cadernos de resumo

 

Embed or link this publication

Description

resumos da comunicações

Popular Pages


p. 1

1

[close]

p. 2

2 CADERNO DE RESUMOS VITÓRIA, ES DEZEMBRO DE 2014

[close]

p. 3

3 GD1 - Novas formas de virtualidade no âmbito artístico-cultural contemporâneo ENTRE ERROS E ACERTOS NOS QUADRINHOS INFINITOS: O PROCESSO DE CRIAÇÃO E PRODUÇÃO DA HQTRÔNICA "O DIÁRIO DE VIRGÍNIA" Cátia Ana Baldoino da Siva O REALIDADE AUMENTADA NA DINÂMICA EXPOSITIVA: DA EXPOSIÇÃO CLANDESTINA À ESTRUTURA MUSEAL Giovanna Graziosi Casimiro UM EXPERIMENTO POÉTICO CONTEMPORÂNEO DE COLABORAÇÃO DIGITAL: criando imagens para ocupação de superfícies cotidianas Lavínnia Seabra Gomes TRABALHANDO COM ARTE NA REDE ESTADUAL DE ENSINO DO ES Maria da Penha Fonseca e Elaine Karla de Almeida FINGERPAINTING: DAS PONTAS DOS DEDOS ÀS TELAS DIGITAIS Rosangela Aparecida da Conceição 06 A CASA Marcos Paulo Martins de Freitas A TRADUÇÃO COMO PRÁTICA SITE SPECIFIC Pólen Pereira Sartório DIAS & RIEDWEG E A VIOLÊNCIA ANTROPOFÁGICA NA OBRA “FUNK STADEN” Rafael Pagatini e Renata Rosetti O LIVRO SOBRE ARTES VISUAIS PARA CRIANÇAS: ALEPH DA OBRA Renata Azevedo Requião TÁ VIVA A LETRA! Rubens Pilegi da Silva Sá 12 12 13 13 14 06 07 07 08 GD3 - Práticas relacionais, interativas e colaborativas: aspectos da subjetividade na arte contemporânea PLANTE NA PRAÇA: CONSIDERAÇÕES SOBRE O PROJETO ARTÍSTICO 15 COLABORATIVO Andressa Boel e Beatriz Rauscher COLABORAÇÃO COMO SUBSTÂNCIA DA PROPOSTA DE ARTE: MÚLTIPLAS RETOMADAS DE “MOUCHETTE.ORG” Ângela Grando e Rodrigo Hipólito DRAMATURGIAS CRIADAS EM PRÁTICAS COLABORATIVAS Cecília Maria Raiffer ENTRE AS PARTES: O CONTRATO COMO DISPOSITIVO RELACIONAL EM DOIS PROJETOS DE ARTE CONTEMPORÂNEA Fabíola Silva Tasca MAQUIANDO FACHADAS: INSTALAÇÕES INTERATIVAS, ESPAÇO PÚBLICO E A NEGOCIAÇÃO DE IDENTIDADE CÍVICA Gabriel Menotti M. P. Gonring ESTADOS DE ARTE E TEMPORALIDADES INCOMUNS – ARTE PÚBLICA NA VIA UERJ/ MANGUEIRA Isabela Frade e Jonatas Martin Puga CRIATIVIDADE COLABORATIVA Piatan Lube Moreira COLABORAÇÃO E AUTORIA: REFLEXÕES SOBRE O PROJETO DE ARTE COLABORATIVA PLANTE NA PRAÇA Priscila Rampin USO DE GAMBIARRAS NA PRODUÇÃO DE DISPOSITIVOS ARTÍSTICOS INTERATIVOS: UMA EXPERIÊNCIA DE DOCÊNCIA COMPARTILHADA Reginaldo Tavares e Ângela Pohlmann GD2 - Arte e História na Contemporaneidade: implicações políticas ABSTACCIÓN GEOMÉTRICA TRANSFRONTERIZA 09 Aida Inés Florido Berrocal e Fernanda García Gil JOGUE FORA SEUS PRÉ-CONCEITOS POR UM PIRULITO Carlos Eduardo Dias Borges IDENTIDADE DE GÊNERO NA ARTE CONTEMPORANEA: TRÂNSITOS E QUESTIONAMENTOS. Emerson Cesar Nascimento O ESPAÇO DE CONSUMO E SUA PERMANÊNCIA NA REGIÃO METROPOLITANA DA GRANDE FLORIANÓPOLIS José Carlos da Rocha – Rocha A POTÊNCIA ERÓTICA DO CORPO FEMININO OBESO: UMA APROXIMAÇÃO DOS FREAK SHOWS COM A POÉTICA DE ELISA QUEIROZ Júlia Almeida de Mello O DIA QUE VIREI O CÃO CHUPANDO MANGA: TRILHAS DE (INTER)AÇÕES E ENCRUZILHADAS (TRANS)CULTURAIS NA PERFORMANCE Leonardo Jose Sebiane Serrano PRÁTICA ARTÍSTICA E CAMPO PROFISSIONAL Luciano Vinhosa Simão O CAMPO DA GRAVURA ARTÍSTICA NAS DÉCADAS DE 1950/60, NO RIO DE JANEIRO: POÉTICAS E POLÍTICAS. Maria Luísa Távora 16 16 17 17 17 18 18 19 09 10 10 11 11 11 12

[close]

p. 4

4 ATO EXPOSITIVO E FLUXOS DA PRÁTICA ARTÍSTICA CONTEMPORÂNEA ENDEREÇADA AO OUTRO Renata Perim e Ângela Grando PICTOCARTOGRAFIA: DA OBRA-PROCESSO À FORMA-TRAJETO Rogério Rauber e Lilian Amaral OS ESPECTADORES/PERFORMERS Yiftah Peled 19 20 20 GD4 - Processo de criação e as Mídias Contemporâneas: um estudo do processo de criação e dos cadernos e rascunhos de processos criativos O ATELIÊ, PERCURSOS E CONVERGÊNCIAS NA OBRA DE ATTILIO COLNAGO 21 Ana Cristina Da Motta CONFIRMAÇÃO (SALMO 23: 1): E NADA ME FALTARÁ André Winter Noble e Renata Azevedo Requião HÉLIO OITICICA: EU E OUTRO/EU É OUTRO Ângela Grando e André Arçari A PÁGINA DE HILAL SAMI HILAL: O PLANO BIDIMENSIONAL, A ESCRITA E SUAS MATERIALIDADES. Aparecida Ramaldes e José Cirilo ESPELHOS PARALELOS: PASSAGENS, TROCAS, REESCRITAS E RECONSTRUÇÕES DE IMAGENS. Beatriz Rauscher CADERNOS DE NOTAS: (DES)FOLHAMENTOS DE TEMPO Cláudia Maria França da Silva PAISAGEM E POESIA: UM DESENHO MÚTUO NA POÉTICA DE JOÃO CABRAL DE MELO NETO Eliane Lordello O HIBRIDISMO CULTURAL ENTRE VIDENTES E DEFICIENTES VISUAIS COMO INFLUENCIADOR NAS MINHAS PRODUÇÕES PLÁSTICAS ATRAVÉS DA GRAVURA Helder Amorim QUANDO OS REGISTROS NÃO QUEREM SER RASCUNHOS: A FAMILIARIDADE COM AS MÍDIAS CONTEMPORÂNEAS NO PROCESSO DE CRIAÇÃO Joedy Marins DIÁRIOS GRÁFICOS EM REDE. Laís Guaraldo ESTUDO DE PROCESSO DAS OBRAS DE DI IORIO Regina Rodrigues 21 22 22 22 23 24 24 ETNOGRAFAR A DANÇA CONTEMPORÂNEA – EXPERIÊNCIA E REGISTRO DE PROCESSO DE CRIAÇÃO DE OBRA DE ARTE Marília Carneiro CADERNOS DE ARTISTA: REFLEXOS DO EU. Carolina Ramos Nunes e Marisete Machado Colbeich O PROCESSO DE CRIAÇÃO DO AUDIOLIVRO A GUERRA DOS MUNDOS, DE H. G. WELLS: UMA RELEITURA BRASILEIRA Sílvia Maria Guerra Anastácio e Flavio Ferrari MANUSCRITOS DE ELIZABETH BISHOP: ORGANIZAÇÃO DO ACERVO E ANÁLISE GENÉTICA DO CONTO A TRIP DO VIGIA Sílvia Maria Guerra Anastácio, Sirlene Ribeiro Góes e Sandra Corrêa LEITURAS EM DIÁLOGOS: UM SERTÃO EM LETRAS, IMAGENS E RASURAS Tailze Melo GRAVETOS NO CAMINHO: MARCAS DO RASTRO CRIADOR EM GRAVETOS (1993) DE REGINA RODRIGUES Tatiana Campagnaro e José Cirillo VISUALIDADE DA ESCRITA NAS ARTES VISUAIS: COR TEXTO, VER/NÃO VER. Yuly Marty. e Lúcia Fonseca. 26 26 27 27 27 28 28 GD5 - E a Pintura? Pintura contemporânea em questão PINTURA E TEORISMO Adriane Hernandez PINTURA DE TERRA E COR DE CARNE: PROCESSO DE CRIAÇÃO DA SÉRIE CORPO-MATÉRIA Camilla Carpanezzi REFLEXÕES SOBRE OS LUGARES DA IMAGEM E A ESPACIALIDADE NA PINTURA Carla Thiel O ESTRANHAMENTE FAMILIAR NA PINTURA DE ATTILIO COLNAGO Christine Ribeiro ENTRE PAISAGENS: DEAMBULAÇÕES SOBRE O PROCESSO PICTÓRICO Jociele Lampert A INFLUÊNCIA DO MATERIAL E DA TÉCNICA NA ARTE CONTEMPORÂNEA Lenora Rosenfield PINTURA MOLDADA Paulo Fernando Araújo Marendino PINTURA EM UM ESTUDO LONGITUDINAL - RELATO DO PROCESSO ARTÍSTICO DE RAFAEL RESENDE EM QUANTO AUTOR/ARTISTA Rafael Resende 30 30 31 31 31 32 32 32 25 25 26

[close]

p. 5

5 GD8 - Conservação e Restauração de Bens Culturais GD6 - Arte pública no contexto dos países iberoamericanos: reflexões sobre arte e cidade nas contemporaneidade CONTATO COM A ARTE NO MORRO DA CONCEIÇÃO, RIO DE JANEIRO 34 Carlaile Rodrigues ARTE DE RUA ENQUANTO REGISTROS DO PROCESSO CRIATIVO: DOS MUROS AOS VÍDEOS, GALERIAS E INTERNET. Gustavo Russo Estevão (Jon) e Josette Monzani FORMAS DE RESISTÊNCIA E LUGARES DE CONVIVÊNCIA - DA ESTÉTICA COMO POLÍTICA NO ESTADO DE “PRACIALIDADE” Isabela Frade e Irene Amarante COMO "HANSEL Y GRETEL" URBANUS: CREANDO UN TRAZADO INVISIBLE Y ESPERANZADO Liana González R.U.A.: REALIDADE URBANA AUMENTADA. GEOPOÉTICA DOS SENTIDOS. LABORATÓRIO NÔMADE Lilian Amaral O ESPAÇO URBANO COMO LUGAR DE CRIAÇÃO POÉTICA Mara Porto PRODUÇÃO E ATUAÇÃO – UM ESTUDO SOBRE O PROCESSO CRIATIVO E ATUAÇÃO URBANA DA ARTISTA VISUAL KIKA CARVALHO Mariana Reis O ARTESANATO DE CONCHAS COMO PATRIMÔNIO: DISCUSSÕES ACERCA DA MEMÓRIA E IDENTIDADE Aíssa Afonso Guimarães e Adriana Tiago Lopes O PAPEL DA ENTREVISTA NA PRESERVAÇÃO E CONSERVAÇÃO DE ACERVOS DE ARTISTA Arethusa Almeida de Paula ARTE CONTEMPORÂNEA: INTELOCUÇÕES NECESSÁRIAS PARA A SUA CONSERVAÇÃO Gilca Flores CONSERVAÇÃO DE OBRAS MURAIS: UM ESTUDO DE CASO DO PROJETO "REMOÇÃO, RESTAURAÇÃO E REALOCAÇÃO DE MOSAICO MURAL DO ARTISTA RAPHAEL SAMÚ" Marcela Belo 42 35 35 36 36 37 38 42 42 43 GD9 - Questões visuais da arte sonora que contribuem para o surgimento de uma cena artística na arte contemporânea ARTE CONTEMPORÂNEA: O CAMPO EXPANDIDO, LINHAS DE FRONTEIRAS E A SOUND ART. Dimitrio Joviano Pinel – Jimi A INSTALAÇÃO AUDIOVISUAL REVISTAHERTZ COMO MÁQUINA ARQUEOLÓGICA DE SONS, IMAGENS E PERCEPÇÕES. Eduardo Nespoli e Maju Martins. DISPOSITIVOS SONOROS E IMPROVISAÇÃO MUSICAL: O PROCESSO CRIATIVO COLABORATIVO E A PRODUÇÃO DE SUBJETIVIDADE NO CONTEXTO DO PROJETO AQUARPA. Eduardo Nespoli APARELHOS SONOROS E VÍDEOS: ATIVANDO RELAÇÕES INTERPENETRANDO PROCEDIMENTOS Chico Machado CAMINHANDO E FALANDO EM VOZ ALTA NO ESPAÇO URBANO Marion Velasco 44 45 45 GD7 - História, Crítica e Curadoria: desafios da contemporaneidade DESDOBRAMENTOS DA RECEPÇÃO CRÍTICA DIANTE DA ABSTRAÇÃO CONSTRUÍDA DE CÍCERO DIAS (1948/1952) Ângela Grando LA LIBERTAD CREADORA, LA POÉTICA DE LOS MATERIALES Y SUS DETERIOROS: UN DILEMA PARA LA PRESERVACIÓN DEL ARTE CONTEMPORÁNEO. Mário A. Sousa Júnior e Rosario Llamas Pacheco 40 40 46 46

[close]

p. 6

6 ENTRE ERROS E ACERTOS NOS QUADRINHOS INFINITOS: O PROCESSO DE CRIAÇÃO E PRODUÇÃO DA HQTRÔNICA "O DIÁRIO DE VIRGÍNIA" Cátia Ana Baldoino da Siva Universidade Federal de Goiás - santanarev@gmail.com A migração das histórias em quadrinhos para o meio digital oferece novas possibilidades de construção de narrativas. Tal fenômeno se deve a esse novo suporte, que possibilita ao artista a incorporação de novos elementos à tradicional arte-sequencial. Este produto, que emerge dessa fusão, segundo o estudioso e artista Edgar Franco, pode ser melhor descrito pela denominação HQtrônica, pois, ao mesmo tempo que mantem os códigos tradicionais das histórias em quadrinhos, apresenta características novas como som, animação, formato infinito, interatividade etc. Seguindo essa visão, desenvolvi meu projeto de HQtrônica "O Diário de Virgínia", uma história autobiográfica publicada em capítulos na internet desde 2011. Neste artigo descrevo minhas motivações, meus processos de criação e os desafios encontrados ao longo dos quatro anos de produção desse trabalho. PALAVRAS-CHAVE: Edgar Franco; HQtrônicas; histórias em quadrinhos; O Diário de Virgínia GD1 - Novas formas de virtualidade no âmbito artístico-cultural contemporâneo O REALIDADE AUMENTADA NA DINÂMICA EXPOSITIVA: DA EXPOSIÇÃO CLANDESTINA À ESTRUTURA MUSEAL Giovanna Graziosi Casimiro PPGART - UFSM - gigiggc@gmail.com Este artigo busca tratar das possibilidades inéditas geradas pela aplicação da tecnologia digital em espaços expositivos/institucionais. Em outubro de 2010, dois artistas invadiram o MoMA (NY) e expuseram, clandestinamente, através da técnica de Realidade Aumentada (RA). A ocupação, feita pelos artistas Sander Veenhof (Holanda) e Marl Skwarek (EUA), foi intitulada “WeARinMoMA”. A partir de então, uma reação em cadeia inseriu processos tecnológicos (RA e outros) em museus de destaque, nos EUA e Europa, como o MoMA, o Brooklyn Museum, o Sukiennice Museum, o London Museum. Tal episódio reflete, sobretudo, de que forma tal dinâmica pode ser aplicada e absorvida em espaços de exposição, construindo relações diferenciadas e interativas. Para compreender a Realidade Aumentada enquanto meio de potencializar as ações

[close]

p. 7

7 institucionais, busca-se refletir a passagem de in situ>> in fluxu, e como o espaço se torna fluido enquanto “meio” no contexto digital contemporâneo. Em se tratando do circuito brasileiro, as estruturas museais/institucionais ainda se mantém distantes das inovações e atualizações tecnológicas. Por essa razão, a importância em discutir a consolidação de novos “meios expositivos” e possibilidades entre RA<>obra<>artista<>meio. Para a construção desse texto são utilizados conceitos referentes à cibercultura, à arte digital e à tecnologia binária, a partir de autores como Pierre Lèvy, Oliver Grau, Lev Manovich e Hans Belting PALAVRAS-CHAVE: história da arte contemporânea, arte e tecnologia, meio expositivo, processos artísticos digitais FINANCIAMENTO: bolsa CAPES UM EXPERIMENTO POÉTICO CONTEMPORÂNEO DE COLABORAÇÃO DIGITAL: criando imagens para ocupação de superfícies cotidianas Lavínnia Seabra Gomes FAV / UFG - lavinniaufg@gmail.com O presente artigo é um recorte do resultado prático da tese defendida nesse ano de 2014, cujo objetivo foi o desenvolvimento de um experimento poético visual, o site: www.textilsk.com. Para essa proposta lúdica, a característica principal é a ação colaborativa entre usuários de redes sociais digitais para o desenvolvimento de novas imagens no site. Uma estrutura de funcionamento, que além de permitir a alimentação e atualização do acervo visual desenvolvido previamente para esse espaço digital, também permite que essa rede de pessoas publique os resultados finais gerados na timeline de sua rede social digital, no caso dessa pesquisa, o Facebook – rede escolhida para ampliar o funcionamento desse trabalho. A home/entrada do site convida os usuários a adentrarem um jogo lúdico de perguntas e respostas que vão gerando combinações aleatórias de elementos imagéticos. Ação para chegar ao resultado da composição visual que pode ser visualizada no ambiente do site. Nessa estrutura, os resultados imagéticos estão diretamente ligados a seis perguntas disponibilizadas no site, sendo elas: 1 – Qual a altura do seu humor? 2 - Qual a idade do teu sorriso? 3 - Qual o peso de sua felicidade? 4 - Quando te vê, parece? 5 Sou: branco, pardo, amarelo, negro. 6 – Escolha da paisagem para delimitação cromática da composição visual. Uma ordem, onde cada questão obedece a uma combinação aleatória proposta pela pesquisadora-artista. Uma pesquisa que teve como base a estética gerativa de Max Bense. Após responder as questões, os usuários são direcionados para a geração (randômica) dos módulos visuais que comporão o resultado final. Esse módulo pode ser repetido (rapport) de diferentes formas, conforme sugerido pelo site, para ocupar uma terceira layer do ambiente – onde esse módulo é visualizado em um simulador de diferentes texturas de superfícies. Além dessa forma de visualização do resultado final, os módulos podem ser aplicados também em outros objetos para simulação do efeito final – caneca ou camiseta (masculina ou feminina). Para a ampliação desse acervo visual, o usuário pode enviar suas imagens vetorizadas para que o sistema operacional criado possa realizar novas combinações. Combinações que aparecerão conforme a nova interação dos usuários em relação às perguntas no site. À medida em que novos elementos forem enviados por esses usuários, a infinidade de combinações ocorrerão, permitindo que nenhum módulo seja parecido com qualquer outro gerado. Assim, baseada no livro a Crítica Genética de Cecília Almeida Salles (2008), essa investigação poética teve como metodologia de trabalho, o foco nos registros de processos experimentais, a articulação e reflexão de anotações e observações oriundas do mapeamento digital realizado. Estrutura de pesquisa que testou uma dinâmica de programação numérica onde erros poderiam também se tornar elemento poético instigante para esse experimento. Uma proposta artística estruturada dentro de um pensamento de colaboração digital, tão discutida e propagada no fazer e pensar artístico contemporâneo atual. PALAVRAS-CHAVE: cocriação; digital; poético TRABALHANDO COM ARTE NA REDE ESTADUAL DE ENSINO DO ES Maria da Penha Fonseca SEDU/ ES Elaine Karla de Almeida SEDU/ ES - elainekarla@globo.com A comunicação trata da Formação Continuada no Ensino de Arte. A proposta de formação surgiu após coleta e análise de dados realizada ao final do ano de 2013 junto aos professores de Arte da Rede Pública do Estado do ES, para levantar informações pertinentes ao Ensino de Arte. Nesse momento, destacaram-se os pedidos de materiais educativos e formação continuada que atendesse a todos os professores da rede e não

[close]

p. 8

8 apenas um percentual. A fim de atender a necessidade sinalizada pelos professores na pesquisa, resgatamos o material audiovisual enviado pela Secretaria de Educação a Distância do MEC no ano de 2011 e que por falta de conhecimento e planejamento, não fora desenvolvido nenhuma ação de formação. A caixa contendo trinta (30) documentários do projeto DVD Escola/Arte foi adquirida pelo Governo Federal junto ao Instituto Arte na Escola e enviada a 100.000 escolas do Brasil. O envio gratuito destas mídias acompanhadas de material educativo para o professor talvez tenha sido a maior difusão de recursos pedagógicos para as aulas de Arte com potencial para subsidiar o professor em sua difícil tarefa de dar aulas de arte com arte nos diferentes níveis de ensino, conteúdos e currículos. Entretanto, não chegou às escolas e/ou secretarias municipais e estaduais com uma orientação de formação junto aos professores que trabalham com conhecimentos específicos da Arte, ocasionando o desconhecimento por parte dos professores e caixas com documentários lacrados guardados dentro de armários mesmo após quase três anos de seu recebimento. Assim sendo, foi proposta uma parceria entre Subsecretaria de Educação Básica e Profissional e Polo Arte na Escola/Faculdade Novo Milênio, por meio de Projeto de Extensão Universitária, a realização da Oficina Metodológica da DVDteca Arte na Escola junto aos Pedagogos e professores de Arte em todos os níveis de ensino da Rede Estadual para apresentação do material e orientações metodológicas em diálogo com o Documento Referencial Curricular da Rede de Estado da Educação do Espírito Santo. PALAVRAS-CHAVE: Arte; Ensino de Arte; Material Educativo; Arte na Escola; Formação Continuada como ferramentas na geração de obras de artes, impressas em grande formato, livros, exibidas em galerias de arte, na Internet - em páginas pessoais ou redes sociais como o Facebook, Tumblr, Flickr. Discutiremos os processos criativos de alguns dos artistas citados, a partir de seus rascunhos eletrônicos estáticos (screenshots) ou dinâmicos (vídeo em timelapse) do processo de elaboração das imagens. Desta forma, os fundamentos teóricos estão alicerçados em teóricos como Claudia Giannetti (2006), Vilém Flusser (2007,2008), Luigi Pareyson (1997, 2005), Jean-Louis Weissberg (2003), além dos textos dos artistas, curatoriais e reportagem dos respectivos eventos de exibição. PALAVRAS-CHAVE: Processo Criativo, Finger painting, Mobile Art, Digital Art, Exibição. FINGERPAINTING: DAS PONTAS DOS DEDOS ÀS TELAS DIGITAIS Rosangela Aparecida da Conceição Universidade Paulista e Instituto de Artes da Universidade Paulista "Júlio de Mesquita Filho" - rosangelaap@gmail.com O surgimento dos smartphones potencializou as formas de criar imagens a partir dos milhares de aplicativos desenvolvidos com a finalidade artística. Artistas, programadores e empresas produtoras dos aparelhos ou prestadoras de serviços de telefonia, uniramse em eventos artísticos – Nokia Trends, Artemov, por exemplo – difundindo as novidades e apresentando novas possibilidades para o campo das imagens. Dentre as categorias de arte feita em smartphones ou tablets, a Finger painting (pintura a dedo) possui inúmeros aplicativos que permitem ao artista digital a escolha de pincéis de tamanhos e formas variadas. David Hockney, Kyle Lambert, Seikou Yamaoka, Jorge Colombo são alguns dos artistas que tomam estes aparelhos e suas telas diminutas

[close]

p. 9

9 ABSTACCIÓN GEOMÉTRICA TRANSFRONTERIZA Aida Inés FLORIDO BERROCAL Master en producción e investigación en arte T. Fernanda GARCÍA GIL Profesora Titular de la Universidad de Granada La abstracción geométrica a lo largo de su historia y desarrollo se ha visto materializada en un amplio campo de disciplinas artísticas. De hecho, si revisamos gran parte de la trayectoria de muchos artistas geométricos podemos comprobar cómo la gran mayoría han ido saltando de disciplina en disciplina sin mayor preocupación que materializar sus ideas. Ejemplo de ello pueden ser artistas como Vladimir Tatlin, El Lisstzky, Alexander Rodchenko, Lalslo moholy-nagy , josef y anni albers, Max bill, Jesús Rafael soto, Jean Tinguelly, Victor Vaserely, Sol Lewitt, Donal Judd, Frank Stela, Peter Halley o Imi Knoebel, entre muchísimos otros artistas. Una tendencia que suele repetirse con asiduidad es el comienzo de la utilización de la abstracción geométrica partiendo de la pintura, cuadros de pequeño a gran formato donde los límites entre dibujo y pintura no son necesarios. Son continuados por la necesidad de desarrollar volúmenes de las formas plasmadas, sugiriendo el siguiente paso hacia una suerte ilimitable entre pintura e instalación. Cuadros donde el 2D es intercalado directamente con el 3D motivado principalmente por la utilización de materiales poco convencional como el cristal, el metal, el hilo, etc. El formato lienzo o cuadro en casi todos estos casos se aprecia anecdótico y opresivo concluyendo finalmente por con la apropiación del espacio a exponer o como está sucediendo actualmente, el paso final de apropiarse literalmente del espacio público y vivencial de la ciudad o simplemente el exterior. Es entonces cuando nos preguntamos ¿Cuáles son las fronteras de la abstracción geométrica? ¿En qué consisten o que denominamos por fronteras? ¿Cómo podríamos llegar a definirlas? La respuesta principal que deberíamos de plantearnos es qué se considera frontera en el arte o más bien qué entendemos nosotros por frontera. GD2 - Arte e História na Contemporaneidade: implicações políticas JOGUE FORA SEUS PRÉ-CONCEITOS POR UM PIRULITO Carlos Eduardo Dias Borges UFES - carlos-eduardo-borges@ig.com.br O artigo apresenta algumas considerações que julgo pertinentes ao trabalho “Jogue fora seus pré-conceitos por um pirulito” realizado em 2014 no MUSA, como parte integrante

[close]

p. 10

10 do projeto “Independência: quem troca?”, participante do Prêmio Programa Nacional Funarte Artes Visuais 2013. Pretendo descrever, apresentar objetivos, observações e reflexões propostas e provocadas pelo acontecimento. O trabalho, basicamente, consistiu de duas pilhas de papel (na metade de uma folha de tamanho A3) em duas cores contrastantes. A palavra “conceito” foi carimbada em cada folha, quando era oferecida aos visitantes da mostra: “Independência a quem troca?”, com a pergunta: “Sr.(a), aceita um conceito?”. Em caso afirmativo se seguia a questão: “Amarelo ou azul?” Necessariamente, o visitante que aceitava subia as escadas levando o papel e, na porta da mostra, outro participante, sob uma “faixa” de tamanho semelhante e contendo o título do trabalho, oferecia um pirulito para que ele (ela) amassasse e atirasse o papel em um canto de entrada (em um monte), ou se livrasse dele em outro lugar que considerasse adequado. O pirulito tinha a forma de uma chupeta. Além da ideia de tomar um conceito em seu significado escrito, transformá-lo pelo seu deslocamento espacial em outro conceito (o de pré-conceito, verbalizado como preconceito), o ato executado leva a um envolvimento em uma rede de opções (responder a três perguntas) ligada a situação expositiva. Pretende provocar a reflexão sobre o próprio conceito, seu uso e sua compreensão. Assim esse texto, compõe a proposta (como extensão de sua parte escrita), contribuindo para ampliar a ligação dessa performance participativa com o meio acadêmico, já implícita em seu caráter pouco comercial, porém adequado a projetos (como os gerados pelo grupo de Pesquisa 3P) e editais públicos. Portanto assinalador também do emaranhado de relações que, em nossa atualidade, legitimam algo como arte. PALAVRAS-CHAVE: "Performance participativa"; "relações"; "conceito". Nesta pesquisa, investigo o espaço de consumo e sua permanência, que fazem parte da história do crescimento e desenvolvimento da região da grande Florianópolis, observados da década de setenta até hoje. Apresento diversos pontos de vista conceitual do espaço geográfico considerados por Milton Santos (1982) e de David Harvey (1980). Sob essa ótica, procuro relacionar o modo como se comportou e ocorreu a ocupação de novos espaços de consumo através da ligação da ilha com o continente. Mediante simulações por processos artísticos, apresento várias projeções como ficção/realidade dessas ligações ilha-continente, reconfigurando esses espaços de consumo, tendo como foco a ponte Hercílio Luz, um ícone de referência da região pesquisada. PALAVRAS CHAVE: Espaço de consumo; Deslocamento; Projeção urbana; Arte projeção. dentro de suas propostas artísticas estabelecem novos limites através de seus processos artísticos. A partir desse deslocamento dos limites se constroem novas propostas estéticas sobre identidade de gênero. Sendo o gênero a principal argumentação para esta pesquisa destacamos dessa maneira as representações simbólicas de construções dessa identidade na arte contemporânea. Esses questionamentos ultrapassam o campo performático e confrontam o que entendemos como masculino e feminino. Assim a dupla de performers Eva e Adele, transita pelo espaço museal tencionando questões relativas a essa temática. Nessa confluência nos deparamos com questionamentos sobre identidade, gênero, recepção, institucionalização e política. A ambiguidade criada dentro da obra da dupla Eva e Adele compromete o que entendemos como gênero fixo, pois os mesmos transitam de maneira fluida por essa questão, gerando ambiguidades e indefinições, o que torna seus trabalhos potencializados politicamente. PALAVRAS-CHAVE: gênero; identidade, performance; travestismo; arte contemporânea FINANCIAMENTO: CAPES O ESPAÇO DE CONSUMO E SUA PERMANÊNCIA NA REGIÃO METROPOLITANA DA GRANDE FLORIANÓPOLIS José Carlos da Rocha – Rocha UDESC - jokafloripa@gmail.com IDENTIDADE DE GÊNERO NA ARTE CONTEMPORANEA: TRÂNSITOS E QUESTIONAMENTOS. Emerson Cesar Nascimento UNICAMP - ecnascimento@iar.unicamp.br A arte contemporânea nos apresenta novos desafios e para seu entendimento devemos compreender a mesma como forma expressiva de novas estéticas que já não se comprazem com os parâmetros estabelecidos no passado. Dentro dessas propostas centralizaram inúmeras questões: simulação, fragmentação, identidade e gênero. O gênero nos condicionou a entender o corpo como território com limites estabelecidos por códigos estéticos e sociais. Nesse contexto, a dupla de performers Eva e Adele

[close]

p. 11

11 A POTÊNCIA ERÓTICA DO CORPO FEMININO OBESO: UMA APROXIMAÇÃO DOS FREAK SHOWS COM A POÉTICA DE ELISA QUEIROZ Júlia Almeida de Mello PPGA/ UFES - juliaalmeidademello@gmail.com PRÁTICA ARTÍSTICA E CAMPO PROFISSIONAL Neste artigo pretendemos analisar a potência erótica do corpo feminino obeso na arte, através da junção de elementos dos "freak shows" com o projeto poético de Elisa Queiroz. Os espetáculos que surgiram na Inglaterra no século XII obtiveram grande reconhecimento do público no final do século XIX e início do século XX. Pessoas que fugiam de alguma forma dos padrões de “normalidade” se apresentavam e nesse grupo estavam os obesos. Com o passar dos anos as mulheres corpulentas ganharam grande destaque nesse meio e a prática envolvendo espetáculos de nudez e promoção dos volumes tornou-se comum. Ao analisarmos os trabalhos de Elisa Queiroz, notamos características que compartilham com as das performers dos freak shows que possuíam um corpo semelhante, como Dainty Dotty. Queiroz explora a volúpia em seu projeto poético, acentuando suas “carnes”. O estudo permite a visualização do preconceito em torno do corpo gordo e reconhece essas práticas artísticas como espécie de resistência à hegemonia da “boa forma”. Os resultados permitem entrecruzamentos entre arte, história e política. PALAVRAS-CHAVE: arte, freak shows, Elisa Queiroz, obesidade, gênero. FINANCIAMENTO: FAPES Luciano Vinhosa Simão UFF - vinhosa@hotmail.com Em nossos dias, também nos de outrora, embora toda atividade investida de teor humano seja uma arte, somente alguns indivíduos são acolhidos ao seio da sociedade como artistas. Em se tratando de arte, a liberdade parece mesmo ilimitada. Mas sendo uma prática, aponta também para regras e procedimentos a se seguir. Pouco importa a princípio, e sobretudo na arte contemporânea, o tipo de “produto” que se gere, mas certamente se sua “qualidade” e se as condutas do artista atendem às expectativas do campo profissional. Essa premissa só reforça a ideia de especialização que a prática artística alcançou em nosso tempo. Porque ao se falar de atividade artística, fala-se também da construção de uma carreira, por mais reticente que se seja, ao menos em aparência, às condições do mundo do trabalho que a envolve. Reticências devendo muito ao mito romântico que sustentou durante anos a relação ambígua e muitas vezes tensa que a arte manteve com a sociedade que a viu nascer e que ainda mantém como um traço de reserva aristocrática que a impede de imiscuir-se completamente no mundo comum dos homens. Daí todo o mal entendido e as falsas controvérsias que se insinuam em torno dos contratos sociais vinculando a arte ao mercado e à cultura como um todo. Evidentemente, uma das funções política da arte desde o Romantismo, depois redobrada pelas vanguardas históricas, é tencionar, a seu modo, as instituições sociais ao mesmo tempo em que as infiltra. E isso às custas de um discurso muitas vezes equivocado e contraditório que insiste em reiterar sua autonomia ou, ao contrário diluíla completamente na cultura. Todavia, nossa experiência com a arte toma inevitavelmente a vida em suas diferentes facetas em revide a toda pretensa isenção mundana que tenta fazer da arte uma instância separada, inclusive da relação que ela mantém com o mundo do trabalho e a economia. Uma carreira, no entanto, como observou Krauss, passa sempre pelo processo de instrução inicial que, no caso da arte, pode ser o ensino formal em escolas de arte e cursos universitários; informal, como assistente em atelier; e, como é mais frequente, seguindo ambos, observando o trabalho de outros artistas, consultando livros, revistas e visitando exposições. A presente proposta de comunicação pretende trazer uma contribuição acerca da necessidade da formação artística tendo no horizonte o campo profissional e o lugar atual do artista na sociedade. Pretende questionar uma tendência atual vigente nas PALAVRAS-CHAVE: Pesquisa Somático-Performativa; Performatividade; (Inter)Artes;(Trans)Culturas. O DIA QUE VIREI O CÃO CHUPANDO MANGA: TRILHAS DE (INTER)AÇÕES E ENCRUZILHADAS (TRANS)CULTURAIS NA PERFORMANCE Leonardo Jose Sebiane Serrano UFBA - leosebiani@gmail.com Se pretende articular trilhas nas (inter)ações somático-performaticas da performance processual Perlimpli(nada)s; dita performance vem se desenvolvendo a partir de vários estímulos sensoriais in(corpo)rizados que vão somando há uns anos, links que se acharam na encruzilhada das (trans)culturas que transito como sujeito. A possibilidade de compartilhar vestígios, mutações, leituras, repercussões e extensões da Performance como ação catártica de trocas nas identificações culturais diversas.

[close]

p. 12

12 academias à não estabelecer diferenças entre a produção de artistas e de não-artistas, nivelando-as pelo crivo da ação direta no curso da vida. A tese que defendo é que, diferente do não-artista, o artista não se furta de elaborar uma “obra” e de se recortar no campo social como “artista”, mesmo se consideradas as fragili dades que essa “profissão” implica PALAVRAS-CHAVE: Prática artística; formação; campo profissional ocupação. Tendo em comum, nesses fatos, a ausência de delimitações claras que impeçam o fluxo de entrada e, mesmo de extensão do espaço ocupado com a rua. Nesse ínterim, o espaço estabelece-se como um jogo silencioso de contaminações pela presença do meu corpo que interage com o lugar pela permanência da “casa” com a impermanência da imagem absolvida pelo público, processo que gera fluxos de contaminações entre ambas, de forma que o sujeito da percepção passa a ser o corpo do outro, conforme Merleau-Ponty (2000) em Fenomenologia da percepção afirma ao descrever “que é o corpo que percebe – e não a alma” ao contrapor-se a Descartes, para quem o sentir é um modo da substância pensante, que acredita que é a alma e não o corpo quem tem essa prímicia. Assim, perceber e sentir passam a serem fenômenos que dependem da capacidade do sujeito de decompor o objeto em qualidades simples, organizando e atribuindo significação aos materiais. Dessa forma, o outro aqui representado é também a extensão de mim mesmo nesse espaço, pois são os olhos que percebem a casa que me torno ao confrontar os espaços negativos e positivos da imagem e também o outro é quem eu não sou mais, quando minha ausência pode ser presente em quem a percebe no silencio da performance do meu corpo instalado no espaço. PALAVRAS-CHAVE: Corpo, Performance, Arquitetura, Arte Contemporânea, Site Specific O CAMPO DA GRAVURA ARTÍSTICA NAS DÉCADAS DE 1950/60, NO RIO DE JANEIRO: POÉTICAS E POLÍTICAS. Maria Luísa Távora PPGA / UFRJ O Rio de Janeiro, nestas décadas, constitui cenário da ativação da gravura artística, intensificada com as poéticas informais de Fayga Ostrower, Edith Behring, Roberto De Lamônica, Anna Letycia, Rossini Perez, entre outros. Caracterizou este momento o impulso institucional, com a multiplicação dos espaços de circulação: salões, bienais, cursos. Tal produção contou com apoio privilegiado do Itamaraty, endossando-a como representativa da criação “brasileira”, em tempos de tensão e de censura política. PALAVRAS-CHAVE: gravura abstrata – política cultural – Rio de Janeiro A TRADUÇÃO COMO PRÁTICA SITE SPECIFIC Pólen Pereira Sartório PPGA/ UFES - poleeeen@gmail.com Toda comunicação verbal humana sempre envolve algum tipo de tradução e nas práticas artísticas não seria diferente. Segundo Octavio Paz, a própria língua, em sua essência, já é uma tradução: em primeiro lugar do mundo não verbal e, em segundo, porque todo signo e toda frase é a tradução de outro signo e de outra frase. O traduzir é um ato implícito em todo e qualquer ato de comunicação, sendo as palavras emitidas ou recepcionadas. Entender os significados já é traduzir. Roman Jakobson diz que podemos distinguir de três maneiras a forma de interpretação dos signos verbais: a tradução para outros da mesma língua, a tradução para outra língua ou para um sistema de símbolos não verbais. O papel de um tradutor vai muito além de ler e entender um original e transpor de forma a ser compreendida pelo seu público. Um tradutor deve conhecer seu lugar de destino e criar a nova obra a partir disso. Como um artista que trabalha com práticas site specific, o tradutor também o deve fazer. A CASA Marcos Paulo Martins de Freitas UFES - marcosmartins.urbe@yahoo.com.br A ação de ocupar com meu corpo espaços intersticiais e ruínas de arquitetura nas cidades vêm se dando como uma poética cuja ação performativa atribui ao corpo o status de construção arquitetural, de casa. Posiciono-me no centro dos terrenos baldios e ruínas de arquiteturas, em pé e imóvel, a fim de registrar em fotografia a dicotomia entre o antes vago e o agora preenchido pelo meu corpo. Criando assim os dípticos ‘a Casa’ com fotoperformances em papel matte color, de tamanhos 40x60cm (cada imagem). Os terrenos são propriedades de terceiros (públicos e privados) cujo meu corpo é posto a vencer os limites da propriedade estabelecendo ai o delito pelo binômio invarsão-

[close]

p. 13

13 A priori, a tradução pode ser considerada uma forma de tornar o original acessível. Ao nos atermos só a esta busca pelo conteúdo original, ignoramos todo o contexto que estamos e/ou para o qual queremos ir e nos colocamos como meros receptores de qualquer informação. Todas as possibilidades que a tradução nos permite de entender, transformar, apropriar e criar algo, só são possíveis se pensarmos na tradução como uma prática site specific. Ignorar o contexto da tradução é fazer do “traduzir” um simples verbo de ligação – de um ponto a outro de forma linear. E, apesar dessa prática ser comum, cômoda e, por muitas vezes, ser até satisfatória, a tradução deve ir além. A tradução deve também ser um processo de criação, não somente de uma obra, mas de uma realidade. A tradução tem a capacidade de transformar discursos; criar novas opiniões, ideias, conceitos e, também, obras artísticas contemporâneas, pensadas como práticas site specific. PALAVRAS-CHAVE: tradução; site specific; arte contemporânea na obra como gênero musical que cria um desacordo com as mídias oficiais pelo seu ethos violento decorrente da brutalidade e sexualidade das canções e seu próprio território limitado aos guetos das favelas cariocas, mas que mesmo oprimido acabou tornando-se popular. Assim, o objetivo do artigo é refletir sobre o conceito de antropofagia a partir da obra “Funk Staden” pelo seu valor crítico da cultura, de modo que possibilite uma análise dos mecanismos de controle do Estado, visto como instrumento que agência cortes e exclusões a partir de suas próprias regras e apenas consegue encontrar a imagem do exótico nas minorias por ele oprimidas. PALAVRAS-CHAVE: Dias & Riedweg; Antropofagia; Violência O LIVRO SOBRE ARTES VISUAIS PARA CRIANÇAS: ALEPH DA OBRA Renata Azevedo Requião PPG Artes Visuais / CeArtes / UFPel - ar.renata@gmail.com DIAS & RIEDWEG E A VIOLÊNCIA ANTROPOFÁGICA NA OBRA “FUNK STADEN” Rafael Pagatini UFES - rafael.pagatini@gmail.com Renata Rosetti UFES O presente artigo tem como objetivo analisar a forma como o conceito de violência antropofágica se estrutura no projeto dos artistas Maurício Dias (1955) e Walter Riedweg (1964) intitulado “Funk Staden” constituído por uma série de cinco fotografias analógicas e um vídeo. O projeto foi desenvolvido a partir do confronto de contextos históricos distintos, no caso o livro "Duas Viagens ao Brasil" do aventureiro alemão Hans Staden (1557) e o funk carioca. As ilustrações do livro serviram como base para a captação de imagens de frequentadores dos bailes. A antropofagia apresentada no manifesto de Oswald de Andrade como procedimento cultural está presente na história brasileira desde seus primeiros registros. Como conceito constantemente abordado nos estudos sobre cultura e arte sua definição se estabelece na forma de resignificação não apenas do outro externo mas igualmente do próprio eu, enquanto estratégia de emancipação cultural, como podemos analisar na abordagem que Paulo Herkenhoff faz da antropofagia para a XXIX Bienal de São Paulo (1998). O trabalho dos artistas Dias & Riedweg permite uma releitura da história e revela mecanismos ainda vigentes de dominação cultural européia através de certas políticas brasileiras que diminuem a influência indígena na cultura. O funk carioca se apresenta Este trabalho pretende discutir, como parte de uma concepção mais alargada de Projeto de Leitura, certa produção do mercado editorial no Brasil, especificamente de livros sobre Artes Visuais, voltados particularmente às crianças (percebidas como "público em formação"). São entretanto, e talvez curiosamente, livros legíveis por qualquer pessoa interessada em Artes Visuais, graças a sua qualidade e abordagem. Sua inequívoca qualidade gráfica, sempre diretamente relacionada ao tema e/ou ao artista apresentado pelo livro, a dinâmica da linguagem, as proposições trazidas, as questões relacionadas à Arte (questões acessadas apenas pelo "pensamento artístico"), apontam para uma específica noção política de "formação (de público)", diretamente associada à Educação, que precisa ser considerada. Refiro-me aqui com maior ênfase aos livros que tratam das Artes Visuais na Contemporaneidade, cuja produção se coloca como um desafio ao público. Quando pensamos nas dimensões continentais de nosso país, e nas tantas cidades sem qualquer equipamento voltado às Artes Visuais, os livros sobre Artes Visuais se configuram como um dos objetos industriais, desses tempos de "reprodutibilidade técnica", de importância fundamental, pois capazes de estimular "experiências" individuais e estésicas com obras de Artes Visuais, mesmo a distância e em escala reduzida. Aceita-se aqui que o livro sobre Arte funcionaria como uma espécie de maquete da obra de arte, pela riqueza de sua elaboração e por suas características (inclusive as táteis). O livro concebido como um aleph da obra de Arte nele apresentada, como sugere Piglia a partir de Jorge Luís Borges. Interessa-nos considerar o tipo de discurso que algumas coleções e alguns autores vêm constituindo na abordagem desse

[close]

p. 14

14 campo tão instigante que é o das Artes Visuais Contemporâneas. Nossa compreensão é de que tais livros ampliam a relação do público com o Campo das Artes, e naturalmente modificam nosso "estágio civilizatório". PALAVRAS-CHAVE: livros; artes visuais contemporâneas; experiência; projeto de leitura TÁ VIVA A LETRA! Rubens Pilegi da Silva Sá FAV / UFG - pileggisa@gmail.com Costureira de uma cidade no interior do norte do Paraná, Jardelina da Silva (1929-2004) gritava nas ruas, com a missão de "salvar o mundo". A cada aparição, criava uma nova vestimenta, fazendo-se fotografar no estúdio local. Foram mais de 200 fotos, realizadas durante anos, vestida com roupas de samambaia; panos de mesa 'furtados' - em nome de seus "exus" - de festas de casamento; bonés que ela revestia de camadas de lantejouas e histórias reais; nua, depois de uma semana sem tomar banho - vestida de "cheiro" - além de muitas outras. Suas aparições despertavam curiosidade e espanto na cidade, uma vez que ela tanto poderia entrar dentro de um banco para 'depositar' um saco de sal sobre o chão do local, em um ritual do "salário", quanto colocar sobre o caixão de defunto da funerária um pedaço de carne comprada do açougue. Apesar do aparente absurdo de tais ações, para Jardelina tudo se encaixava em um discurso onde se misturavam Lampião, Jesus Cristo e as histórias que a mãe contava, quando ainda era criança. Conheci Jardelina em 1995, quando me deparava, como artista, com as questões da arte urbana e também estava interessado pela arte produzida fora dos espaços institucionais. Com ela, entendi que as questões sobre produção e circulação de arte eram de ordem diversas e passei a divulgar o seu trabalho e a história de sua vida, ao mesmo tempo em que desenvolvia meu trabalho com coletivos, ações de deslocamentos de sentidos e aliterações visuais e verbais. Além disso, a partir de suas fotos, entrevistas gravadas e publicações em jornais e revistas, criei - apropriando-me de suas realizações - o 'Museu Jardelina', que vem sendo veiculado como parte de minha própria obra. No presente artigo, apresento algumas passagens da vida de Jardelina, sua visão poética e profética, discorro sobre o nosso encontro criativo e sobre a questão da apropriação. E, finalmente, como meu trabalho artístico se comporta conceitualmente frente a essas questões. PALAVRAS-CHAVE: "loucura"; "criatividade", "circulação", "apropriação"

[close]

p. 15

15 PLANTE NA PRAÇA: CONSIDERAÇÕES SOBRE O PROJETO ARTÍSTICO COLABORATIVO Andressa Boel IARTE-UFU - boel.ufu@gmail.com Beatriz Rauscher IARTE-UFU O artigo trará considerações preliminares sobre o projeto de pesquisa intitulado Plante na Praça. Trata-se de um projeto artístico que tem como objeto de estudo a experimentação de matérias efêmeras e o agenciamento de ações colaborativas que permitam tomar o espaço público como um território de troca de experiências, local para inícios de conversas, amizades, enfim, um local mais propício ao convívio social. O projeto que teve início em fevereiro de 2014 na Praça Said Chacur (localizada no Bairro Santa Mônica, Uberlândia-MG), apostando na presença diária e agenciamento da artista como elemento desencadeador do processo colaborativo. Na ocasião foram plantados oito canteiros de girassóis. O convite aos moradores e frequentadores da região da praça para elaborar ações paisagísticas no local incentiva a criação de suas marcas de identidade e afeto pela praça através do cultivo de plantas. O objetivo é modificar esse lugar com a colaboração, intenção e marcas pessoais de quem o frequenta. O cuidado com as plantas e a dedicação de cada um com o que semeia modifica, consequentemente, o cotidiano dessas pessoas. Completando seu sexto mês de atividade, a ação apresenta seus primeiros resultados que permitem, através deste artigo, estabelecer uma reflexão sistematizada sobre: a escolha do local para a criação coletiva de um jardim; a adesão e envolvimento da comunidade no projeto; a escolha do elemento ativador das ações; a elaboração de arquivos de documentação e a analise das ações desta etapa da pesquisa. Considerando a articulação teórico-prática, nossa fundamentação, recorremos à “Estética da Impermanência” de Rosenberg, que se justifica pelo fato de que as intervenções transitórias, construídas com materiais efêmeros permitem participar da vida dos espectadores e os tocam por participar ativamente de tal fragmento de sua vida. Recorreremos também à discussão posta por Kwon (2008) sobre as tensões do espaço urbano que permitem e alimentam o debate sobre o site e a comunidade que compõe e modifica o espaço escolhido e ativado pelo trabalho artístico. O convite para partilharem e desfrutarem da praça e suas possibilidades nos aproxima da discussão posta pela “Estética Relacional” (Bourriaud, 2009), que põe ênfase de atuação na esfera das interações humanas. PALAVRAS-CHAVE: ações artísticas; comunidade; site-specificity GD3 - Práticas relacionais, interativas e colaborativas: aspectos da subjetividade na arte contemporânea

[close]

Comments

no comments yet