Revista Feeling, edição 82

 

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Espiritualidade Memórias Monumento de valor artístico e sociocultural Por Guerino Bebber á um propósito, por parte da direção da Revista Feeling de, periodicamente, abordar assuntos que estão sendo esquecidos pelas pessoas: o lado espiritual. Ora, dentro deste prisma, diante da celebração dos oitenta anos da criação da paróquia (1934) da igrejinha São Francisco de Assis, hoje, 2014, Catedral,(de chatedra: cadeira de um do Bispo (hoje, D. Severino Clausen), vamos reler o que se dizia dela há trinta anos atrás. “A Catedral São Francisco de Assis, de Caçador, é o monumento de maior valor artístico e sociocultural de nossa cidade.” Iniciada sua construção em 1º de março de 1938, - quatro anos após a criação da paróquia -em substituição àquela velha igrejinha de madeira, voltada para o sol da manhã –costume religioso dos antigos -, rodeada de pinheiros, a Catedral S. Francisco de Assis foi planejada e construída por dois engenheiros italianos, os engenheiros Dr. Dante Mosconi e o Sr.João Palermo. O templo foi delineado dentro das características do estilo arquitetônico clássico-romano, em três naves, capelas, altar-mor e adro de entrada, ou batistério. As colunatas que dividem as naves são do estilo grego, de Corinto, em no acabamento, arquitetônico, com capitéis encimados por folhas de acanto, sendo a abóbada, que une as naves, uma tessitura de“cacetoni”, (caixotes), voltados para baixo. O estilo arquitetônico, pois, da Catedral São Francisco de Assis prende-se, decididamente, às raízes antropológicas do Município de Caçador, ainda hoje, de etnia predominantemente italiana. As obras de pintura da Catedral foi o segundo passo de suma importância para o acabamento do templo. A pintura, realizada em perfeita consonância H como estilo arquitetônico, mantendo e ressaltando as características culturais do estilo greco-romano, teve por mestre o artista e escultor Celestino Raig, de origem espanhola, então residente em Pouso Alegre. A inauguração da pintura se deu no dia 18 de outubro de 1959. O Livro de Atas da Catedral, ao falar desta pintura, se abre em exclamações e se deleita em contemplação; Assim deixa escrito: ... “de início, a sensação de realeza, o brilho refulgente do teto e dos capitéis atraiu nossa atenção, onde o preto, contrastando vivamente com o ouro, realça as linhas arquitetônicas greco-romanas do templo.” Outro aspecto da pintura da Catedral ressalta o Livro, que deixou os cidadãos da época empolgados, foram os quadros, em número de três, executados a ouro, um, ao fundo do altar-mor, com a gura de São Francisco de Assis, ladeado por uma ovelha e um lobo (a inocência e a esperteza), sendo os outros dois quadros, olhando-se do ponto de vista do altar, no fundo do templo, nas duas naves laterais. Um dos quadros, continua o Livro de Atas, representa a Anunciação do anjo feita a Maria, que, ajoelhada em seu oratório, pronuncia o seu “Fiat”, estando diante dela a gura do anjo envolto numa densa nuvem, vendo-se ao alto, a vinda do Espírito Santo, em forma de pomba. Na outra nave, o quadro, ricamente emoldurado, como o anterior, traz a cena da “Crucicação de Cristo-Jesus”, tendo aos pés, a gura de Maria, Mãe de Jesus e João, o Evangelista, reprodução de quadro histórico de autor medieval. O autor das Atas – sempre retratando a percepção artística dos caçadorenses da época (1959), diante da pintura dos quadros, naliza, lacônico e sentencioso: “Vale a pena admirá-los; pela piedade que nos inspiram, pela beleza que contêm”. OUTUBRO 2014 - Feeling 09

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