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Edição 203 da Revista Jornauto

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Expediente - Editorial Preparando e despreparando Na fase de transição da tecnologia de redução de emissões, quando passamos direto da Euro III para a Euro V em 2011, aconteceu, como todos sabem, uma grande procura pelos últimos caminhões com motor Euro III devido ao preço dos novos modelos. Aliás, isto está ocorrendo neste momento na Europa devido à transição da Euro V pela Euro VI. A princípio, as transportadoras achavam que seria vantajoso fazer essas compras, nem se fosse preciso deixar o caminhão estocado. Mas, na verdade, essa vantagem não aconteceu porque em 2012 o governo reduziu os juros cobrados pelo PSI/Finame e as prestações dos veículos adquiridos anteriormente se tornaram maiores do que às dos novos. Foi, portanto, um mau negócio. As montadoras, prevendo essa antecipação de compras, prepararam suas estruturas para aumentar a produção. E, assim, aconteceram dois recordes no mercado doméstico em 2011: o de produção com 217.781 e o de vendas com 172.902 unidades, incluindo os importados, inclusive aqueles pelas próprias montadoras. Apenas como base de partida, em 2009 as vendas de caminhões somaram 109.873 unidades, em 2010 subiram para 157.696. Como em 2011 as vendas alcançaram aquele recorde de 172.902 unidades, o reflexo veio logo no ano seguinte, quando foram comercializados apenas 139.147 caminhões. Os frotistas estavam supridos de unidades Euro III novas, aumentando a frota ou substituindo as mais velhas. Alguns deles, como dissemos, tinham unidades estocadas. Em 2013, vivenciando um ano totalmente atípico, mesmo com o governo metendo os pés pelas mãos e provocando um baixo crescimento econômico, a indústria foi obrigada a trabalhar com um mercado parecido ao de 2010, comercializando 154.549 unidades, nada tão ruim. A produção no ano passado somou 193.186 unidades, incluindo CKD, devido ao estoque carregado do ano anterior. Já 2014, em meio a um ano de Copa de Mundo desastrosa com gastos astronômicos e improdutivos na construção de estádios e ainda com as eleições, o reflexo não podia ser pior. Até agosto último, segundo a Anfavea, o licenciamento de caminhões foi de 87.837 unidades, 102.380 do ano passado. Isto é, -14,2% menor. Fazendo uma simples projeção da média dos 10 meses deste ano, a comercialização de caminhões poderá atingir 132 mil unidades no fechamento do ano. Poderia ser melhor se as exportações também não tivessem uma queda brusca, principalmente para o mercado argentino. Há quem diga que uma produção ao redor de 130 mil caminhões ainda não é tão ruim, mas o problema é que as montadoras ainda estaGilberto Gardesani no teste vam preparadas para aquela venda drive do novo caminhão Volvo FH recorde acima superior a 170 mil, ocorrida em 2011. Então, não há o que fazer senão cortar despesas, desmanchar a estrutura e montar uma nova com a consequente redução de mão de obra. Investimentos continuam, é claro, porque esse tipo de empresa não pensa no que acontece no ano ou no próximo, mas na década seguinte. Mas, o ritmo de desencaixe, sem dúvida, será bem mais lento. E para 2015? Quem arrisca uma previsão? Nada bom, mas não deverá ser um grande desastre e os fabricantes já estão ajustados para uma produção e uma demanda menor. Então, se tudo se acerta dentro de uma situação orçamentária atualizada, a disputa pelos clientes fica ainda maior. É proibido perder vendas. E todo esforço será pouco para manter viva a imagem do produto que levou anos para ser conquistada, mas se descuidar pode ser perdida em pouco tempo. É proibido cometer erros. Outro fator a ser considerado é a aceleração da produção das novas fábricas dos fabricantes recém-chegados como a DAF, International e a Schacman que vão brigar por um espaço nesse mercado. Some-se também a Sinotruk e a Foton que, com suas fábricas em construção, obtiveram autorização para importar certa quantidade de veículos sem o imposto adicional de 30%. Avizinha-se, portanto, uma disputa acirrada e, nesse aspecto, quem está assistindo de camarote são os frotistas, mas a vida deles não está fácil, também travam uma intensa disputa pela conquista de clientes que, por força de uma queda nas vendas, querem mais eficiência e custos menores. As rodovias provam isso: registraram em agosto o pior fluxo de veículos pesados dos últimos dois anos, reflete a morosidade da atividade econômica, segundo as concessionárias de rodovias. Então, vamos que vamos. Cadastro: cadastro@jornauto.com.br Distribuição/Assinaturas: assinatura@jornauto.com.br Assistente: Giulio Gardesani Tuvacek giulio.gardesani@jornauto.com.br Edição: Gilberto Gardesani editoria@jornauto.com.br Membro da Colaboradores: Adriana Lampert (RS) Alexandre Akashi (SP) Antonio Ferro (SP) Eliana Teixeira (ES) Fernando Calmon (SP) Guilherme Ragepo (BA) Luís Perez (SP) Mauro Geres (SC) Paulo Rodrigues (RS) Ricardo Conte (SP) Cultura automotiva EDIÇÃO 203- Outubro- 2014 Diretoria: Gilne Gardesani Fernandez Gisleine Gardesani Tuvacek Administração: Neusa Colognesi Gardesani Produção Gráfica: Daniel Moscardo Impressão: DuoGraf Uma publicação da Comercial: Sérgio Ribeiro sergio.ribeiro@jornauto.com.br Rua Oriente, 753 - São Caetano do Sul - SP Cep. 09551-010 PABX: (5511) 4227-1016 contato@jornauto.com.br www.jornauto.com.br Circulação Nacional: Distribuição dirigida aos diretores e principais executivos que decidem pelas marcas de veículos e peças utilizadas em suas empresas, nos segmentos de frotistas urbanos e rodoviários de cargas e passageiros, rede oficial e independente de oficinas mecânicas, retíficas, varejistas e distribuidores de autopeças, fabricantes de veículos, concessionários, autopeças, equipamentos, prestadores de serviços, sindicatos e associações de classes que representam todos os segmentos do setor automotivo brasileiro. Auditada pelo: Nosso perfil (our profile): www.jornauto.com.br 4 Revista Jornauto

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Inspirados pela segurança, movidos pela inovação. Volvo. Líder mundial em inovação, tecnologia e segurança.

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Mercado Disputa palmo a palmo Ricardo Conte | São Paulo – SP Uma combinação de fatores econômicos provocou este ano uma inversão de situação nas duas pontas do mercado de caminhões que caíram em média 20% e subiram os segmentos do meio, resultando queda média global de -14% ao mês. ustamente os caminhões leves voltados para a distribuição urbana e, surpreendentemente, os extrapesados mais direcionados ao agronegócio. “Essas duas atividades estão sendo mais afetadas”, opina com exclusividade à revista Jornauto o vice-presidente de Vendas e Pós-Vendas da VWC-MAN Ricardo Alouche. Para o CEO, além do comércio andar devagar, lembra que o escoamento das safras de 2014 esbarrou num problema internacional. “Os Estados Unidos também se deu bem com uma safra bastante produtiva, retraindo as exportações brasileiras”, informa. Como consequência, os preços das commodities caem em decorrência da oferta de produtos americanos. “Temos empresas estocando grãos, entre outros, esperando um momento mais oportuno de retomada de preços”, argumenta. Soma-se isso aos índices desfavoráveis apurados pelo IBGE e o registro do pior fluxo de veículos pesados dos últimos dois anos em agosto que, segundo as concessionárias de rodovias, foi negativo em 2,6%, revelando um novo indicador útil para estimar a morosidade da economia e do PIB, principal pilar desse mercado. “É natural ver o mercado de caminhões se retrair”, disse. Ricardo Alouche J Citando o carro-chefe da marca, o semipesado VW 24.280, veículo mais vendido na sua categoria há seis anos consecutivos, a montadora alemã manteve fôlego para enfrentar o atual cenário de declínio e, por apenas 0,5%, liderar o ranking com pouco mais de mil unidades comercializadas até setembro último. Alouche destaca também que seus modelos 6X4 utilizados nas usinas hidrelétricas têm movimentado um pouco o segmento de pesados, onde atua com os VW 26 a 31 toneladas. “Cresceu pela pressão exercida pelas empresas junto ao governo no primeiro semestre para o término das obras que haviam sido comprometidas”, disse. Liderança em risco? Dificilmente. Claro, nunca se canta a vitória antes do tempo. Mas é preciso esclarecer que dados apurados junto à Anfavea, ainda no acumulado até setembro, a referida diferença vem subindo de agosto para cá, e deverá continuar a subir, por um motivo simples. Boa parte das vendas contabiliza a licitação ganha junto ao Ministério do Desenvolvimento Agrário no ano passado. A indústria fechou um negócio de fornecimento de 4 mil veículos para o MDA no qual venceram também a Mercedes-Benz e a americana Navistar International. Como a MAN entregou boa parte da sua cota ainda no final de 2013, no primeiro semestre de 2014 a Mercedes-Benz saiu na frente nos emplacamentos: entregou 1.500 unidades da sua cota. Por conta disso, apontava-se um risco de virada na liderança. Abrindo aspas, justifica também o expressivo desempenho da International: entregou da sua cota 80% das 900 unidades contabilizadas nas estatísticas. Destaques por segmento Excluindo os semileves – onde a marca participa com o VW 5.140, por sinal, ausente no primeiro semestre não pela inexistência de procura, mas pela falta de oferta do produto (era adequado para dispor de freios ABS) –, os médios cresceram. Um pouco, perto de 10%, na comparação com 2013. Pena que seus volumes são os de menor expressão no mercado. Porém, foi quase o único segmento que teve como fator alavancador a Copa do Mundo. Caso do VW 13.190. “Esse incremento foi basicamente em função dos preparativos, do aumento de coleta de lixo e da distribuição de bebidas, principalmente nas cidades onde os jogos foram realizados”, explica. Ano ruim, mas de bom tamanho Embora o mercado esteja caindo, prevendo-se fechar esse ano ao redor de 130 mil unidades, na opinião de Alouche ainda não será uma grande catástrofe. “Será parecido com 2012. É bom lembrar que 2011 foi absurdamente maior, mas atípico, alavancado pelas compras antecipadas antes da mudança de tecnologia dos caminhões”, recorda. Para ele, a queda entre 2013 e 2014 não deverá ser tão expressiva. “É claro que não estamos confortáveis com o nível de negócios até o momento. O mercado está complicado. Mas não tenho dúvida de que o mercado reagirá a qualquer notícia positiva daqui (130 mil unidades) para cima e não para baixo”, conclui. 6 Revista Jornauto

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IVECO Inovar ouvindo os clientes Por Ricardo Conte | São Paulo - SP Ao completar um ano na vice-presidência para a América Latina da Iveco, Marco Borba, concedeu entrevista exclusiva à revista Jornauto para falar da atuação da Iveco nos últimos meses e próximos anos. O CEO deixa claro que o caminho para o crescimento da marca é inovar ouvindo mais os clientes. “É importante ampliarmos nossa oferta, mas acima de tudo entender a necessidade distinta de cada cliente a cada venda”, disse. Cita os semipesados, segmento dos mais representativos do mercado, que são encarroçados por diferentes implementos, para cada tipo de operação e rodam em condições adversas, dependendo da região. “Cada veículo deve sair de fábrica ajustado ao negócio e à rota do cliente, fundamentais para que possamos alinhar nossa estrutura de pós-vendas para dar assistência ao veículo”, argumenta. Destaca a linha Tector, desenvolvido para aplicações de 17 t a 26 t, que tem merecido atenção especial. “Precisamos escutar e acompanhar as avaliações do cliente para que possamos adequá-lo, cada vez mais, e a marca ser mais aceita pelo mercado”, coloca. O que vai de encontro ao estilo de trabalho deste executivo que, durante sua passagem pela New Holland, quando fez parte a partir de 2008, sempre deu ênfase nas áreas de desenvolvimento de rede, reposicionamento e lançamentos de produto para fortalecer as relações da rede e clientes finais. Marco Borba Semipesado invade médios Não deu outra e uma parte da gama desse caminhão invadiu a praia dos médios ajustado numa versão na faixa de 15 toneladas, que chegou para completar a lacuna que estava descoberta, voltada para entrega urbana e interurbana de custa distância. Para isso, a FPT, integrante do Grupo CNH do qual a Iveco faz parte, melhorou o motor da sua tradicional linha NEF, batizado de N45, com quatro cilindros e tecnologia SCR, que entrega 206 cavalos de potência. Marca a versão de entrada da gama Tector e amplia atuação da empresa de 9 t a 15 t de PBT. “Aumentamos as cilindradas em relação à versão anterior (de 3,9 para 4,5 litros) que resultaram em mais potência e torque. Porém, conseguimos reduzir 5% no consumo de combustível”, garante. Essa nova geração denominada Economy foi apresentada no ano passado na Fenatran, tendo como primeiros integrantes o referido Tector 15 t e o semipesado rodoviário Tector Stradale com motor N67, mais potente e de seis cilindros para aplicações vocacionais, como betoneiras. “São soluções que se mostram adequadas para operações específicas”, completa. Borba estima aumentar um ponto percentual na sua participação no total do mercado, hoje semelhante ao do ano passado em torno de 6,5%, com 6.555 unidades emplacas até setembro último, segundo dados da Fenabrave. Pouco mais de 25% representadas pelos Dailys semileves e leves para carga de 3,5 t a 7 t na versão furgão ou chassi-cabinado. A sua importância no mercado mundial foi recentemente coroada com a premiação anual “Van of The Year 2015”, na feira de Hannover, na Alemanha. “Vamos também consagrá-los no mercado latino”, acredita. Vertis início turbulento, hoje levanta vôo A Iveco busca nichos específicos e espera conquistar outro ponto percentual a mais nos médios. Como o novo Tector, a linha Vertis HD para aplicações de 9 a 13 toneladas, que completa um ano e oito meses de vôo, vem evoluindo suas vendas a reboque da expansão do comércio varejista de alimentação, materiais de construção, móveis e utensílios, entre outros. Segundo o CEO, teve um início de comercialização pouco turbulenta, porque alguns clientes reportaram problemas no power trem – conjunto que envolve motor, transmissão e eixos –, logo sanados. “Nos trouxeram informações importantes para que pudéssemos aprimorá-lo. Tanto que depois esses mesmos clientes nos têm confirmado sua satisfação na confiabilidade do conjunto, bem como de economia”, afirma. Em tão pouco tempo, suas vendas disparam, ficando com 7,5% de participação na sua faixa. Comparadas com o mês de agosto do ano passado, suas vendas aumentaram em 35%. Até setembro último, segundo dados da Fenabrave, Vertis HD figurava como quatro mais licenciados, somando mais de 1.016 unidades, apenas 100 unidades abaixo do Atron 1319 da Mercedes-Benz. Dentro do contexto CNH, que concentram atividades agrícolas e de construção, Borba fala de uma sinergia identificada, entre as empresas do holding, nesse processo, “Um cliente nosso de Mato Grosso, por exemplo, acaba sendo cliente de nossas linhas de máquinas agrícolas e/ou de construção. Hoje temos condições de oferecer soluções completas em termos de oferta de produtos CNH”, disse. O CEO nunca deixa também de buscar ações conjuntas com a rede, sempre girando em pouco mais 100 casas. “É um trabalho que acompanhamos de perto, porque mudanças de mercado, às vezes, acabam predominando numa região ou mais fortemente em outra”, conclui. 8 Revista Jornauto

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Tecnologia Michelin lança nova geração de pneus Gilberto Gardesani | São Paulo – SP Fabricante anuncia desenvolvimento de uma nova geração de pneus para caminhões e ônibus prometendo 10% a mais na durabilidade. A nova tecnologia é chamada de X Core, basicamente reforço na carcaça para obter mais durabilidade, segurança e conforto no rodar. O segredo, dizem os técnicos da empresa, é obter o melhor equilíbrio possivel entre a resistência à perfuração, aderência no rolamento, estabilidade, durabilidade, produtividade sem esquecer o meio ambiente. São muitos quesitos a serem considerados, por isso os fabricantes investem muito em pesquisas na busca do Fernanda Pimenta resultado ideal. “Com o objetivo de responder às necessidades dos clientes e se antecipar às evoluções do setor de transporte no Brasil, a Michelin realizou um estudo para identificar as causas que levam um pneu a se tornar inservível prematuramente, em seus diversos tipos de utilização. Com o resultado, desenvolveu tecnologias que proporcionam melhorias na resistência e durabilidade da carcaça, que é, para nós, o coração do pneu”, explica Fernanda Pimenta, Gerente de Marketing Produto da Michelin América do Sul. Fernanda revela que tudo isso custará apenas 1% a mais no preço do pneu. A partir de agora somente esse tipo de pneus será fabricado no Brasil em todas as medidas e que ele foi desenvolvido para ser utilizado tanto no eixo dianteiro como no de tração. contribuir para a redução do custo operacional do transporte”, enfatiza Feliciano Almeida, Diretor de Marketing e Vendas de pneus de ônibus e caminhão da Michelin para América do Sul. Mercado de pneus Existem, no Brasil, 20 unidades fabris de pneus de todos os tipos que produziram 68,8 milhões de unidades em 2013, empregando 28 mil pessoas, segundo dados publicados pela ANIP, Associação NacioFeliciano Almeida nal da Indústria de Pneumáticos. São seis os fabricantes de pneus de carga que produziram, também em 2013, mais de oito milhões de unidades. As vendas totais, naquele mesmo ano, somaram 72,6 milhões de pneus, incluindo as importações dos associados da entidade. Desse total, 52% foram vendidos no mercado de reposição por uma rede de 4.500 pontos, 31% destinados para as linhas de montagens e 17% exportados. A rede de revendedores gera mais de 40 mil empregos diretos. Segundo Carlos Eduardo Pinho, Diretor de Comunicação da Michelin, por razões estratégicas, a empresa não dá detalhes de seus números, mas garante que a marca é líder no mercado de pneus para caminhões e ônibus e que continua ganhando participação com a reconhecida performance de seus produtos.”Por isso, diz Carlos Eduardo, estamos lançando novas tecnologias aplicadas à carcaça radial de nossos pneus, oferecendo uma durabilidade e uma segurança ainda maior. Essa superioridade tecnológica nos coloca como a referência no mercado”. No coração do pneu As mudanças não são vistas pelos usuários, elas ocorreram dentro do pneu, por isso a denominação X Core, e foram realizadas exclusivamente no Brasil, no Centro de desenvolvimento de Tecnologias Michelin, por uma equipe formada por cerca de 120 técnicos e engenheiros. Com o objetivo de buscar mais resistência, foi desenvolvido e utilizado um novo composto interno de borracha para oferecer, além de maior resistência a choques e perfurações, maior número de recapagens, resultando em maior quilometragem ao pneu. Também está sendo utilizada uma nova proteção em nylon no aro do pneu, sendo mais resistente ao calor. A camada do topo dos pneus utiliza cabos de aço que agora são posicionados mais perto uns dos outros dando mais proteção aos choques, às agressões diversas, leia-se buracos, e às perfurações. “Sabemos que o pneu é um dos três maiores custos de um transportador. Por isso, torna-se fundamental, para o ganho de produtividade, utilizar todo o potencial da vida do pneu. MICHELIN X CORE™ vem justamente ao encontro desta demanda, respondendo às necessidades e expectativas do mercado, ao Revista Jornauto 9

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Tecnologia Melhor Volvo de todos os tempos Gilberto Gardesani | Curitiba – PR “É um caminhão totalmente novo”, afirma Roger Alm, presidente do Grupo Volvo América Latina. A única diferença com relação ao europeu é que lá o motor usa tecnologia Euro VI. Linha Volvo Volvo, sob a administração de Roger Alm, foi totalmente transformada em um dos mais modernos fabricantes de caminhões do Brasil. As instalações receberam novos prédios, os antigos foram modernizados e a linha de produção totalmente robotizada com um elevado grau de produtividade e confiabilidade. Acaba de inaugurar a Casa do Cliente, onde investiu US$ 15 milhões em uma imponente construção Roger alm desenhada especialmente para receber atuais e futuros clientes, dando treinamento técnico e comercial à sua rede de concessionários que deve contar com 100 casas até o final do ano. Conta com inédito simulador de direção e uma arena para fazer não só uma simples demonstração de seus veículos, mas dar um verdadeiro show onde destaca, de forma artística, todas as suas qualidades. Deverá receber cerca de 3 mil visitantes até o final do ano para conhecer os novos produtos. A Volvo informa que já vendeu mais de 35 mil unidabernardo fedalto des desse modelo na Europa, com enorme sucesso. Os novos caminhões estarão no mercado nacional a partir de janeiro de 2015 a um preço 20% maior. “Nós não vendemos preço, vendemos caminhões Premium para frotistas que sabem fazer contas”, afirma Bernardo Fedalto, diretor de caminhões da Volvo no Brasil. Ele revela que esse novo produto pode ser até 8% mais econômico do que os atuais. A 3% de redução de consumo. Tem 2,20 metros de altura no seu interior que foi totalmente planejado para dar conforto total ao motorista. Nada é igual à anterior, desde bancos, mais ergonômicos, comandos posicionados mais à mão com possibilidade dos botões serem trocados de lugar, porta objetos com 300 litros a mais, para-brisa arredondado nos cantos e agora colado, teto solar de série que tem também uma importante função de segurança, podendo ser utilizado como saída de emergência em caso de acidente e tombamento. Até o ar condicionado é novo. Um baixíssimo e surpreendente nível de ruído foi constatado pela reportagem em um teste drive realizado na pista do fabricante. Tudo o era bom ficou melhor, afirma Roger Alm. O retrovisor, por exemplo, reduz em cerca de 20% a obstrução da visão do motorista. O volante tem os principais comandos à mão como botão do piloto automático, do computador de bordo e do rádio. O freio de estacionamento é elétrico e automático. O da carreta agora está localizado na coluna de direção, não mais no painel. O banco e a coluna da direção têm múltiplos ajustes para atender qualquer tipo físico. Maior do mercado A nova cabina desenvolvida pela volvo está sendo aplicada na linha FH, FM e FMX. A linha VM foi recentemente atualizada e não sofre nenhuma modificação neste momento. A Volvo garante que é a maior, mais moderna e mais confortável do mercado, com um metro cúbico a mais no seu interior. Mais aerodinâmica, recebeu novos defletores, saias laterais e spoilers com ganhos que, somados, permitem até Não tem espaço inútil e pode receber vários equipamentos como frigobar, micro-ondas e outros. Os para-sóis foram substituídos por persianas. A cama é maior, com 800 mm de largura, mais confortável e pode ser dupla. A direção agora é servo assistida eletronicamente e a transmissão I-Shift, foi modernizada e está sendo aplicada em todos os modelos de caminhões da marca fabricados no Brasil. Tem navegador GPS, mas é opcional. A suspensão dianteira também foi uma das preocupações da engenharia da Volvo que desenvolveu uma nova geometria para melhorar ainda mais a dirigibilidade do veículo. 10 Revista Jornauto

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Mudanças e mercado Volvo FM Volvo FH Capacitada para uma nova era É assim que a Volvo denomina os novos tempos da empresa a partir do lançamento desses veículos que contam com a maior atualização de sua história no Brasil. A começar da sua imponente cabina com o mesmo design da atual que é comercializada na Europa. Foram seis anos de desenvolvimento quando 25 unidades foram destruídas para poder oferecer o maior nível de conforto e segurança de todos os tempos. Nesse período, a Volvo trabalhou não somente no desenvolvimento do produto, mas também em estudos para entender as mega tendências de mercado e os desafios cotidianos dos usuários que procuram por melhores resultados em pontualidade, imagem, gestão de frota, produtividade, segurança, inovação, custo operacional entre outros. A Volvo diz que trabalha baseada em cinco pilares. Disponibilidade, produtividade, economia, segurança e conforto. O objetivo é zero acidentes e zero desperdício e entra, definitivamente, na era digital com uma avançada plataforma eletrônica, oferecendo ferramentas ainda inéditas no Brasil. Ela reduz em cerca de 70% as usuais ligações elétricas. A começar pelo I-see, um sistema acoplado à transmissão I-Shift que lê e memoriza a topografia da estrada. A partir daí, em novas viagens pelo mesmo percurso, o veículo passa a ter um constante melhoramento no seu desempenho, com mais economia, de até 3% garante o fabricante, e também com mais segurança. O My Truck coloca o caminhão na mão do empresário. Ele recebe um aviso imediato se a cabina foi violada e pode acessar, a partir do seu celular, a posição da unidade e detalhes de como está sendo conduzida. I-Roll, sistema inteligente que dá ao operador a possibilidade de desengatar a transmissão para reduzir a rotação do motor, aproveitando a inércia, onde o relevo é favorável. O Dynafleet auxilia o transportador no gerenciamento da frota de caminhões com relatórios de desempenho que mostram o perfil do veículo e de cada motorista. Voar on Call, basta acionar um botão no painel para conectar o operador com o sistema de auxílio da Volvo em caso de pane. Dá a exata posição do veículo e permite contato de voz para detalhar o problema. A Volvo mensura somente o mercado com modelos de caminhões acima de 16 toneladas de PBT, segmentos onde atua. Revela que, em 2008, quando esse mercado vendeu 75,5 mil unidades, sua participação era de 12,8% e, para este ano, prevê um volume de 90 mil caminhões e sua participação era, até setembro, de 21,1%. Isto é, em 2008 comercializou Volvo FMX quase 10 mil veículos e este ano a previsão é de quase 19 mil. Enquanto esse mercado, no período cresceu 18%, a Volvo quase dobrou sua produção. Com relação às mudanças nos demais produtos, a linha FMX que também recebeu as novas cabinas, agora tem opção leito, novas tecnologias eletrônicas e as grandes modificações mecânicas, incluindo um motor de 540cv. E mais, está disponível nas potências de 370cv, 380cv, 420cv, 460cv e 500cv. Tem novas configurações com tração integral 4x4 ou 6x6 e eixo para 150 toneladas de PBTC. A caixa de câmbio eletrônica I-Shift foi especialmente configurada para operações off-road. Por sua vez, o FM que também teve sua cabina e seu interior totalmente renovado, está sendo lançado com a nova arquitetura eletrônica. Pode ser equipado com um motor de 380cv de potência, e o já conhecido de 370cv nas configurações 4x2, 6x2 e 8x2. Um novo eixo traseiro eleva sua capacidade de carga para 65 toneladas de PBTC. O fabricante destaca a versatilidade do FM com esse novo motor, com mais torque e equipado com o freio motor VEB410, dispositivo importante nesse segmento. Além do freio motor que pode chegar a 510cv, está sendo ofertado o retarder, freio auxiliar que, somados, alcançam mais de 1.100cv de potência no caminhão com motor de 13 litros. A suspensão pneumática é totalmente nova e os motores com 11 e 13 litros vão de 420cv a 540cv na linha FH, 380cv a 540cv na FMX e até 410cv na FM. Além dos novos equipamentos eletrônicos disponíveis na linha F, devemos acrescentar outros como o ESP (Controle Eletrônico de Estabilidade), ACC (Piloto Automático Inteligente) e o LKS (Monitoramento da Faixa de Rodagem). Fedalto revela que metade dos veículos vendidos já sai com contrato de manutenção que tem, atualmente, mais de 24 mil ativos. Revista Jornauto 11

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Comercial Leve Saveiro, agora com cabina dupla Gilberto Gardesani | São Paulo – SP Segmento de picapes derivadas é o único que cresceu este ano. Até julho foram comercializadas 150.015 unidades contra 146.872 em 2013. O aumento das vendas nesse período foi de apenas 2,1%, mas muito representativo em um mercado em recessão, que apresenta queda de 8% nas vendas totais envolvendo todos os segmentos. Esse segmento, que existe só no Brasil e África do Sul, é totalmente dominado pela Fiat Strada, como mostra o quadro estatístico, em razão do seu pioneirismo, da continuidade no desenvolvimento de novas e inéditas versões e na aplicação de avanços tecnológicos. Outros dois fabricantes: Peugeot com a Hoggar e a Ford com a Courier desistiram e encerraram a produção, deixando o mercado livre para essas três marcas. A imprensa noticia interesse da Renault com uma versão derivada do Logan. Busca por espaço É um segmento muito peculiar e complexo. Os produtos que, por ter uma caçamba, entende-se que deve ser utilizado por quem pretende transportar carga, claro que compatível com a capacidade do veículo em tamanho e peso. Mas, não é bem assim. A maioria das pessoas utiliza o veículo para as duas necessidades, especialmente para o lazer, levando, por exemplo, pranchas, motos e jetski. Mas é muito comum ver essas picapes voando nas estradas, vazias. A General Motors, até agora, não demonstrou nenhum sinal de que pretende brigar mais para aumentar sua participação no mercado, mas a Volkswagen sim, e lançou no mercado uma versão com cabina dupla com soluções interessantes e versões bem equipadas. “A Saveiro Cabine Dupla vem para incluir a Volkswagen em um novo segmento, formado por clientes de perfil diferenciado, que além de uma picape robusta procuram por um veículo para a família, com ótima dirigibilidade”, afirma o gerente-executivo de Marketing de Comerciais Leves da Volkswagen do Brasil, Marcelo Olival. Novidades da Saveiro Partindo da premissa de que a utilização desse produto é mista, nada como oferecer um produto com capacidade para mais passageiros e uma caçamba reduzida, mas aberta para ser utilizada para transportar, se necessário, até uma geladeira. São 580 litros ante 734 da versão normal. Em relação à cabina estendida, pesa somente 13 kg a mais. O design foi modernizado, sem fugir muito do padrão VW, este talvez seja o fator que dá aos produtos da marca um dos maiores valores de revenda. Abriga até cinco passageiros, claro, com algumas restrições. Ninguém faz milagre! Na parte dianteira, aliás, com interior redecorado, abriga bem dois adultos, mas na parte de trás pode levar três crianças com conforto ou dois adultos com até 1,70 m e uma criança. Uma solução interessante elevou o teto para dar mais conforto. Está sendo oferecida com quatro versões com motores 1.0 de 76cv e 1.6 com até 120cv e três de transmissões, uma com seis marchas. Com as diferentes versões, somam sete combinações diferentes. Com motor 1.6 a capacidade de carga total é de 607 kg. A versão de entrada, Trendline, já vem de série com direção assistida eletricamente, vidros dianteiros elétricos, travamento central, coluna ajustável, chave canivete, seis alto falantes e faróis duplos. A partir daí, as demais versões Higline e Cross dispõem de itens de conforto e segurança de avançada tecnologia como freio a disco nas quatro rodas, ESC – controle de estabilidade, ABS off-road, BAS – sistema de frenagem, ASR – controle de tração, EDS, bloqueio do diferencial - HHC, partida em rampa. A Trendline começa com R$ 47.490, a Higline R$ 52.720 e a Cross R$ 59.990. Tem garantia total de 1 ano, 3 anos para perfuração de chapa por corrosão e 3 anos para motor e transmissão. 12 Revista Jornauto

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Automechanika Automechanika Frankfurt bate recorde de público e expositores Alexandre Akashi | Frankfurt, Alemanha M esmo ainda sob efeito das recentes crises Nos cinco dias de evento, mais de 140 mil pessoas de 173 econômicas mundiais, a Automechanika países visitaram os 4.631 expositores de 71 nacionalidades da Frankfurt, realizada a cada dois anos na Alemaior feira de autopeças e equipamentos para manutenção manha, permanece como a maior feira de aftermarket do mundo. Este ano, de acordo com a organização do evenautomotiva do mundo, que apresentou as últimas novidades to, houve recorde de público e exposipara o mercado Europeu tores. Mais de 140 mil pessoas de 173 países passaram pelos portões durante os cinco dias de realização da feira, que contou com 4.631 expositores distribuDestaque na reparação ídos em onze pavilhões e 305.000 m². Na última edição, em 2012, haviam Em treinamento, a Messe preparou uma novidade para este ano, com uma pro4.597 empresas presentes. gramação especial de workshops para especialistas em reparação automotiva, Segundo Detlef Braun, membro do além das já tradicionais palestras técnicas que são ministradas por especialistas comitê executivo da Messe Frankfurt, em reparos de colisão, consultores automotivos, orientadores vocacionais e insorganizadora da feira, o aumento no trutores técnicos de indústrias e instituições de ensino. número de expositores reflete o enorJá em Competência em Caminhões, o destaque foi a participação dos mais de me dinamismo do aftermarket auto1.000 expositores especializados em veículos comerciais, que este ano ganharam motivo. “O crescimento da variedade identidade visual diferenciada, em laranja com a inscrição ‘Truck Competence’, de modelos assim como da complepara facilitar a visitação de frotistas e empresas de transporte. Vale lembrar que, DETLEF BRAUN xidade tecnológica dos veículos tem este ano, 100% dos veículos diesel comercializados na Europa devem atender a levado a um avanço no número de players no mercado, assim como no número legislação Euro VI, uma grau acima do que é adotado no Brasil atualmente, e que de peças de reposição”, diz Braun. traz significativo avanço, como emissões de óxido nitroso (NOx) 80% menores, Ele explica ainda que o pano de fundo da Automechanika Frankfurt é um vo- assim como de particulados, que caíram praticamente dois terços. lume de negócios mundial por fabricantes alemães de peças e acessórios no Affinia valor líquido de € 101 bilhões em 2013. “Cerca de 15% disso é obtido fora da Alemanha, e a tendência para 2014 é crescer entre 3% e 4%, sendo que € 43 bilhões é gerado pelo comércio em cadeia de peças e acessórios de automóveis; A empresa destacou a linha de filoutros € 19 bilhões por reparos de automóveis”, diz. tros Wix para caminhões, ônibus Assim, participar da Automechanika Frankfurt é estar alinhado ao resto do mun- e veículos pesados. No estande, do em tecnologia e também mercadologicamente. A feira deste ano teve como convidava os participantes a retema central A Mobilidade do Futuro,Treinamento Básico e Avançado e Compe- solver um quizz sobre conhecitência em Caminhões e, com isso, apresentou diversos eventos especiais para mentos técnicos e de aplicação demonstrar os avanços nestas áreas. dos produtos da marca. Na EuUma delas foi o Pavilhão 10, totalmente dedicado a veículos elétricos e de pro- ropa, a empresa oferece mais de pulsão alternativa, com direito a teste drive em veículos antigos adaptados para 8 mil tipos de filtros de qualidarodar com eletricidade ao invés de gasolina, assim como patinetes elétricos. de original para quase todos os 14 Revista Jornauto

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modelos de automóveis. Emprega cerca de 1.500 pessoas e possui plantas ou centros de distribuição no Reino Unido, Polônia, Ucrânia e Rússia. Somente em 2013, a empresa produziu e vendeu 80 milhões de filtros, o que a posiciona como quarta maior empresa de filtros do aftermarket europeu. Bosch Conectividade e telemática foram os destaques da Bosch na Automechanika Frankfurt deste ano, que pela primeira vez reuniu todo portfólio em um único pavilhão. A novidade foi o lançamento do serviço Connected Fleet Management (Gerenciamento de Frota Conectada), que promete mais transparência e controle nos custos operacionais de frotas. A solução proposta é a instalação de um dispositivo na tomada de diagnose OBD do veículo para monitorar e enviar informações em tempo real sobre o seu funcionamento uwe thomas e desempenho, que ajudem o gerente de frota a realizar tomadas de decisões mais precisas. Segundo Uwe Thomas, presidente da Divisão de Aftermarket Automotivo da Bosch, o serviço foi criado especialmente para frotistas, que poderão assim planejar os agendamentos de manutenção individualmente para cada veículo dependendo dos serviços necessários. “Desenvolvemos esta solução para que seja customizada de acordo com as necessidades específicas de nossos clientes frotistas”, afirma Thomas. escape, que de outro modo seria desperdiçada, é extraído para completar a saída do motor. Os dois turbos são cuidadosamente acoplados para melhorar a economia de combustível, extraindo o máximo do combustível queimado no motor. Esta solução permite aumentos de 5% a 7% na potência do motor. Outra tecnologia apresentada foi o Holset VGT, um turbo de geometria variável com 10 novas patentes, desenvolvido para atender as normas Euro VI e aplicável em motores de 3 a 6 litros. Além de prover ampla gama de fluxo para permitir maiores pressões de sobrealimentação a baixas velocidades do motor, o Holset VGT oferece tecnologia de bico deslizante que permite às aletas controlar a pressão de sobrealimentação por deslizamento axial, ao invés de balanço das palhetas. Com poucas partes móveis, o Holset VGT tem 85% menos peças de desgaste do que os produtos com balanço de palhetas, o que resulta em melhor durabilidade e confiabilidade. Mahle No seu estande, a Mahle destacou os avanços nos sistemas de arrefecimento e refrigeração, que tiveram de ser retrabalhados para atender as exigências da norma Euro VI. O segredo foi desenvolver componentes mais eficientes e leves, para evitar o aumento no consumo de combustível. Para atender as novas normas de emissão, os sistemas de recirculação de gases EGR tornaram-se uma solução universal e, com a adoção de mais um dispositivo, foi preciso retrabalhar todo o sistema para evitar o aumento de peso do veículo. Além disso, o EGR necessita de um aumento na capacidade de resfriamento. Assim, a solução proposta pela Mahle foi a adoção de um sistema de refrigeração que é até 25% maior do que o utilizado nos motores Euro V, porém com otimização aerodinâmica para evitar o aumento de peso e, consequentemente do consumo de combustível. Todos os componentes passaram por ajustes. O radiador teve os tubos de refrigeração e aletas de arrefecimento otimizadas para aumento de vazão, e também foram desenvolvidas paredes mais finas, com maior resistência a pressão e tubos de múltiplas câmaras para reduzir peso e aumentar o tamanho. Os intercoolers estão ligeiramente maiores, e por isso também foram feitos com paredes mais finas. Os ventiladores são maiores também e mais uma vez foram adotadas técnicas de redução de peso e aprimoramento do fluxo de ventilação. Cummins Com o início da comercialização de veículos Euro VI na Europa, em janeiro deste ano, a Cummins apresentou na Automechanika Frankfurt novos turbos para o mercado O&M, com destaque para a tecnologia de turbocompounding, que basicamente é a união de dois turbos em um único conjunto. O modelo apresentado combina um turbo de geometria fixa Série 500 WG e um tubocompressor Série 800 PT, utilizado pela Mercedes-Benz. O turbo Série 500 é alimentado pelas sobras dos gases de exaustão do Série 800 que está conectado ao virabrequim do motor por um sofisticado sistema de engrenagens. Isto significa que a energia nos gases de Meritor A fabricante de componentes para veículos comerciais aproveitou a Automechanika Frankfurt para divulgar o novo serviço de e-commerce aos clientes europeus. A nova ferramenta de vendas online promete agilizar o atendimento além Revista Jornauto 15

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