Jornal dos Estatutários - Nova Edição 14 - 11/11/2014

 

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Boletim informativo do Sindicato dos Servidores Municipais Estatutários de Santos

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Jornal dos ESTATUTÁRIOS Data-base UNIDADE E LUTA Ano IV - Nova fase, edição Nº 14 – novembro 2014 S I N D I C AT O D O S S E R V I D O R E S E S TAT U T Á R I O S M U N I C I PA I S D E S A N T O S Sindest ampliará lutas e conquistas do servidor Fotos Arquivo Sindest Melhor que a campanha salarial se resolva de forma negociada, mas, se tiver que ir de novo às ruas, iremos Falta um mês para começarmos a campanha salarial, mas diretoria já pensa o que reivindicar e a forma de mobilizar A assembleia para definir as reivindicações da data-base de fevereiro será em 19 de novembro. Mas a campanha salarial já vem sendo pensada pela direção do Sindest. Por enquanto, estamos na fase das conversas informais, na sede do sindicato e nos locais de trabalho, com os associados mais preocupados com a organização da categoria. Antes da assembleia, esperamos ter dialogado com um número suficiente de servidores que apresentem, de antemão, as reivindicações que querem encaminhar à prefeitura. Vamos todos pensar nisso a partir de agora, promover detalhado levantamento dos déficits salariais e das condições de trabalho, pois é assim que se inicia uma boa campanha. Aposentadoria Embaçada a especial Por enquanto, a aposentadoria especial enfrenta alguns entraves. O sindicato estará neste mês em Brasília, no Ministério da Previdência Social, e espera trazer boas novas na próxima edição. Se o desfecho não ocorrer neste fi nal de ano, como gostaríamos, talvez seja o caso de intensificar a mobiliza ção da categoria, com a campanha salarial, para resolvermos a questão. Assembleia da campanha salarial Sede do sindicato - Rua Monsenhor de Paula Rodrigues, 73 19 novembro, 4ª-feira, às 19 horas

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Jornal dos ESTATUTÁRIOS Na luta Nº 14 – novembro 2014 - Página 2 Jornal do Sindest. Publicação do Sindicato dos Servidores Estatutários Municipais de Santos. Rua Monsenhor de Paula Rodrigues, 73, Vila Mathias, Santos, 13-3202-0880, contato@sindest.com.br , www.sindest.com.br . Presidente: Fábio Marcelo Pimentel. Diretor responsável: Rogério Catarino. Redação e edição: Paulo Esteves Passos, MTb 12.646, matrícula sindical 7588 SJSP. Colaborador: Mário Ribeiro, MTb 15.381 Diagramação: www.cassiobueno.com.br Impressão: Graficópias Nunes. 10 mil exemplares. Pessoal de turismo conquista benefícios Pessoal conquistou horas extras de 50% ou 100% nos domingos e feriados dependendo de folga durante a semana O Sindest aguarda o desenrolar do processo 946-2014, relativo às condições de trabalho dos guias turísticos e recepcionistas bilíngues da secretaria de turismo. Os diretores do sindicato Pedro da Matta e Josias Aparecido se reuniram com um grupo desse segmento, em 23 de julho passado, e aprovaram uma pauta de negociações. Nessa reunião foi também formada uma comissão. Logo em seguida, protocolamos pedido de reunião com o secretário de turismo, Luiz Dias Guimarães, ocorrida cinco dias depois. Os diretores do sindicato e Saúde Mário Ribeiro Diário do Litoral os integrantes da comissão perguntaram por que a prefei tura não pagava as horas ex tras referentes aos domingos e feriados. Mais: por que era proibido o ponto facultativo ao pessoal? E ainda por que as dependências do paço municipal não eram liberadas para os profissionais que trabalham nos finais de semana e feriados. Em 19 de agosto, o presidente do sindicato, Fábio Pimentel, acompanhou os diretores Pedro e Josias Aparecido, mais os funcionários André Cruz e Sheila Costa, em nova reunião com a prefeitura. Guias turísticos e recepcionistas bilíngues agora podem usar refeitório do paço municipal nos finais de semana e feriados Lá estava, além de Luiz Guimarães, o secretário de gestão, Fábio Ferraz, que acabaram atendendo a maioria das reivindicações, entre elas a chave de refeitório do paço para o pessoal do bonde almoçar. Melhor ainda, regularizaram o pagamento de horas extras nos domingos e feriados: 50% quando houver folga durante a semana e 100% quando não houver. Ficaram acertados ainda um bônus compensatório do ponto facultativo trabalhado e uma comissão permanente de funcionários para encaminhamento de mais reivindicações. Capep dificulta cirurgia de catarata O sindicato aguarda retorno da Capep sobre tratativas com as clínicas conveniadas para cirurgia de catarata. A fila, que não anda, tem quase 100 pessoas na longa espera. O Sindest procurou a caixa de pecúlios para encaminhar reclamação de uma sindicalizada. Ela não conseguia autorização para a cirurgia e foi ao sindicato pedir ajuda. Constatamos que o paciente identificado com a necessidade da cirurgia passa primeiro pela perícia. Depois, pela assistente social. E então entra na fila. Pior: as cirurgias estão suspensas. A situação é de desperdício. Primeiro, a pessoa passa pela consulta e faz todos os exames. Aí, entra na fila. Quando chega a hora da cirurgia, tem que fazer os exames de novo. Verificamos ainda que, para a mesma cirurgia, com a mesma técnica e as mesmas lentes, os custos chegavam ao dobro. E as pessoas às escuras, com risco de deficiência. Na reunião com o sindicato, a Capep ficou de conversar com os médicos e clínicas, eliminando as filas em um mês. Até agora, porém, nenhuma medida foi adotada. Administração da caixa de pecúlio ainda não resolveu o grave problema que pode cegar várias pessoas Mútua Ajuda vem num momento difícil A Mútua Assistencial dos Funcionários dos Prontos-socorros e Hospitais continua com inscrições abertas, para novos associados, com idade máxima de 45 anos. Fundada em 1967, a organização tem hoje 422 associados. Seu presidente é o diretor do Sindest Antônio Carlos Prado. Walter Dias, ex-presidente do sindicato dos radialistas, é o tesoureiro. Quando morre um associado, o grupo recolhe o equivalente a 10% do salário mínimo de cada um, o que hoje soma R$ 28 mil, valor distribuído ao beneficiário legal.

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contato@sindest.com.br • www.sindest.com.br Rua Monsenhor de Paula Rodrigues, 73, Vila Mathias, Santos SINDICALIZE-SE 13-3202-0880 Jornal do ESTATUTÁRIOS Árvores e plantas do horto florestal, jardins agora são cuidadas por empresas terceirizadas Nº 14 – novembro 2014 - Página 3 Horto e jardins Pra não dizerem que não falamos das flores Fotos: Diário do Litoral Jardim da praia e horto municipal já não embelezam tanto nossa cidade quanto outrora Que saudades os santistas têm daquele belo jardim da praia, que fazia da nossa cidade referência nacional e mundial. Seus quase sete quilômetros de extensão o colocaram no Guiness Book. Esse jardim tinha antes uma incrível diversidade. Nele, cultivaVitória vam-se espécies exóticas de todo o mundo: lírios, girassóis, as mais diversas plantas e flores do planeta. Todo esse patrimônio era cuidado por jardineiros de ofício. Havia, no horto municipal, um viveiro diversificado de matrizes para embelezar todo o jardim da orla, praças e canteiros da cidade. Hoje, temos um jardim carcomido, metade grama metade barro. Não temos mais aquela sementeira, mas apenas mato que tampa a visão e abriga ladrões. Não bastasse, a prefeitura resolveu extinguir a importante função de jardineiro. Todos estão aposentados ou em visas de se aposentar. E sem concurso para suprir a necessidade. Agora, são empreiteiras, como a Terracom, que fazem esse serviço. O problema é que essas empresas terceirizadas não têm Câncer jardineiros em seus quadros profissionais. Eles acham que capacitar os profissionais é dar palestra de duas horas e é suficiente para ensinar o fabuloso ofício de cultivar um ser vivo que não fala, não anda, mas se expressa com sua beleza. Após demissão injusta, guarda retorna ao trabalho Corria tudo bem na vida do guarda municipal Adautol Batista Nascimento Júnior. Até que, em meados de 2012, uma forte chuva inundou o local da zona noroeste de Santos, onde ele tinha sua casa. Ele, a mulher e dois filhos perderam todos os móveis. Além disso, ele teve um grande problema patrimonial. Tudo isso o levou a uma depressão e consequentes faltas ao trabalho. Passada a crise, quando já estava trabalhando normalmente, ele recebeu a triste notícia de um processo aberto automaticamente pelo departamento de recursos humanos (drh), motivado pelas faltas. O processo tramitou na comissão de inquérito (cominq) e resultou em sua demissão. Insatisfeito com o encaminhamento dado pelo outro, ele procurou o nosso sindicato para providenciar os recursos necessários. Imediatamente, o jurídico do Sindest apontou vícios e falhas processuais que possibilitaram, por meio de um recurso simples, sua reintegração ao cargo. A demissão foi publicada no Diário Oficial de 20 de maio de 2014. Adautol, que ficou demitido por três meses, após 25 anos de trabalho, é só agradecimento. Ele voltou em 21 de agosto. “No começo, fiquei muito angustiado, pois sempre cumpri minhas obrigações. Pela primeira vez, me vi sem ter para onde ir. Não desejo isso a ninguém”, diz ele. “Agradeço primeiramente ao acolhimento que tive do Sindest. Mesmo demitido, sem ser sindicalizado, fui muito bem atendido, bem tratado e tive todas as minhas necessidades atendidas”. “Agradeço também ao comando da guarda, que forneceu toda a documentação que eu necessitava para poder entregar ao advogado do sindicato, que conseguiu reverter o processo”, finaliza Adautol. Outubro rosa, novembro azul O câncer de mama é amplamente combatido no Brasil. Graças à campanha ‘outubro rosa’ e à cultura das mulheres fazerem seguidos exames, os índices de ocorrência da doença vêm diminuindo. Infelizmente, o mesmo não ocorre com os homens, vítimas cada vez mais do câncer de próstata. A campanha ‘novembro azul’, por exemplo, nunca mobilizou os marmanjos. O maior impedimento à procura médica está no tal exame do toque. A maioria dos homens acha que isso denigre a masculinidade e fica assim vulnerável a uma doença agressiva e devastadora. Inconformado pelo fato da Capep não ter nenhum programa voltado ao assunto, a direção do Sindest procurou os representantes da caixa de pecúlios para debater o problema. Nossas sugestões foram aceitas e está rolando, neste mês, uma parceria com a prefeitura, baseada em palestras, consultas e exames clínicos para diagnósticos. Informações no sindicato.

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Jornal dos ESTATUTÁRIOS Perigo! contato@sindest.com.br • www.sindest.com.br Rua Monsenhor de Paula Rodrigues, 73, Vila Mathias, Santos SINDICALIZE-SE 13-3202-0880 Nº 14 – novembro 2014 - Página 4 Zona Noroeste Prédio da Prodesan caindo pelas tabelas O prédio da Prodesan tem nove andares. Há poucos dias, estourou o encanamento de água do sétimo andar para baixo. E o que se viu foi o caos, inclusive com danos a documentos importantes. Nos tetos, o gesso está caindo e luminárias correm risco de se desprender. Em alguns andares, o forro está escorado com madeiras, para não despencar. Parece brincadeira dizer que esse vazamento foi a gota d’água na situação deplorável do prédio. Melhor dizer que foi um jato d’água. Ou um bal de de água fria em quem fecha os olhos para o problema. Em 2012, a diretoria do Sindest vistoriou o local e não gostou do que viu. O térreo estava escorado com andaimes de ferro e vigas de madeira, como se fosse possível isso segurar a estrutura de nove andares. Há rachaduras em todos os patamares, com frestas onde cabe um dedo. Tudo foi ocasionado pela construção de um prédio ao lado. Quando batiam as estacas, os servidores ficavam apavorados. E até agora estão. Para evitar uma tragédia, o sindicato oficiou ao prefeito e o presidente da Prodesan, cobrando que reformem a estrutura do prédio, para garantir segurança e condições de trabalho. Ou então que transfiram os tantos funcionários das tantas secretarias para local seguro e tranquilo. O que não podemos é correr o risco de uma tragédia anunciada. Hospital continua sem ar-condicionado Foto de 6 de dezembro de 2013 mostram situação que permanece até hoje Tudo começou com a construção de um prédio ao lado. Quando batiam as estacas, os servidores ficavam apavorados. E até agora estão Diário do Litoral O complexo hospitalar da Zona Noroeste e a unidade básica de saúde do Bom Retiro, em Santos, estão sem sistema de climatização (ar-condicionado), o que compromete o atendimento aos usuários. A informação foi repassada ao Ministério Público do Trabalho (MPT), há poucos dias, pelo presidente do Sindest, Fábio Marcelo Pimentel. Relatório assinado por seis diretores informa detalhes da situação ao procurador do MPT Rodrigo Lestrade Pedroso. O maior problema está no centro cirúrgico, no andar térreo do complexo. Nesse local, há duas salas em uso e uma inoperante, onde o sistema de climatização não é usado por In loco causa de vazamento de água, o que gera até cancelamento de cirurgias pré-agendadas, devido ao calor. Em 5 de agosto, Rodrigo Lestrade havia notificado o Sindest para informar, em 20 dias, sobre a instalação de aparelhos de ar condicionado em três unidades de saúde naquela região. O ofício do procurador citava especificamente o pronto-socorro da Zona Noroeste, a unidade do Bom Retiro e a maternidade Silvério Fontes. Mas o relatório do sindicato foi mais abrangente. O MPT requereu as informações com base em denúncia que recebeu do Sindest, há poucos meses, sobre a falta de climatização naquelas unidades de saúde. Detalhando o problema O Sindest explica ao MPT que o complexo hospitalar da Zona Noroeste compreende o hospital Arthur Domingues Pinto, a maternidade Silvério Fontes e o pronto-socorro. O ofício relata que o hospital ocupa todo o segundo andar, com oito quartos e 16 leitos, onde não há nenhum sistema de climatização. Da mesma forma, o centro obstétrico, no primeiro andar, também com oito quartos e 16 leitos, não tem o sistema. No pronto-socorro obstétrico, no térreo, com salas de exames e repouso, a climatização é inadequada, sem manutenção e está fora de uso, segundo o relatório. No pronto atendimento infantil, no térreo, não há sequer sistema de ventilação, nem saída de emergência e muito menos sistema de climatização. No pronto atendimento adulto, no mesmo andar, todo o sistema de climatização está quebrado, por falta de manutenção. O equipamento inexiste ainda na sala de internação, também no térreo, com dez leitos na ala masculina e dez na feminina. A sala de emergência, no mesmo piso, com quatro leitos de terapia semi-intensiva, não tem ar-condicionado. Da mesma forma, na sala de infusão medicamentosa e de soro, ainda no térreo, apesar de muito quente, atingida o dia inteiro por raios solares, o sistema de climatização está quebrado por falta de manutenção. A unidade do Bom Retiro continua sem climatização, apesar de reformas anunciadas no Diário Oficial do Município, mas não iniciadas. O relatório é assinado pelos diretores Carlos Alberto Reis Nobre, Donizete Fabiano Ribeiro, Jose Antônio de Lima, Josias Aparecido da Silva, Manuel Lareu Pereiras e Pedro Rodrigues da Matta. Prédio da Prodesan faz parte da história arquitetônica de Santos e merece reforma compatível com sua importância

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