidar, isso é proteger, isso é dar função social para a terra. tos. Como combater jagunços fortemente armados? Como se E não essa ideia indígena de deixar a terra sem uso, que defender de milícias de mercenários bem treinados, francosegundo eles, é anti-progresso. E assim vai se fazendo a atiradores, assassinos de aluguel? É a história se repetindo. queda de braço, tão desigual. Basta uma espiada na obra de Belo Monte para se ver os estragos causados à mata, à bio- Só a união de todos garante a vida diversidade, às famílias ribeirinhas. Os índios resistem e são Para a sociedade, o governo faz propaganda e usa dos meisufocados por armas e preconceito. E, na derrota dos indíge- os de comunicação mentindo descaradamente sobre diálogo nas vem a miséria de todos os que por ali vivem, porque o e promoção de direitos indígenas. Mas, na prática, a política “progresso” dos capitalistas significa progresso apenas para segue sendo a do extermínio e do massacre das culturas alguns. autóctones. Na contramão de tudo o que acontece na AmériNão bastasse toda a história de extermínio, preconceito e ca Latina, aonde os povos originários vão conquistando cada opressão, agora a Advocacia Geral da União, órgão do go- dia mais direitos, o governo brasileiro caminha para o retroverno, decidiu baixar uma portaria que estende para todas as cesso, aliado ao agronegócio e aos interesses internacionais, terras indígenas no país, as condicionantes decididas pelo jogando o povo inteiro nas malhas da eterna dependência. Supremo Tribunal Federal (STF) na Ação Judicial contra a É preciso que as gentes brasileiras conheçam o que está por Terra Indígena Raposa Serra do Sol (Petição 3.888-Roraima/ trás das letras pequenas das leis. STF). E o que isso significa? Mais um golpe na vida dos 800 Que os sindicatos informem os trabalhadores, que se faça mil índios que ainda resistem nesse país. uma aliança entre os trabalhadores da cidade, do campo e as comunidades indígenas. Esses 800 mil índios que ainda reO Brasil na contramão sistem ao massacre iniciado em 1500 são a nossa herança Concretamente, as tais condicionantes permitem que as ter- histórica, a célula mãe da nossa cultura, legado imortal, parte ras indígenas possam ser ocupadas por unidades, postos e constitutiva da nossa essência como povo. demais intervenções militares, malhas viárias, empreendi- Defender o seu direito de viver nas terras originalmente ocumentos hidrelétricos e minerais de cunho estratégico, sem padas, de preservarem seu modo de vida, seus deuses, sua que os indígenas sejam consultados sobre isso, coisa que cosmo visão, de gerirem suas riquezas dentro dos princípios contraria frontalmente a Constituição e também a Convenção que lhes são únicos, como o equilíbrio ambiental e a recipro169, da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Da cidade, é garantir a possibilidade da construção de outra somesma forma permite que haja uma revisão das demarca- ciedade, justa e soberana. ções em curso ou já efetuadas que não estejam dentro des- Não é possível que as gentes brasileiras permitam que se sas regras, mais uma vez violando a autonomia dos povos entreguem as nossas riquezas aos poderosos de plantão, sobre os seus territórios. Com isso, o governo tira das comu- aos estrangeiros, aos ditos “arautos do progresso” que, na nidades a possibilidade de elas mesmas decidirem sobre as verdade, nada mais são do que os destruidores da vida. As riquezas naturais que existem em suas terras. Ou seja, entre- comunidades indígenas nos mostram que há outras formas ga aos capitalistas o direito de explorar. de vida, outro “progresso”, outro modelo de desenvolvimento. Outra forma de pressionar as comunidades indígenas é a Negar isso é compactuar com um crime, é agir como agiram transferência, para o Instituto Chico Mendes de Conservação os invasores, os assassinos, é defender o massacre. da Biodiversidade (ICMBIO), do controle das terras indígenas, sobre as quais, de maneira indevida e ilegal foram so- Já basta de sangue indígena em nossas mãos. brepostas Unidades de Conservação. Ou seja, de maneira perversa buscam colocar os indígenas no papel de destruidores, poluidores e invasores de áreas ambientais. CONTATOS:- E-mails: CONTATO: contato@gazetavaleparaibana.com - PATROCÍNIOS: patrocínio@fgazetavaleparaibana.com:

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Dezembro 2014 Gazeta Valeparaibana Página 11 Nossa História O BRASIL NÃO FOI COLÔNIA sim, seis anos antes da viagem de Pedro Álvares Cabral, já Portugal reivindicava a posse da terra do Brasil, para o patrimônio da Ordem de Cristo, segundo as bulas anteriores dos Papas D. Martinho V., D. Nicolau V e D. Calixto III, porque os descobrimentos portugueses eram custeados pelas rendas da Ordem de Cavalaria de Nosso Senhor Jesus Cristo, isto é, a Ordem de Cristo[...] Traçada a fronteira ideal das terras pertencentes a Castela e das terras adjudicadas à Ordem de Cristo, pelo Tratado de Tordesilhas, em 1494, quatro anos mais tarde, em 1498, Duarte Pacheco Pereira, mandado por D. Manuel I, cruza o Atlântico de norte a sul, para localizar geograficamente o patrimônio ultramarino da Ordem de Cristo, no novo continente e chega até o cabo de Santo Agostinho, no litoral do atual Estado da Paraíba. E o Papa Calixto III, pela Bula de 13 de março de 1455, “declarara inerentes ao mestrado da Ordem de Cristo em Portugal a administração e padroado das terras adquiridas e por adquirir, desde o Cabo Bojador até à Índia (Ásia) e Xisto IV confirmara ao rei D. João II (de Portugal) as bulas de seus predecessores”(Cf. Francisco Adolpho de Varnhagen. “História Geral do Brasil”, T. 1- p.69). boa: Hugin, 2000, p.59-70). O rei de que se trata foi D. João III. Tal política coincide com o início da decadência nacional propiciada pelo enfraquecimento da Ordem de Cristo, motivada pela supracitada reforma, conduzida por frei António de Lisboa, a mando do rei D. João III, em 1529, que mandou incendiar e destruir todos os documentos respeitantes à Ordem de Cristo. Manuel J. Gandra (in: O Projecto Templário e o Evangelho Português, 2013, p. 24), demonstra que, ao contrário, Portugal assumiu, em nome da Ordem do Templo, um compromisso ecumênico, interrompido (ou adulterado) pelo incensado D. João II, que depois de assassinar o Grão-Mestre da Ordem de Cristo assume para si esse cargo, bem como, a jurisdição sobre o rico patrimônio da Ordem, subvertendo a missão da milícia templária: “Recordo que foi o mesmo monarca que, pela sua própria mão, assassinou o Grã-Mestre da Ordem de Cristo (seu cunhado), certamente, porque este não tencionava abdicar daquilo que, até do ponto de vista canônico, constituía o cerne moral e religioso da Milícia. Além disso, D. João II promoveu, em 1485, a reforma do brasão real. A chamada operação de endireitar o escudo (i. e., os escudetes das ilhargas) terá subvertido irremediavelmente o significado das peças que empunham as armas nacionais, as quais na sua configuração original representavam a Alma do Mundo, de acordo com Plotino: os três escudetes superiores voltados para a Inteligência (ou seja, para o interior) e o do meio e o inferior, voltados para a matéria (i. e., para o exterior). Ao preceder assim, D. João II terá entregue ao Corpo do Mundo a direção do destino nacional, transformando-o, doravante, numa mera questão de “Secos e Molhados. No entanto, mesmo após o assassinato do GrãoMestre da Ordem de Cristo, o Projeto Templário continua a subsistir, haja visto que as palavras MORE e MROE, tantas vezes presentes na eclíptica da esfera armilar de D. Manuel, com o significado de Manuel OrbisRex est e Manuel RexOrbis est, claramente reivindicam um estatuto imperial, cuja tradição remonta à cristofânia de Ourique, com inequívocas ligações com o Rei do Mundo e a profecia do Quinto Império. Compele acorrer que numa sequência tradicional, Vasco da Gama (1497) e Pedro Álvares Cabral (1500) receberiam das mãos de D. Manuel I a bandeira da Ordem de Cristo, como estandarte das navegações. Ressalve -se que a cartografia portuguesa ostenta bandeiras da Ordem de Cristo pelo menos desde a carta de Pedro Reinel em 1500. Mas, que ideal perseguem os Templários? “A expansão portuguesa não foi, nem fruto do acaso, nem um feito político da Coroa ou de cortesão esforçados, antes a missão de uma Ordem iniciática.” Manuel J. Gandra CONTINUAÇÂO Por: Loryel Rocha Parte II Freitag afirma que os estudiosos do período colonial negligenciaram o estudo das cidades do período colonial, disseminando a crença de que os portugueses teriam sido “semeadores” sem projeto e racionalidade de ocupação territorial na ocupação do espaço urbano brasileiro: “já começa a haver consenso entre pesquisadores brasileiros e portugueses de que havia uma atividade planejadora regular do mundo luso-brasileiro nos tempos de colônia”. À parte as providenciais “negligências”, tanto Freitag quanto Reis Filho alertam para uma “atividade planejadora regular” da Coroa no período colonial. Tal planejamento evidencia as características “militares” das cidades da “colônia”, corroborando a tese das feitorias (futuras vilas e cidades) como “colônias” militares, de Tito Lívio, o que incita, evidentemente, a ampliar o olhar sobre a forma de administração da Coroa. Quanto a isto, é pertinente perguntar sobre a origem e razão do “caráter militar” desse planejamento, porque, o argumento que se assenta sobre a idéia de “defesa” do território comunga uma visão reducionista do assunto. Isto porque, é consabido que Portugal não foi um império de conquista, portanto, o número de homens em armas era bastante reduzido. Ademais, é deveras sintomático o fato de ter sido a Ordem de Cristo a autora, patrocinadora e mentora dos Descobrimentos Portugueses, autêntica sucessora da Ordem do Templo de Portugal, esta, de consabido cariz militar e monástico. A Ordem do Templo foi uma cavalaria espiritual à conquista do mundo. A sua fama militar e monástica tem uma vertente exterior e uma vertente individual, contemplativa, ascética. Portanto, o testemunho militar deve ser consoante a missão assumida pela milícia templária. Concerne investigar criteriosamente o quanto da missão templária foi transposta (e se o foi e como) para o povoamento e formação do Brasil. Some-se a isso a relevante questão de a Ordem de Cristo ter exercido uma influência notável no povoamento e na formação do Brasil e, de ser o Brasil patrimônio da Ordem de Cristo,e não da Coroa Portuguesa: O diagnóstico acima separa as jurisdições pertencentes à Ordem de Cristo das da Coroa Portuguesa (igualmente, lança luz sobre o Pacto do Padroado e sobre o fato de a maioria dos reis portugueses – de 19 dos 34- terem sido excomungados pela Igreja de Roma, o que rebate a verdade aceita da absoluta catolicidade de Portugal!). É consabido o fato de no ano de 1420, o Infante D. Henrique, duque de Viseu, filho de D. João I, foi colocado à frente da Ordem de Cristo. Todos reconhecem neste nome o autor das descobertas e das colônias europeias; o que menos se sabe fora de Portugal, é que estas descobertas eram feitas à custa desta Ordem e em seu proveito. Os reis de Portugal, para animar estes cavaleiros, lhe concederam a princípio a propriedade dos países que poderiam adquirir, reservando para si a soberania. Foram tão rápidos os seus progressos e tão consideráveis as suas aquisições, que, mesmo em vida do Infante, a prudência exigiu outros contratos. Em vez da propriedade dos países adquiridos, que volveu à Coroa, concederam-lhes a jurisdição civil, certa superioridade militar, os dízimos e a jurisdição eclesiástica, com o consentimento dos papas. Anos depois, a boa política pediu que a supremacia de uma Ordem, tão rica e poderosa, fosse para sempre anexada à pessoa do rei, como de feito se conseguiu. Desde o cabo Bojador, onde tiveram princípio estas descobertas, não era permitida a navegação a navio algum português que não hasteasse a bandeira da Ordem; além deste cabo os portu“D. João II, rei de Portugal, e o rei de Castela assinam o Tratado de Tordesi- gueses não usavam outra” (Abade Correia da Serlhas, em 07 de Junho de 1494[...] E as- ra. Os verdadeiros sucessores dos templários e o seu estado em 1805. In: Cadernos da Tradição. Lis- CONTINUA NA PRÓXIMA EDIÇÂO CONTATOS:- E-mails: CONTATO: contato@gazetavaleparaibana.com - PATROCÍNIOS: patrocínio@fgazetavaleparaibana.com:

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Dezembro 2014 Gazeta Valeparaibana Página 12 Meio Ambiente Dia 22 · Início do verão Chuvas de verão: como minimizar suas consequências Conheça as causas e saiba o que a população pode fazer para minimizar os impactos das enchentes e deslizamentos de terra Com a chegada do verão e consequentemente do período de chuvas, surgem também problemas de ordem social, ambiental e econômica. É o caso das enchentes, erosões, assoreamentos e deslizamentos de encostas. Nos últimos anos, esse tipo de problema tem se intensificado cada vez mais no Brasil e muito se tem cobrado dos governos e autoridades para que algo seja feito para solucionar ou pelo menos, minimizar estes problemas. Mas, além da providência das autoridades, a própria população pode minorar os efeitos dessas catástrofes. Ter consciência das causas das enchentes urbanas e das soluções para combatê-las é fundamental para que a população mude seus próprios hábitos e diminua os efeitos em sua rua, bairro ou cidade. De acordo com o geólogo Álvaro dos Santos, “uma vez consciente do problema o cidadão não se deixaria levar por discursos de ocasião e promessas vãs, e estaria apto a cobrar das autoridades as responsabilidades que a elas caberiam de fato” ção do ambiente urbano, canalização excessiva de rios e córregos e processos erosivos, que ocasionam o assoreamento da rede de drenagem. “Frente a isso os cidadãos poderiam voluntariamente colaborar para que a cidade retenha o maior volume possível de águas de chuva, ou por infiltração ou por acumulação. Para tanto, plantar quanto mais árvores for possível, prover sua calçada de um canteiro ajardinado, construir um dispositivo (uma caixa d’água, por exemplo) para recolher as águas de chuva que caem sobre seu telhado, usar um piso drenante em seus quintais, e mais coisas do gênero”, aconselha o geólogo. Com a impermeabilização das cidades, cada vez mais água chega às galerias, córregos e rios em um espaço menor de tempo. Como resultado, surgem as enchentes. Por isso a permeabilização de ambientes urbanos é tão importante, e pode ser feita através da adoção de medidas como: “calçadas e sarjetas drenantes, pátios e estacionamentos drenantes, valetas, trincheiras e poços drenantes, reservatórios para acumulação e infiltração de águas de chuva em prédios, empreendimentos comerciais, industriais, esportivos, de lazer, multiplicação dos bosques florestados, ocupando com eles todos os espaços públicos e privados livres da cidade”, explica Santos. Deslizamentos de encostas: vidas em risco Quanto aos deslizamentos de encostas, deve ser produzida uma Carta de Riscos onde as áreas das cidades que perigam desabar serão delimitadas e classificadas segundo seu grau de risco: baixo, médio, alto e muito alto. “De uma forma geral, é recomendável a pronta remoção dos moradores dos setores de alto e muito alto grau de risco geológico natural e a estabilização geotécnica dos setores de baixo e médio grau de risco geológico natural. Enquanto essas providências estão em andamento, as áreas todas são monitoradas para que ao primeiro indício de perigo de deslizamentos os moradores abandonem suas casas”, explica o geólogo. Entre os indícios que podem ser observados pelos moradores estão as rachaduras no terreno, estalos na casa, barulhos na encosta, águas barrentas e episódios de chuvas intensas. “No caso das chuvas há a possibilidade de adoção dos alertas pluviométricos, pelo qual os moradores são avisados quando da possibilidade de ocorrência de chuvas capazes de deflagrar deslizamentos”, comenta Santos. Segundo o geólogo, para garantir o bom funcionamento dos sistemas de monitoramento e de alerta é essencial que a população envolvida esteja muito bem treinada para a adoção de procedimentos que lhe cabem em situações críticas. “Com um eficiente sistema de monitoramento é possível salvar-se muitas vidas humanas. No entanto, é preciso salientar que o monitoramento e os sistemas de alerta pluviométrico para riscos geológicos são indispensáveis, mas fazem parte de uma lógica de Defesa Civil e só se prestam em um quadro de ações emergenciais de curto prazo, não atuam nas causas, não eliminam o problema”, explica o geólogo. A destinação correta do lixo é outro fator importante para a prevenção das cheias, porém, como vimos, o lixo não é o fator mais agravante das enchentes. De acordo com Álvaro dos Santos, “a comum afirmação de que o lixo urbano irregularmente lançado seria o fator responEnchentes: problema antigo e sem solução sável maior por nossas enchentes é uma tese perigosa e errada. Obviamente, o lixo é um fator agravante e devemos cuidar de reduzir o problema. Importante para tanto entender que muito provavelmente apenas uma pequena parte do lixo disperso nas drenagens da cidade seria proveniente do ato deseducado de se lançá-lo irregularmente, há problemas ainda muito sérios de deficiências de recolhimento do lixo doméstico, especialmente em áreas habitacionais irregulares de baixa renda situadas em fundos de vale e áreas de risco”. Por isso, a responsabilidade da destinação correta do lixo que nunca deve ser jogado nas ruas para não entupir as bocas de lobo e ir parar nos rios, não depende somente dos moradores, mas também das autoridades que tem a Segundo Álvaro dos Santos, as enchentes urbanas são obrigação de oferecer à população o recolhimento dos consequência de três fatores básicos: impermeabiliza- resíduos. ATENÇÂO A Gazeta Valeparaibana, um veículo de divulgação da OSCIP “Formiguinhas do Vale”, organização sem fins lucrativos, somente publica matérias, relevantes, com a finalidade de abrir discussões e reflexões dentro das salas de aulas, tais como: educação, cultura, tradições, história, meio ambiente e sustentabilidade, responsabilidade social e ambiental, além da transmissão de conhecimento. Assim, publica algumas matérias selecionadas de sites e blogs da web, por acreditar que todo o cidadão deve ser um multiplicador do conhecimento adquirido e, que nessa multiplicação, no que tange a Cultura e Sustentabilidade, todos devemos nos unir, na busca de uma sociedade mais justa, solidária e conhecedora de suas responsabilidades sociais. No entanto, todas as matérias e imagens serão creditadas a seus editores, desde que adjudiquem seus nomes. Caso não queira fazer parte da corrente, favor entrar em contato. Rádio web CULTURAonline Brasil Prestigie, divulgue, acesse, junte-se a nós. A Rádio web CULTURAonline BRASIL, prioriza a Educação, a boa Música Nacional e programas de interesse geral sobre sustentabilidade social, cidadania nas temáticas: Educação, Escola, Saúde, Cidadania, Professor e Família. Uma rádio onde o professor é valorizado e tem voz e, a Educação e o Brasil se discute num debate aberto, crítico e livre, com conhecimento e responsabilidade! Acessível no link: redacao@gazetavaleparaibana.com www.culturaonlinebr.org CONTATOS:- E-mails: CONTATO: contato@gazetavaleparaibana.com - PATROCÍNIOS: patrocínio@fgazetavaleparaibana.com:

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Dezembro 2014 Gazeta Valeparaibana Página 13 Nossos profissionais do mês nossa marinha e tanta paixão tinha pelo mar. Uma bela homenagem a um homem que dizia: "Sou marinheiro e outra coisa não quero ser". Como nosso planeta possui grande quantidade de água, as pessoas sempre tiveram que pensar em formas inteligentes e criativas de aproveitar esse prêmio da natureza. No que desrespeito aos meios de transportes pela água, isto não foi diferente, pois há cidades que são cercadas por água. Assim, desde os primórdios da humanidade, já existiam os transportes aquáticos. 11 · Dia do Arquiteto Os marinheiros transportam passageiros e também merO arquiteto é o profissional que trabalha com cadorias em suas embarcações. o desenvolvimento de projetos, na supervisão e também na execução de obras de arquitetura. O trabalho do arquiteto pode envolver todas as áreas que são relacionadas ao controle e desenho do espaço. O urbanismo e paisagismo são duas muito trabalhados pelos arquitetos. 01 · Dia do Numismata A primeira coisa a esclarecer aos menos avisados é o significado da palavra numismata. Trata-se da pessoa envolvida com ciência Numismática, ou seja, estudo das moedas. É considerada como uma ciência auxiliar da história e engloba outros campos como a medalística. O termo numismata é utilizado indistintamente para o pesquisador e o colecionador hobbista. 13 · Dia do Ótico O Óptico é o profissional não-médico especialista da visão. Todos os seus equipamentos são de caráter observativo e direcionados à avaliação quantitativa e qualitativa do sentido visual, não fazendo uso de medicamentos ou métodos cirúrgicos. O óptico busca oferecer o máximo de rendimento visual com a mínima fadiga, por métodos objetivos e subjetivos. O Técnico em Óptica assume postura de frente na óptica, no atendimento profissional qualificado a todos os usuários de auxílios ópticos. 11 · Dia do Engenheiro 04 · Dia do Pedicuro A profissão é reconhecida como pedicure, calista ou pedicuro pela Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), do MTE, sob o código 5161-40 e, apesar de existir dois projetos de lei em tramitação, ainda não existe uma lei ou decreto que regulamente o exercício da profissão. É um caso típico onde o exercício e a prática acabam formando o profissional e como o mercado de trabalho de pedicure é exclusivamente do setor privado, é importante que os profissionais se qualifiquem e usem isso como diferencial para atrair mais clientes. Casas, edifícios, hospitais, escolas, igrejas, pontes, estradas. Mas afinal quem constroí tudo isto? É o engenheiro. Ele é responsável por todas as etapas de uma construção. Antes de iniciar o seu trabalho precisa de um projeto para que possa executá-lo. E esse já é trabalho do arquiteto. 11 · Dia do Agrônomo Os agrônomos exercem atividades sempre direta ou indiretamente ligadas à agropecuária, que envolvem a utilização de recursos naturais (água, solo e ar), de métodos, técnicas e insumos em potencial perigosos à saúde da população e dos animais e para o meio ambiente. Por isto é importante que estes profissionais, ainda mais do que os de outras especialidades, estejam atualizados e sempre muito bem informados sobre as consequências de seu trabalho. 18 . Dia do Museólogo Você gosta de ir ao museu? Existem museus de vários tipos que exibem coisas diferentes como: artes, história natural, cultura indígena, animais, ciências e tecnologia. E quem seleciona e guarda toda esta riqueza são os museólogos. 09 · Dia do Fonoaudiólogo A Fonoaudiologia estuda os distúrbios da linguagem e a comunicação humana como um todo. O fonoaudiólogo cuida portanto de pessoas que tem dificuldades na fala, audição, escrita e leitura. Os fonoaudiólogos além de tratarem adultos e crianças com distúrbios na fala e escrita, também auxiliam profissionais que utilizam a voz como instrumento de trabalho 13 · Dia do Marinheiro como é o caso dos professores, políticos, locutores e Dia 13 de dezembro é a data de nascimento do famoso artistas. Almirante Marquês de Tamandaré que tanto fez pela 20 · Dia do Mecânico Considerada, a profissão do futuro, principalmente pelo aumento na venda de veículos nos últimos anos, é hora do reparador se preparar e buscar qualificação e profissionalização, pois a todo momento surgem novas tecnologias e inovações, ainda mais sofisticadas. CONTATOS:- E-mails: CONTATO: contato@gazetavaleparaibana.com - PATROCÍNIOS: patrocínio@fgazetavaleparaibana.com:

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Dezembro 2014 Gazeta Valeparaibana Página 14 Festas Populares Hoje, a festa, que tinha o objetivo maior de reunir os membros da família, que andam tão distantes, por causa da correria do dia a dia, virou o símbolo de consumismo coletivo e de desavenças. Um dos motivos de angústia e de desgaste é a disputa de forças. Não existe mais aquele acordo fraternal, em que se combinava fazer no dia 24 de dezembro, um jantar para que todos os membros da família pudessem se encontrar num só local, que se apelidava de sede, por Neste mundo farto de tecnologia correm centenas de milhares de e- ser encabeçada pelos mais velhos: avós, pais, tios, filhos, sobrinhos e mails e de cartões desejando a todos um Feliz Natal e um Feliz Ano netos tinham, naquela data, a grande chance de um reencontro. Novo. Os novos núcleos familiares festejavam o nascimento de Jesus e a São raros aqueles antigos envelopes enviados pelos correios. Mas, chegada do Papai Noel em almoços no dia 25. de uma forma ou de outra, é muito bom receber de um parente, de um amigo, palavras tão positivas, profundas e que nos transmitem As crianças acordavam cheias de energia, em suas casas, na expectantas esperanças. tativa de abrirem seus presentes pra curti-los no mesmo hora. Será que a maioria das pessoas está realmente feliz com a chegada Que o seu dia de Natal seja com mais amor e menos demonstração do Natal? Está com a esperança renovada no ano dito novo que che- de riqueza, de poder, de culpa e de estresse. ga a cada dia 31 de dezembro? Não é o que eu testemunho. A festa acaba e o que sobra é um vazio naqueles que não conseguiO que escuto e vejo são pessoas angustiadas, deprimidas, com esta- ram sentir o verdadeiro espírito de confraternização. fa pela chegada do fim de ano e suas respectivas festas. Que o bom senso e a paz reinem em todos os corações, para que se As festas de Natal, do meu tempo de criança, eram mais simples. possa dizer sem ser um chavão: FELIZ NATAL! Cada um de nós, e éramos cinco, recebia um presente. Eram lembrancinhas que nos enchiam de alegria e de gratidão. E já não acredi- E que você possa dizer: eu tive um FELIZ NATAL. távamos em papai Noel Lou Micaldas Todo fim de ano é a mesma coisa. No dia 31, a maioria das pessoas é tomada por uma emoção contagiante, que provoca muito mais intranquilidade, angústia e depressão do que alegria de viver uma grande festa. tece todos os dias e verá que tudo continuará igual. É a rotina. Se você tiver equilíbrio emocional, repare que aquela imagem que está lá fora, na sua frente, continua lá. Aquele sol brilhante se abriu, como sempre se abre nos dias ensolarados; a chuva continua a cair, se assim tiver de ser, nos dias chuvosos de verão. O que mudou? Você mudou? Em qualquer dia do ano surge "um novo amanhecer" e com ele as Espera-se que, ao transcorrer a noite do chances de novas conquistas. último dia do ano, o mundo renasça, tra- Precisamos praticar a mudança de hábitos. Todas as manhãs, ao azendo melhores dias, cheios de paz. Es- brirmos nossos olhos, devemos dar bom dia ao dia que nos é presenpera-se encontrar um novo amor, arran- teado, pois ele poderá ser o dia da mudança. jar aquele emprego, conseguir pagar todas as dívidas. Planejamentos radi- Se não buscarmos as mudanças necessárias, tudo continuará como cais nos sugerem passar o passado a sempre. E não vai ser no dia 31 de dezembro que a transformação se fará por força do calendário. limpo. Expectativas muito altas carregam em Já passei muitos réveillons em festas, observando pessoas felizes, de seus pacotes o peso da ansiedade. "caras limpas" e de tantas outras de olhares tristes, sorrisos de retrato Por que se deixar levar por um simples decreto de calendário e acre- e com copo na mão. ditar que, a partir de 1º de janeiro, as coisas deverão mudar? Em muitas noites do dia 31 já dormi abraçada ao meu amor. Por que escolher o último dia do ano, como se fosse o último de nos- Em outras, "festejei" as noites preferindo abraçar o travesseiro. sa vida, pra fazer um verdadeiro balanço dos bons e maus momentos E foi num dia qualquer do mês de maio, que escolhi mudar de vida! E vividos? foi aí que um "Ano Novo" chegou pra mim! Aconteceu antes... ou será Por que nos dias das grandes festas as tristezas são lembradas com que foi depois? mais intensidade? Por que não festejar as vitórias mesmo que tenham Chega de fazer parte dessa imensa legião, que obedece às leis dos sido poucas? homens e segue à risca os dogmas de uma sociedade que pensa em Meu Deus! Quanta peninha tem de si mesmas as pessoas com ten- bloco. dência a se sentirem vítimas do destino! O calendário é feito de folhas de papel. O réveillon é um dia só. Ou melhor, é uma noite só! O bom disso é que todos os dias podemos virar a página. E, no entanto, é capaz de causar tanto estrago na mente sofredora daqueles que têm o costume de rever o lado ruim do passado. Lou Micaldas Você dorme num dia e, se estiver vivo, acordará no outro como acon- CONTATOS:- E-mails: CONTATO: contato@gazetavaleparaibana.com - PATROCÍNIOS: patrocínio@fgazetavaleparaibana.com:

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Dezembro 2014 Gazeta Valeparaibana Página 15 História do Natal em virtude da não-aceitação do Calendário Gregoriano. No século IV, as igrejas ocidentais passaram a adotar o dia 25 de dezembro para o Natal e o dia 6 de janeiro para Epifania (que significa "manifestação"). Nesse dia comemora-se a visita dos Magos. Entenda a origem e como surgiu A celebração do Natal de Jesus foi instituída oficialmente pelo Papa a tradição do Natal, o que se Libério, no ano 354 d.C. comemora nesta data tão espeSegundo estudos, a data de 25 de dezembro não é a data real do cial, seu simbolismo. A origem nascimento de Jesus. A Igreja entendeu que devia cristianizar as fesdo natal deve ser compreendida tividades pagãs que os vários povos celebravam por altura do solstípara vivenciarmos essa festa cio de Inverno. em toda sua plenitude. O Natal é a solenidade cristã que cele- Portanto, segundo certos eruditos, o dia 25 de dezembro foi adotado bra o nascimento de Jesus Cris- para que a data coincidisse com a festividade romana dedicada ao to. A data para sua celebração é "nascimento do deus sol invencível", que comemorava o solstício do o dia 25 de Dezembro, pela Igreja Católica Romana e, o dia 7 de Ja- Inverno. No mundo romano, a Saturnália, festividade em honra ao neiro, pela Igreja Ortodoxa. Conheça um pouco mais sobre a história deus Saturno, era comemorada de 17 a 22 de dezembro; era um período de alegria e troca de presentes. O dia 25 de dezembro era tido do natal. também como o do nascimento do misterioso deus persa Mitra, o Sol Onde surgiu o natal? da Virtude. Após a celebração anual da Páscoa, a comemoração mais venerável para a Igreja é o Natal do Senhor e suas primeiras manifestações. A- Assim, em vez de proibir as festividades pagãs, forneceu-lhes simboinda sendo uma festa cristã, é encarado universalmente por pessoas lismos cristãos e uma nova linguagem cristã. As alusões dos padres dos diversos credos como o dia consagrado à reunião da família, à da igreja ao simbolismo de Cristo como "o sol de justiça" (Malaquias 4:2) e a "luz do mundo" (João 8:12) expressam o sincretismo religiopaz, à fraternidade e à solidariedade entre os homens. so. "Para entendermos a história do natal temos que buscar a origem da palavra natal. Nas línguas latinas o vocábulo Natal deriva de Nativida- As evidências confirmam que, num esforço de converter pagãos, os de, ou seja, referente ao nascimento de Jesus. Em inglês o termo utili- líderes religiosos adotaram a festa que era celebrada pelos romanos, zado é Christmas, literalmente "Missa de Cristo". Já na língua alemã, o "nascimento do deus sol invencível" (Natalis Invistis Solis), e tentaram fazê-la parecer “cristã”. Para certas correntes místicas como o é Weihnachten e têm o significado de 'Noite Bendita'." Gnosticismo, a data é perfeitamente adequada para simbolizar o NaNo ano 245 d.C., o teólogo Orígenes repudiava a idéia de se festejar tal, por considerarem que o sol é a morada do Cristo Cósmico. Seo nascimento de Jesus "como se fosse um Faraó". Há inúmeros testegundo esse princípio, em tese, o Natal do hemisfério sul deveria ser munhos de como os primeiros cristãos valorizavam cada momento da celebrado em junho. vida de Jesus Cristo, especialmente sua Paixão e Morte na Cruz. No entanto, não era costume na época comemorar o aniversário e por- Há muito tempo se sabe que o Natal tem raízes pagãs. Por causa de tanto não sabiam que dia havia nascido o seu Senhor. Os primeiros sua origem não-bíblica, no século 17 essa festividade foi proibida na testemunhos indicam datas muito variadas, e o primeiro testemunho Inglaterra e em algumas colônias americanas. Quem ficasse em casa direto que afirma que Jesus Cristo nasceu no dia 25 de Dezembro é e não fosse trabalhar no dia de Natal era multado. Mas os velhos costumes logo voltaram, e alguns novos foram acrescentados. O Natal de Sexto Júlio Africano, no ano 221. voltou a ser um grande feriado religioso, e ainda é em muitos países. De acordo com o almanaque romano, a festa já era celebrada em Roma no ano 336 d.C. Na parte Oriental do Império Romano, comemo- Fonte de pesquisa: Wikipédia rava-se em 7 de janeiro o seu nascimento, ocasião do seu batismo, Edição: Filipe de Sousa A origem do Natal e seus aspectos históricos Como surgiu o Natal? História dessa tradição Lembrem-se Jamais haverá ano novo se continuar a copiar os erros dos anos velhos. CONTATOS:- E-mails: CONTATO: contato@gazetavaleparaibana.com - PATROCÍNIOS: patrocínio@fgazetavaleparaibana.com:

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