Revista Mineração & Sustentabilidade - Edição 18

 

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revistamineracao.com.br Setembro Setembro.. Outubro de 2014 2013 . Especial Edição 12 Edição 18 .. Ano 4 2 Comunidade Entrevista Projeto Xuá de Três promove a inclusão por meio do esporte analisa a China e a mineração Eduardo Sampaio Internacional Evento Epidemia de Ebola também ameaça a mineração Exposição Internacional de Mineração Exposibram Amazônia 2014 Brasil Renovável Quadro energético do país aponta para uma matriz cada vez mais limpa

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clique Zigomar/Wikimedia Commons Extinção de um gigante Os rinocerontes-brancos-do-norte agonizam. Com a recente morte de um exemplar de 34 anos, restam apenas seis animais dessa espécie. O rinoceronte, encontrado morto em uma reserva do Quênia, era um dos dois machos ainda vivos em todo o planeta. Nos últimos cinco anos, nenhum rinoceronte-branco-do-norte nasceu nas tentativas de procriação em cativeiro. A caça predatória, derivada da busca pelo marfim, é a principal causa desta catástrofe ambiental. EXPEDIENTE Diretor Geral Wilian Leles diretor@revistamineracao.com.br Diretor de relações institucionais Francisco Stehling Neto francisco@revistamineracao.com.br Editor Geral Thobias Almeida REG. 12.937 JPMG edicao@revistamineracao.com.br Redação Márcio Antunes Fransciny Alves Ívina Tomaz redacao@revistamineracao.com.br Projeto Gráfico, Editoração e Design Leopoldo Vieira Anúncios / Comercial Natália Sousa + 55 (31) 3544 . 0040 comercial@revistamineracao.com.br Distribuição e Assinaturas atendimento@revistamineracao.com.br Impressão Gráfica Del Rey Tiragem 10 mil exemplares Circulação Esta publicação é dirigida ao setor minerário, siderúrgico e ambiental, além de governos, fornecedores, entidades de classe, consultorias, instituições acadêmicas e assinantes. Foto da capa Turbina Eólica - Bastian Sander On-line www.revistamineracao.com.br revista@revistamineracao.com.br Conselho Editorial Eduardo Costa Jornalista Rádio Itatiaia / Rede Record José Mendo Mizael de Souza Engenheiro de Minas e Metalurgista J. Mendo Consultoria Marcelo Mendo de Souza Advogado Mendo de Souza Advogados Associados Rua Guaicuí, 82 . Brasileia Betim . MG - 32.600.456 + 55 (31) 3544 . 0040 | 3544 . 0045 Acompanhe Não são de responsabilidade da revista os artigos de opinião e conteúdos de informes publicitários. 4 Revista Mineração & Sustentabilidade | Setembro . Outubro de 2014 /RevistaMineracao @RevMineracao

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Estante Mineração em Área de Preservação Permanente Mariel Silvestre Editora Signus William Freire e Tiago de Mattos Jurídica Editora Coletânea de Legislação Mineral Marcelo Breda Mourão Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração Introdução à Siderurgia Como compatibilizar a necessidade de extração dos recursos minerais para suprir a humanidade de suas necessidades básicas e a preservação do meio ambiente, essencial à vida? Responder a esta questão é a grande tarefa a que se lança a advogada Mariel Silvestre nesta obra. A Coletânea é resultado do trabalho dos advogados William Freire e Tiago de Mattos que reuniram o acervo com as normas necessárias ao direito mineral brasileiro. A edição é atualizada e destinada à comunidade jurídica. A obra retrata as etapas do processo siderúrgico, desde as matérias-primas até os produtos finais. A publicação faz parte da Coleção de Livros de Metalurgia e Materiais, série Obras de Difusão, e é fruto do curso Siderurgia para Não Siderurgistas. A obra é dividida em 12 capítulos, com a contribuição de 11 especialistas. • R$ 162,00 • 428 p. • Brochura • 18 x 24 cm • Edição 2007 • ISBN: 85-7737015-1 • R$ 50,00 • 180 p. • Brochura • 16 x 23cm • 1ª edição • ISBN: 978-858780-336-8 • R$ 239,90 (online) • 1.742 p. • Brochura • 24 x 17 x 8cm • 2ª edição • ISBN: 978-858890-420-0 Revista Mineração & Sustentabilidade | Setembro . Outubro de 2014 5

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sumário revistamineracao.com.br Setembro . Outubro de 2014 Edição 18 . Ano 4 26 Brasil Renovável País segue tendência de uma matriz energética limpa e renovável 10 Entrevista Consultor Eduardo Sampaio analisa a relação entre a China e a mineração 20 Evento EXPOSIBRAM Amazônia 2014 14 Internacional Epidemia de Ebola pode prejudicar mineração na África 54 38 Comunidade Cidades Minerárias Brumado, a capital da magnesita Projeto Xuá de Três promove a inclusão Seções 7 Editorial 8 Panorama 10 Entrevista 14 Internacional 19 Artigo 20 Evento 6 42 24 26 34 36 38 42 Surpreenda-se Especial Tecnologia Artigo Cidades Minerárias Produto Final 45 46 48 50 54 58 Sustentabilidade Cetem Mercado Política Mineral Comunidade Agenda Produto Final Magnesita, um mineral vital 24 Surpreenda-se Conheça a mina de diamante mais gelada do mundo Revista Mineração & Sustentabilidade | Setembro . Outubro de 2014

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Editorial E o Marco Regulatório? Passadas as eleições, as atenções do setor da mineração voltam-se para o Novo Marco Regulatório da Mineração, que dormita há quase dois anos nos escaninhos do Congresso Nacional, na forma de projeto de lei produzido pelo Poder Executivo. Milhões de dólares estão parados esperando a definição das regras para se transformarem em projetos. Ninguém desconhece que a matéria exige ampla discussão, com livre manifestação de todas as partes envolvidas. O que se espera é seriedade e claridade. Nas páginas verdes, o editor geral, Thobias Almeida, entrevista o presidente no Brasil da FTI Consulting, Eduardo Sampaio, que alerta o empresariado brasileiro para a necessidade de ampliar o conhecimento sobre os chineses para melhor compreendê-los. Especificamente sobre a importação de minério de ferro por parte dos chineses, lembra que “essa é uma necessidade marginal”. Quanto à desaceleração da economia chinesa, esclarece que não estão implantando um novo projeto de desenvolvimento, mas vivendo uma nova situação. Disse que os Estados Unidos e a União Europeia estão importando menos, pelo baixo crescimento, mas os chineses estão vivendo problemas mais sérios internamente, como exigências de controle ambiental, fim de ciclo da bolha imobiliária, controle de crédito para evitar inflação, densidade populacional urbana e classe média cheia de demandas. Problemas como assinalou, bem conhecidos aqui, ainda que em escala menor. Em matéria da Editoria Especial, o repórter Márcio Antunes produziu levantamento de fôlego sobre o quadro energético brasileiro e as perspectivas das energias renováveis. Com a matriz energética escorada na água, a estiagem trágica deste ano em grande parte do Brasil causa problemas sérios ao país. Esse trabalho, de inegável valor jornalístico, é uma detalhada radiografia do setor, que pode ser vista a partir da página 50. Nesta edição, a editoria Cidades Minerárias apresenta Brumado, localizada na Serra das Éguas, sudoeste baiano, que detém em seu território a terceira maior mina a céu aberto de magnesita do mundo. Com 69 mil habitantes, o município vê sair de suas terras, somente através da Magnesita S/A, 240 mil toneladas anuais de um minério de alta pureza. Segundo algumas pessoas de lá, o desafio tem sido sensibilizar as mineradoras a participarem de projetos culturais. Um deles, José Walter Pires, autor de 4 livros e membro da Academia Brasileira de Literatura de Cordel, lamenta a falta de incentivos para os projetos culturais e cita a inexistência de espaços para o resgate das tradições, como a Dança do Pilão. Simultaneamente, a Editoria Produto Final, em matéria de Ívina Tomaz, detalha a produção de refratários a partir da magnesita, mostrando que o minério é também elemento essencial para plantas e animais, inclusive o homem. O Brasil é o quarto maior produtor mundial. Com 9,5% das reservas do planeta. Da Bahia vem 88,7% da magnesita produzida no país. O vírus do ebola está ameaçando também a mineração dos países onde o vírus se alastrou, conforme a Editoria Internacional, através da repórter Fransciny Alves, constou. Na Libéria, Serra Leoa e Guiné, a siderurgia é forte pilar da economia e a doença é uma ameaça real. Assolados por guerras civis, tentam recuperar-se pela mineração. Enquanto a epidemia não é contida, muitas empresas já estão retirando funcionários terceirizados daqueles países e esclarecendo os trabalhadores locais sobre o ebola e como evitá-la. Algumas já têm planos para uma evacuação no caso de uma emergência. Tirar energia a partir das ondas do mar é uma grande novidade, mas pesquisadores do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisas de Engenharia COPPE, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, testaram, com bons Diretor de Relações Institucionais Francisco Stehling Neto Com mais de 45 anos de experiência no jornalismo, atuou nas sucursais mineiras dos jornais Folha de S. Paulo e O Globo, além de 17 anos na editoria política do Estado de Minas. Foi também Secretário de Comunicação da Prefeitura de Belo Horizonte e Superintendente de Comunicação Empresarial da Cemig. resultados, um projeto piloto no Porto de Pecém, a 60 quilômetros de Fortaleza, no Ceará. A usina experimental usa dois modos, sendo dois conjuntos de flutuador, braço mecânico e bomba, com capacidade de produzir até 110 KW. A inovação principal é o uso de um sistema de alta pressão para movimentar a turbina e o gerador. O conceito foi desenvolvido e patenteado pela COPPE. O custo ainda é alto no que diz respeito às marés, mas é promissor no aproveitamento de energia cinética das correntes marítima. Esta edição traz ainda muitas outras matérias de alto interesse. Rogamos para que este resto de ano traga ainda boas notícias para o setor. Até a próxima edição. Revista Mineração & Sustentabilidade | Setembro . Outubro de 2014 7

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panorama MMX pede recuperação judicial Em 15 de outubro, a MMX entrou com pedido de recuperação judicial na 1ª Vara Empresarial de Belo Horizonte, em Minas Gerais. De acordo com a nota divulgada para o mercado, “não obstante os esforços da administração na negociação com credores e na busca por potenciais investidores, o pedido de recuperação judicial configurou-se como a alternativa mais adequada diante da situação econômico-financeira da Companhia”. A ideia é que a recuperação preserve o valor da mineradora. Na primeira quinzena de outubro, a empresa demitiu cerca de 120 funcionários de um total de 420 trabalhadores das minas de Serra Azul (MG). As informações são do Sindicato Metabase de Brumadinho. A unidade, que produz minério de ferro, abrange as cidades de Igarapé, Brumadinho e São Joaquim de Bicas. A MMX afirmou que manterá suspensas as atividades operacionais. Minas-Rio próximo de iniciar produção A Anglo American conseguiu a última licença para iniciar as atividades de operação da mina e da unidade de beneficiamento do projeto Minas-Rio. De acordo com a mineradora, o start deve ocorrer ainda em 2014. A licença foi concedida pelo Conselho de Política Ambiental (Copam) - Unidade Regional Colegiada Jequitinhonha, em Diamantina, Minas Gerais. A previsão da empresa é que o primeiro embarque de minério de ferro seja realizado no final deste ano. A produção anual do Minas-Rio deve chegar a 26,5 milhões de toneladas. O minério produzido na unidade de beneficiamento em Conceição do Mato Dentro e Alvorada de Minas, será levado por meio de um mineroduto de 525 quilômetros até o Porto do Açu, no Rio de Janeiro. O empreendimento está em fase final de implantação. MMX Pesquisa Mineral De acordo com o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), o Brasil tem hoje 115 empresas voltadas para a pesquisa mineral, com um total de 321 projetos em andamento. São 127 de ouro, 97 de metálicos (alumínio, nióbio), 53 de ferrosos e 44 de não metálicos (fosfato, potássio). Para o DNPM, existem milhares de minas no país, mas as operações se restringem a 140. Dessas, 57 são de ferro, 39 de metálicos, 23 de não metálicos e 21 de ouro. Minas Gerais lidera o ranking com 74 plantas. Pará e Goiás dividem o segundo lugar, com 13 cada. A Bahia aparece em terceiro, com 10 minas. Nesses dados, não estão incluídas as minas de produção de cimento. Os números foram apresentados pelo coordenador operacional da Agência para o Desenvolvimento Tecnológico da Indústria Mineral Brasileira (Adimb), Gustavo Mello, durante o 25º Simpósio Minero-Metalúrgico da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), realizado em 16 de outubro. 8 Revista Mineração & Sustentabilidade | Setembro . Outubro de 2014

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Incertezas do Projeto Apolo A criação do Parque Nacional do Gandarela, publicada em 24 de outubro no Diário Oficial da União, coloca obstáculos à continuidade do Projeto Apolo, da Vale. Com a medida, o empreendimento terá área menor do que aquela pretendida pela empresa. O projeto, orçado em R$ 4 bilhões, prevê a construção de uma abertura com capacidade de produção de 24 milhões de toneladas anuais de minério de ferro. A mineradora já iniciou o licenciamento ambiental. Pensando em futuras expansões, a Vale solicitou uma área de 5,3 mil hectares, mas, após reunião entre o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), ambientalistas e outras mineradoras, ficou decidido que a área dedicada à unidade produtiva terá 1,7 mil hectares. A mineradora afirma que está analisando o decreto relativo à criação do empreendimento de preservação ambiental. O parque, que fica no Quadrilátero Ferrífero de Minas Gerais, possui área total de 31,2 mil hectares, abrangendo as cidades de Nova Lima, Raposos, Caeté, Santa Bárbara, Mariana, Ouro Preto, Itabirito e Rio Acima. Novas Unidades de Conservação O Ministério do Meio Ambiente (MMA) publicou na primeira quinzena de outubro três decretos que instituem três Reservas Extrativistas (Resex) marinhas no Pará. São elas: Resex Marinha Mocapajuba, em São Caetano de Odivelas, com aproximadamente 21 mil hectares de área; Resex Marinha Mestre Lucindo, em Marapanim, com 26,4 mil hectares; e a Resex Marinha Cuinarana, em Magalhães Barata, que ocupa uma área de 11 mil hectares. Ao todo, foram estabelecidos 58 mil hectares em unidades de conservação (UCs) no estado. Além disso, a Reserva Extrativista Marinha de Araí-Peroba, em Augusto Corrêa, foi ampliada. Antes, a unidade tinha área estimada em 11,5 mil hectares, agora conta com 50,5 mil hectares. As atividades minerárias nestas reservas serão permitidas somente com autorização do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). Segundo o MMA, a medida garantirá a conservação da biodiversidade de regiões de mangue, restinga e de outros ecossistemas. BNDES irá financiar equipamento no Porto de Pecém O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES) emprestou R$ 189 milhões ao Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), no Ceará. O dinheiro financiará a implantação de uma correia transportadora para descarga de minério de ferro e um novo descarregador. A correia tem seis quilômetros de extensão e capacidade para transportar 2,4 mil toneladas de minério por hora. Os equipamentos fazem parte da ampliação das instalações do Sistema de Transporte de Granéis Sólidos do Píer 1, do Terminal de Insumos e Produtos Siderúrgicos (TSID). André Decourt Urânio Baiano As Indústrias Nucleares do Brasil (INB’s) começaram o processo de licenciamento da jazida do Engenho, na área da Unidade de Mineração e Beneficiamento de Urânio em Caetité, na Bahia. A intenção é que a mineração a céu aberto em três cavas comece em 2015. A estimativa é que essa jazida produza cerca de 340 toneladas de concentrado de urânio por ano. Na área da INB está localizada a Província Uranífera de Lagoa Real, local onde estão identificados 33 depósitos do mineral com alto grau de pureza e 12 jazidas. Agora, um Plano de Controle Ambiental da jazida do Engenho está sendo analisado pelo IBAMA. Revista Mineração & Sustentabilidade | Setembro . Outubro de 2014 9

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entrevista Divulgação Eduardo Sampaio Na China, como os chineses Consultor especialista em economia chinesa traça um panorama sobre o atual momento do país asiático e os reflexos para a mineração Thobias Almeida 10 Revista Mineração & Sustentabilidade | Setembro . Outubro de 2014

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Mineração e China são palavras indissociáveis. O país asiático é o maior mercado consumidor de minério de ferro e aço do planeta e, quando espirra, desencadeia uma pneumonia no setor. Decifrar os segredos de um dragão tão grande e reservado é tarefa espinhosa. Por isso, as palavras de Eduardo Sampaio, presidente no Brasil da FTI Consulting, servem como uma espécie de guia por entre as escamas sobrepostas desta potência que carrega no nome seu objetivo: ser o centro do mundo. Na entrevista à Mineração & Sustentabilidade, o consultor, especialista em eco- nomia chinesa e cujas patentes passeiam pela seara dos negócios internacionais, finanças, economia, gestão de empresas de serviços, química e filosofia, oferece análises privilegiadas da China enquanto player do mercado da mineração, da geopolítica e, inclusive, da sustentabilidade. Sampaio esclarece que a China não voltará tão cedo a apresentar o crescimento mágico de uma década atrás e elenca os fatores internos e externos que promovem tal situação. Assim, projeta que os preços do minério de ferro no mercado internacional permanecerão baixos, na comparação com os tempos de bonança, como o intervalo entre 2010 e 2011. “Quem reclama da queda de US$187 para US$80 deve pensar um pouco mais antes de fazer críticas sem sentido e com viés de curto prazo”, diz, referindo-se ao preço da tonelada em 2004, US$ 16,39. O especialista costura análises também sobre a postura da China nas relações internacionais, qualificando-a como um ator muito ativo, porém com uma estratégia “discreta” e não menos eficaz do que a praticada no Ocidente; sobre as relações com o Brasil; e sobre o acordo de fornecimento de gás com a Rússia, dentre outros temas. Mineração & Sustentabilidade Quais as perspectivas de a China voltar aos patamares de crescimento pré-crise de 2008, o que impulsionaria o comércio global de commodities minerais? Eduardo Sampaio Não existe está perspectiva. Ou melhor dizendo, uma China crescendo sustentadamente mais que 10% ao ano é um cenário de baixa probabilidade. Acrescente-se a isso que a necessidade de importações da China é uma necessidade marginal, ou seja, eles produzem muitos minérios, como minério de ferro, e importam apenas a diferença entre demanda interna e produção interna. Com um crescimento menos acelerado, esta diferença, ou seja, a necessidade marginal de importação, tende a níveis muito baixos. M&S A China tem um novo projeto de desenvolvimento? ES Não necessariamente um novo projeto, mas sim uma nova situação, um novo momento econômico distinto das décadas de 1990 e 2000. Do ponto de vista externo, seus principais mercados consumidores, Estados Unidos e União Europeia, passaram os últimos anos em grave crise, com crescimento pífio e consumo recessivo, consequentemente importando menos da China. Do ponto de vista interno, a situação é bem mais complicada. Vários setores econômicos estão esgotados depois de um período de franco crescimento; pressões por maiores controles ambientais; fim de um ciclo de bolha imobiliária; controles financeiros e de acesso ao crédito para evitar inflação e crise bancária; população majoritariamente urbana e com demandas de “nova classe média”, dentre outros. Numa avaliação macroeconômica de longo prazo, aproximadamente, eles tiveram nos últimos anos um processo similar ao Brasil entre as décadas de 1950 e 1970, onde a renda per capita e o PIB cresceram de forma acelerada majoritariamente graças a ganhos de produtividade por uma migração da força de trabalho do campo para indústria, e também no caso chinês por uma disponibilidade imensa de capital. O desafio dos dois países é aumentar a produtividade de suas economias nas próximas décadas. O “bônus da estabilidade”, como dizia o senhor Henrique Meirelles, esgotou-se anos atrás, junto com a expansão da população economicamente ativa, a força de trabalho. Em ambos os países este crescimento está muito baixo, cerca de 1% ao ano. M&S A grande dependência de países como o Brasil do mercado chinês é uma imposição da conjuntura mundial, falta de estratégia ou a combinação dos dois? ES É mais simples do que isso. Aproximadamente, toda a demanda adicional por minérios, principalmente minério de ferro, nos últimos 15 anos veio de um único cliente, a China. E principalmente por motivos internos, este cliente hoje está importando muito menos. A China é o maior consumidor mundial de aço, com cerca de 45% da demanda mundial. Praticamente todo o crescimento dos últimos anos do consumo de aço, e consequentemente de minério de ferro, veio da China. Em 2001 a China consumia 769 milhões de toneladas métricas, e representava 20,5% do consumo mundial. Em 2011, o total consumido saltou para 1,37 bilhão de toneladas, e chegou a 45,5% da demanda mundial. M&S Em outubro, o preço da tonelada do minério com 62% de teor de ferro caiu ao menor preço em cinco anos, EDUARDO SAMPAIO, presidente no Brasil da FTI Consulting. 15 anos de experiência em empresas de consultoria de riscos e negócios, no Brasil e no Exterior. Foi diretor na i2Integrity (no Brasil), Gerente Geral na Marsh Consultoria de Riscos (na Austrália) e Presidente na Kroll Associates (no Brasil). Especializações: Negócios Internacionais, Finanças, Economia, Gestão de Empresas de Serviços, Química e Filosofia. Bacharel em Química pela Universidade de Brasília e MBA pela City University of New York Zicklin School of Business e é Mestre em Economia, especialista em economia Chinesa pela Hong Kong University of Science and Technology. Revista Mineração & Sustentabilidade | Setembro . Outubro de 2014 11

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na casa dos US$ 80. Qual a tendência desses preços no curto e médio prazo? ES Em fevereiro de 2011 tivemos o pico do preço, US$ 187 a tonelada. De lá para cá, tivemos uma combinação de fatores causando a redução do preço, com excesso de oferta de minério e siderúrgicas e diminuição da demanda pela China. Para atender a demanda chinesa dos últimos 10 anos, as grandes mineradoras de minério de ferro, como Vale, BHP, Rio Tinto e Anglo American, fizeram investimentos bilionários para aumentar sua produção, e principalmente no caso das minas australianas, como Pilbore e WA, também para aumentar sua eficiência e conseguir menor custo de produção. O cenário mais provável é de uma continuada queda no preço no curto prazo. O que levará mineradoras menores, com maior custo unitário de produção, a fecharem, e provavelmente uma consolidação futura das grandes empresas, comprando várias pequenas. E, quem sabe, fusões entre as quatro grandes companhias. No longo prazo é possível que este mercado muito mais consolidado de mineradoras possa estabelecer mecanismos de controle de produção e eventual manutenção de um preço adequado que lhes garanta uma boa margem. Um caso de sucesso é a OPEP, em relação ao petróleo. Porém, neste possível cenário, também teremos a pressão dos principais compradores, como siderúrgicas chinesas, japonesas e coreanas, e quiçá questionando posturas econômicas antitruste. Um cenário difícil de predizer. Por último, note-se que mesmo com os preços atuais em queda, na casa dos US$80 a tonelada, estão muito acima de preços históricos. Tivemos um aumento exagerado - uma bolha? - nos últimos 10 anos, cujo ciclo se encerrou. Por exemplo, há cerca de 10 anos, em dezembro de 2004, o preço era de apenas US$ 16,39, e há sete anos, dezembro de 2007, US$ 36,63, muito menor que os atuais US$80. Ou seja, quem reclama da queda de US$187 para US$80 deve pensar um pouco mais antes de fazer críticas sem sentido e com viés de curto prazo. Mineração é um negócio de décadas e de bilhões, não de meses e de milhões. M&S Em maio de 2014, Rússia e Chi12 Revista Mineração & Sustentabilidade | Setembro . Outubro de 2014 na firmaram um acordo histórico de fornecimento de gás. Quais os principais impactos advindos desse arranjo que o senhor destacaria? ES No curto prazo o acordo de fornecimento de gás da Rússia para a China, um negócio de 30 anos e US$400 bilhões, garante acesso aos chineses a mais uma fonte de energia para sua sempre crescente necessidade de geração de energia elétrica. E para a Rússia reduz o impacto das restrições dos países ocidentais sobre suas recentes atitudes bélicas e expansionistas, e consequentes sanções econômicas. Segundo o presidente Putin, ‘este será o maior projeto de infraestrutura nos próximos quatro anos no mundo’. No longo prazo, a questão é mais delicada. As relações entre URSS e China tiveram um período desastroso, logo após a revolução comunista de 1949. Nos meses seguintes, com a chegada de Mao Zedong ao poder, apesar da retórica de apoio, Stalin desmontou fábricas inteiras localizadas no Norte da China e levou-as para a URSS. Provavelmente, o objetivo de Stalin foi fazer com que a frágil e recém criada China comunista se tornasse dependente dos desígnios russos, o que acabou não acontecendo. As memórias destes e outros incidentes da relação entre os dois países fazem parte da memória chinesa. Soma-se a isto, como no caso brasileiro do gás boliviano, eventuais mudanças politicas, que num país fornecedor de recursos naturais podem ser “suspensos” pelos desígnios do novo líder. Como se registrou na musica popular brasileira, “que seja infinito enquanto dure”. M&S Hoje, quais os principais focos de investimento da China no mundo? O movimento direcionado à África e América do Sul continua em voga? ES O principal foco de investimento continua sendo doméstico. Do ponto de vista internacional, existe um plano de estado de garantir acesso a recursos naturais para as próximas décadas, e aí incluem-se reservas minerais, como o pré-sal no Brasil, e áreas agriculturáveis, como na África subsaariana. Do ponto de vista de outras indústrias privadas, há uma diversidade grande de interesses. M&S Quais as vantagens e desvantagens que o Brasil apresenta na relação comercial com a China? Como podemos tirar melhor proveito dessa relação? ES Não possuímos uma política industrial, ou de investimentos, de longo prazo. Eles têm. E não adianta ficar com raiva dos chineses, a falha foi nossa. Nos beneficiamos nos últimos anos, como outros países exportadores de commodities, Canadá, Austrália, etc, devido à alta demanda chinesa. Infelizmente não aproveitamos esta oportunidade histórica para fazer os investimentos em infraestrutura e não há como saber se voltaremos a ter outra oportunidade histórica como essa. Desperdiçamos. Discursos ufanistas, ou nacionalistas, não vão corrigir isso. Precisamos de um plano de estado que venha a prover condições mais favoráveis de investimentos e de produtividade. No atual contexto, à exceção de medidas setoriais paliativas, e que distorcem o mercado, não há muito a ser feito. Qualquer brasileiro de mais de 40 anos escuta há décadas que precisamos de reformas tributária, previdenciária, política, infraestrutura, burocrática etc. Quando fizermos nosso dever de casa teremos condições de crescimento competitivo. Até lá, ficaremos presos a discussões de fim de semana.

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Entrevista com Eduardo Sampaio padrões mais adequados e aceitos mundialmente? ES A agenda ambiental é uma preocupação do atual governo chinês. Isto por questões internas, não por pressões externas. Mesmo porque os principais poluidores mundiais, além da China, são países desenvolvidos, como os Estados Unidos, que não assinaram o Protocolo de Kyoto, que apoiam o shale gás apesar dos aspectos poluidores de reservas aquíferas. Elenquem-se questões internas como poluição e problemas de saúde nos grandes centros urbanos, escassez de recursos naturais como água potável, poluição na província A que afeta a província B, desejo de migração de indústrias poluidoras para indústrias limpas e serviços, dentre outros. O grande empecilho é, e sempre será, a manutenção da atividade econômica e da taxa de emprego entre a população economicamente ativa, que é a preocupação numero 1 de qualquer governo chinês. E neste contexto geração de energia é fundamental. A China é o primeiro consumidor mundial de energia, e o segundo de petróleo, atrás dos Estados Unidos. E no caso chinês, cerca de 69% da geração de energia vem da queima de carvão, seguido por petróleo, com 18%, segundo dados de 2011. As fontes alternativas, como hidroelétrica e solar, crescem em ritmo acelerado, mas ainda são muito pequenas em relação às termoelétricas movidas a carvão mineral. Para se ter uma ideia, a China cresce, a cada ano, em novas unidades geradoras de energia elétrica o equivalente a toda a capacidade instalada da Inglaterra. Não se muda uma matriz energética deste tamanho em anos, mas, talvez, em décadas. M&S A China é uma potência econômica que se comporta timidamente no campo das Relações Internacionais, da geopolítica. O senhor acredita que essa postura permanecerá? ES Isto não é verdade. Os interesses internacionais da China, muitas vezes, não estão alinhados aos interesses ocidentais, haja vista votações e abstenções na ONU acerca de crises. Isto não quer dizer que eles não tenham agenda. A China tem uma agenda internacional muito bem definida e que vem estabelecendo com muito sucesso. Mas ao contrário das potências ocidentais, diga-se Estados Unidos, isso não inclui envolvimento bélico, envolvimento em crises do momento, declarações e posições controversas. Ou seja, o governo chinês não faz declarações de imprensa e toma atitudes toda vez que existe uma crise, eles não fazem manchetes de jornais. Por sermos consumidores de mídia ocidental, muitas vezes com manchetes, declarações de presidentes destas bandas, achamos que os chineses são passivos. Profundo engano. A expansão de empresas chinesas ao redor do mundo é uma das facetas deste sucesso em sua política internacional. A manutenção de uma estabilidade regional é outra. O estabelecimento de acordos bilaterais, ou com grupos de países, é uma terceira. Coloque em perspectiva que na maior parte dos últimos 1.000 anos a China foi o maior império do mundo. O ideograma de China significa o país do centro, do centro do mundo, Zhong Guo, . M&S Sabe-se que negociações comerciais envolvem também um componente cultural de troca e respeito de costumes. O empresariado brasileiro, na opinião do senhor, peca nesse campo quando se senta à mesa com os chineses? ES Eventualmente empresários neófitos em relações sino-brasileiras podem ter cometido erros. Porém, hoje em dia não faltam dicas, exemplos e dados sobre como lidar com estas questões. Segue-se a máxima de “em Roma, como os romanos”. Em alguns aspectos eles têm posturas um pouco distintas das nossas, mas cabe a ambos os lados aterem-se aos fatos dos negócios e cercarem-se de medidas mitigatórias, com apoio de consultores de risco e advogados. Em alguns casos recentes, nossa empresa FTI Consulting, que possui escritórios em 35 países, inclusive China e Brasil, assessorou empresas brasileiras a obter informações de possíveis parceiros chineses e desta forma mitigar o risco de maus negócios. Revista Mineração & Sustentabilidade | Setembro . Outubro de 2014 A China, conhecida por práticas pouco recomendáveis no campo da sustentabilidade, caso das minas de carvão, busca um outro caminho. Wirtgen Group M&S Como o senhor analisa a criação do banco dos BRICS (Novo Banco de Desenvolvimento), com foco em investimento em infraestrutura? ES Com ceticismo. Tenho esperança que se consolide como fonte adicional de financiamento, de fonte de capital barato, além do Banco Mundial e IFC. Não possuímos uma politica industrial, ou de investimentos, de longo prazo. Eles têm M&S Qual a posição do senhor a respeito da política externa do governo brasileiro para a China? ES Tímida, míope. M&S A mineração chinesa recorrentemente é acusada de desvios no que se refere às boas práticas sustentáveis, vide as minas de carvão. Há meios eficazes de se pressionar uma potência como a China a adotar 13

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Internacional Crise Sanitária Ebola A epidemia causa um desastre humanitário ao mesmo tempo em que afeta as economias dos países atingidos; grandes mineradoras localizadas na região mantêm apenas funcionários essenciais Fransciny Alves Mineração ameaçada pelo O mundo vive a pior epidemia de Ebola já resgistrada, considerada pela Organização das Nações Unidas (ONU) como uma “ameaça à segurança mundial”. Até 23 de outubro, 8.897 pessoas foram contaminadas e 4.493 morreram, principalmente nos países africanos de Guiné, Libéria, Nigéria, Senegal e Serra Leoa, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). A Organização alerta que o vírus pode infectar até 20 mil pessoas na África Ocidental. Os números também são assustadores quando se mira a economia das nações atingidas pelo vírus. O Banco Mundial ressaltou que, se o surto continuar a se propagar, o prejuízo poderá se multiplicar por oito em 2015. Até setembro deste ano, as perdas já chegavam a US$ 359 milhões (R$ 847 milhões), déficit que pode chegar a US$ 809 milhões (R$ 1,9 bilhão) caso a doença não seja freada. Nas nações mais afetadas pelo vírus, Libéria, Serra Leoa e Guiné, a minera- ção e siderurgia formam um forte pilar da economia. Mas, enquanto a epidemia persistir, as previsões não são nada animadoras para esses setores. Grande parte das mineradoras desses países afirmam que estão reunindo esforços para ajudar no combate ao vírus, suporte necessário a nações pobres. Há pouco tempo Libéria e Serra Leoa passaram por trágicas guerras civis e conseguiram reconstruir suas economias por meio, principalmente, da mineração. Libéria A Libéria é o país mais atingido pelo Ebola. Até 28 de setembro foram confirmadas quase duas mil mortes. A ArcelorMittal, uma das maiores siderúrgicas do mundo, produz no país cinco milhões de toneladas de minério de ferro por ano, em Yekepa e Buchanan. As operações destas 14 Revista Mineração & Sustentabilidade | Setembro . Outubro de 2014 unidades continuam normalmente. A empresa afirma que, ao manter a produção, continua a pagar salários e impostos, o que, neste momento, é considerado essencial para a nação. A companhia também trabalha num projeto de expansão, que prevê a produção de 15 milhões de toneladas de minério. A intenção era que esse nú- mero fosse alcançado até o final de 2015. No entanto, o cronograma está sendo prejudicado pelo Ebola. De acordo com a assessoria de imprensa da ArcelorMittal, “as empresas terceirizadas, que trabalham no projeto de expansão da fase 2, declararam operação de força maior e estão retornando os funcionários para seus respectivos países”. A estimativa é que 645 traba-

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lhadores tenha voltado para casa. Conforme a mineradora, a intenção é que a construção total do projeto da fase 2 seja reiniciada o mais rápido possível. Enquanto isso não ocorre, os funcionários estão trabalhando em atividades relacionadas à logística, engenharia e compras. A ArceloMittal informa que não registrou nenhuma contaminação ou morte entre o corpo de funcionários. A empresa ainda assegurou que toma todas as medidas necessárias para garantir a segurança dos colaboradores. Além disso, contribuiu com mais de US$ 1 milhão para ajudar a combater o vírus na Libéria. Entre as medidas tomadas pela companhia estão o fornecimento de scanners thermoflash para testar a febre (primeiro sintoma da infecção) em todos os funcionários e visitantes e a distribuição de 500 conjuntos completos de equipamentos de proteção individual (EPI) aos hospitais ArcelorMittal Libéria e a outras unidades de saúde nas cidade de Nimba e Buchanan. A companhia decidiu transferir para fora do país, temporariamente, funcionários estrangeiros não essenciais. A mineradora acrescentou que implantou uma campanha de comunicação para conscientizar os funcionários sobre procedimentos que devem ser adotados para minimizar o risco de contrair o vírus. Foram implantadas sessões de sensibilização sobre o Ebola e especialistas foram levados aos país para atuar como peritos em estreita colaboração com as equipes hospitalares da ArcelorMittal e do Ministério da Saúde local. A empresa também tem um plano de emergência para uma eventual evacuação da área. Serra Leoa Em Serra Leoa, a doença já deixou 622 mortos. O país esperava um crescimento de 12% para 2014, mas, devido ao vírus, o banco Standard Chartered divulgou que o crescimento ficará em 7%. No ano passado, a produção de minério de ferro havia acrescentado 20% ao PIB nacional. A London Mining atua no projeto de Marampa em Serra Leoa. No local, a produção da companhia é voltada para o minério de ferro. A mina é operada pela empresa desde dezembro de 2011 e deverá produzir 6,5 milhões de toneladas em 2014. De acordo com a ONG Save the Children, cinco novos casos de ebola são diagnosticados por hora em Serra Leoa. A mineradora afirma que nenhum funcionário da empresa foi infectado pelo vírus e que não tem conhecimento de quaisquer incidências nas comunidades do entorno da mina. A London Mining ressalta que monitora a situação com cuidado e que trabalha com governos e organismos internacionais, como a OMS e a Internacional SOS. Até agora, a empresa doou para o governo de Serra Leoa US$ 515 milhões para combater a propagação do vírus. No início de junho, funcionários briReuters Dominique Faget/AFP/Getty Images O Ebola O Ebola surgiu em 1976, por meio de surtos simultâneos em Nzara, no Sudão, e em Yambuku, na República Democrática do Congo. Estes locais estavam numa região próxima do Rio Ebola, que batizou a doença. Os sintomas mais comuns incluem o sangramento interno e externo, diarreia e vômitos. A transmissão é feita de uma pessoa para outra por meio do contato com sangue infectado, de fluídos corporais ou órgãos ou com o contato com ambientes contaminados. *Informações: Médicos Sem Fronteiras (MSF) Revista Mineração & Sustentabilidade | Setembro . Outubro de 2014 15

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