Revista Jornal Empresários Outubro 2014

 

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® do Espírito Santo ANO XV - Nº 178 www.jornalempresarios.com.br OUTUBRO DE 2014 FOTO: ANTÔNIO MOREIRA Apesar do estímulo ao uso, falta lugar adequado para estacionamento e guarda de bicicletas. Página 14 FOTO: ANTÔNIO MOREIRA Vila Velha tem caderno especial Junto com essa edição, o Jornal Empresários publica o caderno Desenvolvimento Regional com as principais realizações do prefeito de Vila Velha Rodney Miranda. Um dos destaques é a guarda municipal armada, que, além de aumentar o efetivo tem mais condições de exercer o papel de polícia. Saiba onde encontrar móveis para escritório O empresário Idmar Barbosa de Oliveira lidera no Estado a venda de móveis de escritórios que valoriza designs modernos e requintados. Página 6

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2 OUTUBRO DE 2014 VITÓRIA/ES 14 ANOS EDITORIAL❫❫ Cidades sufocadas volume cada vez maior de carros nas ruas sufoca os grandes centros urbanos brasileiros e já atinge até mesmo cidades menores fora da área metropolitana. Essa é uma realidade presente no dia a dia da população, que percebe que as soluções apresentadas se caracterizam pela lentidão e não conseguem superar totalmente o problema. A mobilidade urbana na Região Metropolitana de Vitória se agrava a cada momento, com a entrada em circulação de centenas de veículos sem que haja, por parte do poder público, a implantação de projetos com a celeridade capaz de superar o problema dentro de prazos aceitáveis. Em conseqüência, ocorrem engarrafamentos de trânsito e acidentes que poderiam ser evitados. A Prefeitura de Vitória, seguindo uma tendência de cidades européias, aposta na mudança e incentiva o uso de bicicleta. O próprio prefeito dá o exemplo e se desloca para o trabalho, toda sexta-feira, usando sua bike e trafegando em uma ciclovia. Até aí, tudo bem, mas a solução do problema ainda está muito distante. Isso porque a Prefeitura tem uma atitude isolada do restante da região metropolitana e tenta mudar a cultura do carro, que,apesar de toda essa movimentação em torno de se ter um corpo saudável, pelo uso de exercícios físicos, da bicicleta, ainda é muito forte , principalmente para os brasileiros. Segundo, porque faltam locais adequados na cidade, onde os ciclistas possam guardar seus veículos. A atitude da Prefeitura de Vitória, dessa forma, parece estar mais voltada para um objetivo estabelecido por uma ação de marketing do que de um projeto de mobilidade urbana. Ou seja: opera-se uma mudança, sem mexer no essencial. É como diz um personagem do romance “O Leopardo” ,de Tomasi di Lampedusa, transformado em filme por Luchino Visconti: “Algo deve mudar, para que tudo continue como está” . ■ DELFIM NETTO O Vendendo sabonete A economia brasileira está em situação desagradável, mas não à beira do desastre. Seja qual for o resultado da eleição do dia 26 de outubro, sua recuperação vai exigir ajustes importantes, mas nada que indique a necessidade de medidas que produzam uma recessão e de eleger o corte de empregos como objetivo. Não se deve ignorar o “querer mais” da sociedade brasileira que sente a melhoria no seu nível de vida. Setenta por cento dos cidadãos que clamam por “mudanças” temem o retrocesso dos bem sucedidos programas de integração social da redução da pobreza e da ênfase ao continuado aumento da “igualdade de oportunidades”: ampliação do acesso à saúde e à educação, ambos precários, mas com avanços significativos! Numa larga medida, a deterioração da economia foi causada pela mudança do ambiente externo não percebido a tempo pelo Governo e que exigia uma melhor harmonia entre a política econômica e a social. A disponibilidade de recursos diminuiu a partir de 2010 quando o “vento de cauda” do exterior - a melhora das relações de troca - terminou. Uma parte significativa da deterioração fiscal é devida à dramática redução da taxa de crescimento do PIB interpretada como “falta de demanda” interna do setor industrial. Na verdade, ela não faltou. Foi substituída pela importação de produtos manufaturados, ainda uma consequência da sobrevalorização cambial. A perda do dinamismo do crescimento do PIB se deve, basicamente, à redução da produção de manufaturados nacionais. Na análise das contas nacionais é perceptível a cointegração entre indústria e serviços, que constituem 90% do PIB. Os outros 10%, que impactam tanto a indústria como os serviços vêm da agricultura que tem tido um aumento de produtividade de 3% ao ano, devido à Embrapa e aos Planos de Safra cada vez melhores. Até aqui, a alta dos preços externos a isolaram dos efeitos deletérios da valorização cambial. A má notícia é que a situação parece estar mudando devido à acumulação dos estoques mundiais e pela esperada valorização do dólar. A situação da economia mundial é de lenta recuperação nos nossos clientes industriais (EUA e Eurolândia) o que atrasa um eventual “efeito câmbio”; é preciso convencer os exportadores que, daqui para a frente, a sobrevalorização cambial não será mais substituta das políticas monetária, fiscal e salarial no combate à inflação. O que se esperava dos dois competidores é que esquecessem o protagonismo teatral e deseducador que os “marqueteiros” lhes impuseram no primeiro turno e explicassem, claramente, como vão enfrentar o problema da volta ao crescimento. O aumento do PIB passa pela recuperação da produção industrial que, para aproveitar as economias de escala, precisa complementar a demanda interna de 200 milhões de habitantes, com uma exportação com- petitiva que absorva parte dos seus custos fixos. Restando pouco mais de uma semana para as eleições, não tivemos resposta para ajudar na compreensão de três questões elementares: 1. Como aumentar a poupança pública, sem a qual todo o resto é mais difícil e instável? 2. Como atrair o setor privado para aumentar o investimento em infraestrutura e produzir um ambiente ecológico propício a que ele aumente o seu próprio investimento? 3. Como estimular a construção de mecanismos eficazes para devolver ao setor industrial o seu dinamismo exportador? O melhor espaço foi ocupado pelo “marquetismo” para vender sabonete! ■ Antonio Delfim Netto é professor emérito da FEA-USP, exministro da Fazenda, Agricultura e Planejamento. contatodelfimnetto@terra.com.br EUSTÁQUIO PALHARES á uma expectativa natural, da parte de quem acompanha mais atentamente a dinâmica da gestão do Estado, sobre o comportamento do novo governo Paulo Hartung Desde já ele antecipa que não pretende se reeleger, mas em política as palavras valem tanto quanto a estabilidade das nuvens, bem o sabemos. Dependerá muito dos ventos que soprarão em 2018, inclusive de circunstâncias que podem dissuadi-lo. De qualquer modo já parece assentado que um mandato de quatro anos não permite a identificação, formulação e implementação das medidas de intervenção requeridas para as melhorias pretendidas. Isso legitima ou coloca como “natural” a reivindicação da reeleição como arremate ou complementação de mandatos para assegurar que projetos estratégicos cumpram seus cursos. E previnam a grande maldição da administração pública brasileira que é a de governantes não assumirem projetos de sociedade, priorizando os projetos do seu governo, os que ele iluminadamente entende como prioritaríssimos, ainda que ao custo do tempo e verbas despendidos com os que ele abandona. Hartung assume o Governo em circunstâncias bem diferentes do que o fez, em 2003, não tendo como contrastar seus feitos com a imagem desgastada da gestão que o antecedeu. As cartas do imperador H Herda uma administração aparentemente tranquila, embora as acusações de campanha de redução de investimentos de seu sucessor, e as finanças equilibradas. Sua metodologia clássica sempre incorporou três elementos: formação de staff, montagem de agenda e instrumentalização da mídia. O terceiro elemento está por ser reavaliado desde que sua função migra celeremente do formato tradicional para a versão digital, as redes sociais, o ciberespaço anarco-democrático. Não haverá, desta feita, um “choque ético” a ser empreendido, ou uma mobilização de aliança com a sociedade para confrontar um inimigo comum. O inimigo, e Hartung sabe porque é um renitente estudioso da dinâmica social e da natureza do Estado, é a fossilização do Estado nos moldes em que surgiu desde o século XVIII e chegou por inércia ao século XXI. O Estado, enquanto ente público precisa ser reinventado e a revisão do pacto federativo se impõe na medida em que se constata que o modelo unitário não atende as diferenças e desigualdades do conjunto do país, as ditas assimetrias que desnivelam realidades dos brasileiros de diferentes regiões. Em qualquer de suas dimensões, federal, estadual, municipal, o ente público tem resultado caro à população que o financia e tornou-se um fim em si mesmo mais do que um provedor de soluções para a sociedade que deveria ser a razão de sua existência. Como sua entronização é fato consumado, as razões que o inspiraram se volatizarão logo, logo, mas sempre haverá alguém , em algum lugar, com um rasgo de lucidez a inquirir as motivações de Peagá e que não soam coerentes quando ele evoca a figura do mocinho de bang-bang que retoma os revólveres para salvar a comunidade em apuros, galopando plasticamente no horizonte. Retaliação com o atual governador porque teve que engoli-lo em 2010 quando foi obrigado, literalmente, a desassumir a candidatura de Ricardo Ferraço – que cumprira toda a cartilha da sucessão - para empalmar a de Casagrande, numa costura nacional com o PSB que incluía Ciro Gomes, no Ceará? Desforra mesmo com Casagrande por não ter cumprido compromissos de grupo, um eufemismo para designar acordos que não se pode explicitar sem provas? O governador eleito tem pela frente o desafio de minorar o déficit público nos principais indicadores de qualidade de vida da população que são segurança, saúde e educação. Sua gestão anterior inovou conceitos – e revogar a inércia de velhas culturas exige estofo de estadista – quando em vez de construir escolas para fugir ao encargo maior dos custeios, preferiu com- prar vagas e transferiu a gestão de unidades de saúde para Oscips – que podem estimula-lo a perseverar nessa atitude. Ganharão os capixabas. A questão da Segurança é incontornável, até porque se trata de assunto que escapa inteiramente à possibilidade de ação do Estado, principalmente pelo viés da repressão. É um desafio comportamental de todo o país e exige uma profunda mobilização da sociedade que precisa abster-se do papel de paciente para se tornar agente do processo. Sua proposta para a Educação, apregoada em campanha, oferecendo a possibilidade de readequar currículos, repensar a escola para torna-la mais atraente, é uma ideia a ser acompanhada com todo o interesse. Como pano de fundo de todas as intervenções, a valorização – diga-se melhor remuneração – dos segmentos profissionais vinculados a esse setor, numa conta que precisa fechar com o orçamento do estado. Hartung inovará se abrir o orçamento e propor aos profissionais que, à luz das limitações do orçamento, arbitrem a ponderação das respectivas massas salariais. Só precisão estar advertidos que nunca a soma das partes poderá ser maior que o todo... ■ Eustáquio Palhares é jornalista eustaquio@iacomunicacao.com.br É publicado por Nova Editora - Empresa Jornalística do Espírito Santo Ltda ME - Insc. Municipal: 1159747 - CNPJ: 09.164.960/0001-61 Endereço: Praça San Martin, 84, salas 111 e 112, Edifício Alphaville Trade Center - Praia do Canto, Vitória - Espírito Santo - CEP: 29055-170 Diretor e jornalista responsável Marcelo Luiz Rossoni Faria rossoni@jornalempresarios.com.br Repórter fotográfico Antônio Moreira Colaboradores Antonio Delfim Netto, Eustáquio Palhares e Jane Mary de Abreu Site: www.jornalempresarios.com.br E-mail: jornal@jornalempresarios.com.br Impressão: Gráfica JEP - 3198-1900 Diagramação Liliane Bragatto redacao@jornalempresarios.com.b Contato comercial comercial@jornalempresarios.com.br Telefone (27) 3224-5198 As opiniões em artigos assinados não refletem necessariamente o posicionamento do jornal.

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4 OUTUBRO DE 2014 VITÓRIA/ES 14 ANOS JANE MARY DE ABREU Tudo que vive é teu próximo izem os grandes mestres espirituais que o caminho espiritual começa pela boca. O que a gente joga para dentro é determinante para o nosso bem-estar físico e também para a elevação da consciência espiritual. É curiosa a conduta humana... Muitos param num posto de combustíveis para abastecer o carro e pedem sempre a melhor gasolina para melhorar o desempenho do motor, a mais pura. É um cuidado bonito, afinal devemos cuidar bem de nossos bens materiais, porque eles são frutos do nosso trabalho. Esse mesmo cuidado, no entanto, a gente não observa com relação à alimentação, o combustível humano responsável pelo nosso bom desempenho durante a vida. Sem o menor cuidado, tudo que a propaganda sugere é jogado para dentro, como se fossemos uma imensa usina de reciclagem de lixo. Se no carro o combustível de baixa qualidade provoca danos terríveis, no corpo humano uma alimentação de baixa qualidade faz um estrago danado, às vezes letal. Os médicos cansam de fazer os mesmos alertas para a preservação da saúde, mas ninguém parece interessado em comer corretamente até que surge o primeiro infarto, o primeiro AVC... Aí é um Deus no acuda, todo mundo fica obediente da noite para o dia para consertar o estrago. Impossível. O que levou anos sendo danificado, levará também muito D tempo para ser reparado. Isso quando o diagnóstico não é dramático e a doença irreversível. O curioso dessa história é que todo mundo sabe de cor a receita da saúde perfeita. Você pode não ser um vegetariano, mas certamente já ouviu falar do mal que a carne produz ao corpo humano. Não estou aqui para convencer ninguém de nada - o Google está cheio de informações mais do que convincentes - quero apenas sugerir a você que experimente uma nova alimentação, que tenha uma nova postura perante os animais, e a partir da própria experiência, faça a mudança mais significativa da sua vida. A gente é o que come! Além da saúde, existe também a questão ética, algo que diz respeito diretamente à consciência: TUDO QUE VIVE É TEU PRÓXIMO. Você acha que tem direito à vida? Gosta de sentir dor? Sente-se confortável sabendo que para chegar à sua mesa o boi e a galinha passam por processos monstruosos de tortura e dor extrema? O sistema nervoso deles é igualzinho ao nosso, a mesma dor que a gente sente quando uma faca invade o nosso corpo, é a mesma que o boi e a galinha sentem. Isso soa admissível e confortável para você? Se essas perguntas nos trazem algum tipo de inquietação, talvez esteja na hora de repensar a alimentação. Talvez tenha chegado a hora de não mais contribuir com a matança de animais no planeta. Se nós temos direito à vida, eles também têm. Se nós buscamos todos os recursos da medicina para nos vibrar da dor, por que não nos importamos com o sofrimento deles? Por que continuamos passivos diante de tanto sangue derramado para nos encher ainda mais de toxinas? Os hormônios usados para promover o crescimento rápido das galinhas são ingeridos por nós quando elas são servidas em nossa mesa. A tristeza do boi, quando pressente a sua morte violenta, também é uma toxina que faz mal à saúde humana. Todo mundo sabe que a carne animal permanece no estômago por três dias, provocando uma série de desconfortos irritação, cansaço, fadiga etc. Mesmo sabendo de tudo isso continuamos desrespeitando a criação divina, colaborando com o assassinato dos animais que, assim como nós, estão em processo de evolução... Por que? Ainda não encontrei resposta para esta pergunta que às vezes me angustia um pouco. Li na internet que na China, o país que o mundo inteiro está admirando, apesar da fúria com que reivindica o seu espaço no mundo econômico, cachorros são mortos em praça pública com requintes de crueldade para satisfazer a insensatez de milhares de devoradores de carne. De primeira eu não acreditei na informação, era absurda demais para a minha compreensão imediata. Precisei investigar melhor o assunto para me convencer. Mas a coisa funcio- na assim mesmo: os matadores chineses pegam o cão pelas pernas e vão esticando o seu corpo até que a dor se torne dilacerante e os ossos quebrem. Os chineses acreditam que a dor dilacerante faz o cérebro do animal liberar a endorfina que, segundo eles acreditam, amacia a carne do cão, tornando-a especial, mais cara. Pobres chineses, donos de um passado espiritual tão rico e hoje dando esse péssimo exemplo de crueldade para o mundo. É certo que pagarão por isso. No plano espiritual poderio econômico não conta ponto, só vale mesmo o que trazemos no coração, o amor que disseminamos no mundo. Os maiores gênios da humanidade eram vegetarianos. Será obra do acaso? Será que eles adotaram esta conduta por esporte? Conclua você mesmo a partir de seus depoimentos: “Nada beneficiará tanto a saúde humana e aumentará as chances de sobrevivência da vida na terra quanto a evolução para uma dieta vegetariana. A ordem de vida vegetariana, por seus efeitos físicos, influenciará o temperamento dos homens de uma tal maneira que melhorará em muito o destino da humanidade. (Albert Einstein) “Tempo virá em que os seres humanos se contentarão com uma alimentação vegetariana e julgarão a matança de um animal inocente como hoje se julga o assassínio de um homem. (Leonardo da Vinci) “Sinto que o progresso espiritual requer, em uma determinada etapa, que paremos de matar nossos companheiros, os animais, para a satisfação de nossos desejos corpóreos... A grandeza de uma nação pode ser julgada pelo modo que seus animais são tratados. (Mahatma Gandhi) “Enquanto o homem continuar a ser destruidor impiedoso dos animais, não conhecerá a saúde nem a paz. Enquanto os homens massacrarem os animais, eles se matarão uns aos outros. Aquele que semeia a morte e o sofrimento não pode colher a alegria e o amor. (Pitágoras) “Amai o próximo como a si mesmo... Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos. Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros como eu vos amei... Então Jesus disse: segue teu caminho e não maltrate os animais, para que tu, por tua vez, encontre um dia a misericórdia.” (Jesus) “Feliz seria a terra se todos os seres estivessem unidos pelos laços da benevolência e só se alimentassem de alimentos puros, sem derrame de sangue. Os dourados grãos que nascem para todos dariam para alimentar e dar fartura ao mundo. Um homem só é nobre quando consegue sentir piedade por todas as criaturas.” (Budha) Assim é! ■ Jane Mary de Abreu é jornalista, autora do livro Tudo é perfeito do jeito que é. www.janemary.combr janemaryconsultoria@gmail.com

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6 OUTUBRO DE 2014 VITÓRIA/ES 14 ANOS Móveis para escritório moderno O escritório moderno alia design, conforto e funcionalidade nos móveis que integram o ambiente corporativo s móveis de escritório há muito tempo deixaram de ser simples mesas e cadeiras sem graça. Requinte, design, modernidade e funcionalidade fazem parte dos móveis atualmente. O ambiente corporativo deve estimular ideias, exercitar a criatividade integrando conforto e funcionalidade. A Office New é uma empresa que comercializa móveis para esses ambientes, atende toda a linha de escritório, escolar, auditórios, cinemas, teatros, salões de conferência e bibliotecas. Além desses segmentos, a loja trabalha com arquivos deslizantes, divisórias piso-teto, biombos, piso elevado, carpetes e soluções tecnológicas, como carteiras escolares informatizadas, cadeiras escolares para portadores de necessidades especiais, lousa digital e núcleo volante de informática. Todos os móveis são fornecidos por renomadas empresas como Bortolini, Cequipel maior fabricante de mobiliário escolar da América Latina -, O Ambianch, Biccateca, Euro Seating, Florinch, Interface - a maior fabricante de carpetes do mundo -, Wallsystem, Tecnolach, e uma das maiores fabricantes de cadeiras da Europa, a alemã Interstuhl. “Hoje o cliente quer um móvel moderno, que facilite o trabalho dele, a ergonomia é o fator principal na decisão de compra. A cadeira tem que ser de acordo com as normas da ABNT” , afirma o proprietário da Office New, Idmar Barbosa de Oliveira. A tendência para escritório ainda é móveis amadeirados, feitos de madeira reflorestada. Elegância, sobriedade e conforto são primordiais quando se fala de mobiliário de escritórios para repartições públicas, um dos carros chefes da Office New. Para os escritórios privados, um pouco mais de modernidade pode ser alcançada, de acordo com o projeto e design, como o das cadeiras AirPad da Interstuhl, utilizadas nas cenas do filme 007 Skyfall, preferidas dos arquitetos. FOTOS: ANTÔNIO MOREIRA Móveis amadeirados, produzidos com madeira de reflorestamento, são a última tendência Empresário descobriu nicho nos móveis corporativos há 30 anos Idmar Barbosa de Oliveira, de 59 anos, é o nome por trás das duas lojas de móveis corporativos Office New. Há 30 no mercado, além de móveis para escritório também atua com a linha escolar, auditórios, salões de conferência e bibliotecas. O empresário saiu de Barra de São Francisco, norte do Estado, aos 16 anos com a família para morar na capital. E se fixou no segmento de móveis corporativos como representante exclusivo de marcas conceituadas nacional e internacionalmente como a Bortolini, a Cequipel e a alemã Interstuhl. Começou a carreira trabalhando na Olivetti do Brasil, com apenas 23 anos; mais tarde, saiu de lá e montou a empresa Unimaqui, e posteriormente viu um nicho pouco explorado, porém mais rentável: o dos móveis corporativos. De lá para cá, o empresário se casou como Célia Tosi Oliveira, e tiveram dois filhos, Luiza Tosi Oliveira e Ricardo Tosi Oliveira, ambos trabalhando hoje com o pai. Ricardo é administrador de empresas e Luiza é arquiteta profissão fundamental para esse tipo de negócios, já que a profissional presta consultoria e dá todo o respaldo aos clientes da Office New. Nos planos do empresário está ampliar a equipe de vendas. Segundo Idmar, o cliente do segmento corporativo não vai até à loja. “Temos uma equipe de vendas que vai até o cliente, apresenta os produtos, e depois eles vêm até o nosso showroom para escolher o que comprar” , comentou. Atualmente o showroom tem 500 metros quadrados e a equipe conta com 17 funcionários, treinados pelos fornecedores. No próximo ano, o empresário espera uma melhora na economia, depois da crise que o comércio sofreu. “2015 será um ano melhor e vamos ampliar nossas atividades com um novo segmento” , afirmou Idmar, preferindo mantê-lo em segredo. ■ Idmar Barbosa de Oliveira opera no mercado há 30 anos

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8 OUTUBRO DE 2014 VITÓRIA/ES 14 ANOS FOTOS: ANTÔNIO MOREIRA Apartamento popular aquece mais o mercado Com renda de até R$1.600,00, qualquer pessoa pode ter seu imóvel com programa Minha Casa, Minha Vida mercado imobiliário se fortalece a cada ano com lançamentos para a nova classe média e para o seleto grupo de consumidores de imóveis de alto padrão. Os empreendimentos populares não ficam atrás e se consolidam graças a programas de financiamento do tipo Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal. O programa se propõe a subsidiar a aquisição da casa própria para famílias com renda até R$ 1.600,00 e facilitar as condições de acesso ao imóvel para famílias com renda até R$ 5 mil. Segundo o presidente do Sindicato da Construção Civil do Espírito Santo (Sinduscon), Aristóteles Passos Costa Neto, o segmento popular é um mercado garantido. “Existe uma demanda de compradores, é um mercado certo; enquanto para o mercado de média e alta renda é necessário prospectar, buscar clientes, a habitação popular tem demanda para ser atendida” , garante Aristóteles. Há ainda outras vantagens para as construtoras que se lançam no segmento popular de imóveis, afirma o presidente do Sinduscon. “A geração de trabalho, emprego e renda, e o retorno garantido para as construtoras” . Imóveis mais enxutos, com até quatro pavimentos e sem elevadores, menores, mas com qualidade, completos, com pisos em cerâmica, esquadrias, portas e pias, porém sem acabamento de primeira linha, assim são classificados os imóveis populares. É dessa maneira que O Felipe Klein comprou apartamento Pagamento a longo prazo Imóveis pequenos, poucos pavimentos para extinguir o uso de elevadores, muitos apartamentos, o que garante a taxa de condomínio reduzido, essas são algumas das características dos imóveis do Programa Minha Casa Minha Vida (MCMV). Muitos desses empreendimentos estão principalmente no município da Serra, local onde o jovem Felipe Klein, 33 anos, comprou seu primeiro apartamento. Colinas de Laranjeiras, da MRV, foi o empreendimento escolhido por Felipe, que pretende se mudar assim que o apartamento ficar pronto no ano que vem. “Comprei o apartamento em 2011, estava estável no emprego, e achei que era o momento de procurar meu espaço e sair da casa da minha mãe” . Felipe investiu R$16 mil numa entrada e ganhou um subsídio de R$12 mil do Programa Minha Casa Minha Vida, assim, ao todo o apartamento custou R$110 mil e vai ser pago em 30 anos, com mensais fixas de R$386,00. ■ O subsídio do Minha Casa, Minha Vida facilita a aquisição do imóvel famílias pequenas com apenas um filho, recém-casados, solteiros, e nas quais a renda bruta começa no valor de R$1.600,00 agarram essa oportunidade. Em toda a Grande Vitória há investimentos populares; no município da Serra, Jacaraípe ganhou vários apartamentos. Vila Velha também teve seu território demarcado por essa classe de empreendimentos, principalmente em bairros como Terra Vermelha, Ataíde e Ibes. O município já recebeu seu primeiro empreendimento do programa em julho deste ano, o Residencial Vila Velha, com 496 unidades habitacionais. O investimento foi de R$ 22,8 milhões, com recursos do Fun- do de Arrendamento Residencial (FAR). Serão construídas 1.488 unidades habitacionais, totalizando R$ 68,1 milhões de investimentos nas três etapas. De acordo com a Caixa Econômica Federal, o programa Minha Casa Minha Vida já entregou 17.474 unidades habitacionais, e tem contratadas mais de 30 mil unidades, com total de 48,3 mil residências e R$ 3,1 bilhões de recursos investidos no Estado. Aqui no Espírito Santo, uma das construtoras que trabalha com o segmento imobiliário popular é a MRV Engenharia, líder em convênios do programa Minha Casa, Minha Vida no país, com R$6,5 bilhões em contratos firmados. Com empreendimentos em toda a Grande Vitó- ria, a MRV viu no programa uma vantagem comercial que outras construtoras não enxergaram. São mais de 200 imóveis vendidos dentro do programa, o que garante competitividade pela quantidade comercializada. A construtora trabalha com a faixa de três a dez salários mínimos e os imóveis custam até R$145 mil. “Não ganhamos muito no preço, ganhamos mais na quantidade de imóveis. A MRV comercializa um número alto de unidades habitacionais, garantindo o lucro no giro. Só no Brasil são quatro a cinco mil unidades vendidas por mês” , confirmou Thiago Rizzo coordenador de vendas da construtora aqui no Estado. LUIZ MARINS O difícil caminho da união O mundo deste início de século passa por um enorme desafio que é o de conseguir a unidade na diversidade. A riqueza humana está exatamente na diversidade de nações, povos, etnias e opiniões. O respeito à diversidade é essencial para a própria vida. Quanto mais diverso o ecossistema, mais rico em valor. O problema está em conciliar essa diversidade com a necessária unidade para que essa riqueza possa encontrar o necessário espaço para se manifestar e crescer. Sem unidade, a diversidade se transforma em babel, em confusão e cizânia. Escrevo esta mensagem da Europa onde estamos assistindo a incríveis discussões sobre a separação da Catalunha e dos bascos após o referendo que propunha a separação da Es- cócia. Nos Balcãs os conflitos não param. Em quase todos os lugares que olharmos num mapa mundi encontraremos movimentos separatistas. O que os cientistas políticos e sociais nos chamam a atenção, no entanto, é que deveríamos ser capazes de permitir a diversidade sem comprometer a união. De fato, como seres humanos e políticos deveríamos ser capazes de, em pleno sécu- lo XXI, conviver com a diversidade de forma civilizada. Se observarmos bem, o mesmo tem ocorrido no mundo empresarial. Para ter sucesso uma empresa deve ser unida, coesa em busca da qualidade daquilo que produz e no serviço aos clientes. Embora composta de inúmeros departamentos ou filiais, uma empresa deve ser percebida como uma entidade única por seu merca- do, para que possa ter sucesso. Infelizmente nem sempre é isso que vemos. Departamentos e filiais vivem lutas internas por poder e a conjunto fica totalmente prejudicado e todos perdem. Na desunião não há vencedores. Pense nisso. Sucesso! ■ Luiz Marins é antropólogo contato@marins.com.br

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14 ANOS VITÓRIA/ES OUTUBRO DE 2014 9 FOTOS: ANTÔNIO MOREIRA Piscina é um item importante nos novos condomínios Minicampo de golfe contribui para a diversão dos moradores Área de lazer agrega valor Piscina, churrasqueira e sauna: a classe média valoriza cada vez mais itens de lazer na hora de decidir na compra do imóvel bjeto de desejo da classe média, o imóvel próprio deixa de ser um sonho para se tornar realidade. De acordo com uma pesquisa feita pelo Serasa Experian, as famílias da classe C tem renda mensal per capita que varia de R$ 320 a R$ 1.120. De olho nesse segmento as construtoras investem em apartamentos a partir dos R$ 200 mil, área privativa a O partir dos 60m², garagens para até dois carros, mais elevadores e, principalmente, área de lazer completa. Se os apartamentos são pequenos, o lazer obrigatoriamente inclui piscinas, sauna, salão de festas, quadras, área gourmet e playground. Alguns inovam incorporando ao lazer brinquedoteca, área fitness, decks, fornos para pizzas, cinemas e até praças dentro dos condomínios. Para a coordenadora de vendas da construtora Proeng, Simone Mazzini a classe média faz questão de prédios com fachadas imponentes, e bairros com serviço e comércio estabelecido. “A localização privilegiada e o comércio local são determinantes na decisão de compra. Isso acaba valorizando o imóvel” , garante a coordenadora. O lazer realmente é o item que mais atrai a classe média na hora da compra do imóvel. São moradores que estão saindo do primeiro apartamento e vem em busca de atrativos dentro do próprio condomínio. “Eles não querem apenas piscina e churrasqueira, o imóvel deve ter itens que atraiam mais, como espaço gourmet e salão de festa coberto” , afirmou Rogério Schirmer, gerente comercial da GS Construtora. ■ Simone Mazzini, da Proeng

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10 OUTUBRO DE 2014 VITÓRIA/ES 14 ANOS FOTO: ANTÔNIO MOREIRA Mercado aguarda imóveis de luxo Apartamentos que podem custar R$5 milhões são comprados à vista Jean Setubal, da Galwan, diz que os prédios são todos revertidos mercado de imóveis de alto padrão ganha destaque e compradores cada vez mais exigentes. Em franca expansão na Grande Vitória, o segmento de imóveis de luxo tem clientes dispostos a pagar por valores que podem ultrapassar R$1,8 milhões em um apartamento de frente para o mar. Conforto, status, segurança, bem-estar, localização, facilidade de locomoção, perspectiva de valorização do imóvel e acabamento estão entre os pré-requisitos de quem vai adquirir um imóvel desses. De acordo com Fabiano Martins, da construtora Épura, a localização ainda é o fator determinante, e a proximidade e vista permanente para o mar, são outras condições solicitados pelos consumidores. “O endereço e a localização do imóvel é o fator principal desse mercado. Os compradores gostam muito de bairros como Praia do Canto, em Vitória e Praia da Costa, em Vila Velha” resumiu o gerente comercial. Em bairros como esses o metro quadrado custa em média entre R$8 mil a R$10 mil em Vila Velha, e de R$10 mil a R$12 mil, em Vitória. Área e padrão de acabamento são outras demandas do mercado de luxo. Apartamentos de alto padrão começam com 150 metros quadrados e podem ultrapassar os 300. São apartamentos de quatro quartos, todos com suíte e garagens que acomodem três carros, mas não é incomum encontrar empreendimentos que ofereçam cinco vagas, afirmam os especialistas. As áreas de serviço são maiores, com banheiro exclusivo e as varandas são verdadeiros espaços gourmets. Dentro dos apartamentos, re- O quinte e qualidade no acabamento, com pisos de porcelanato ou granito, e laminados de madeira. Pintura com tintas laváveis, louças e metais da melhor qualidade, espaço para ar condicionado Split para refrigerar todo o imóvel, varandas impermeabilizadas e fechadas com vidro, aquecedor a gás, blindagem acústica, e medidores individuais para água e gás entram na lista. Na parte externa, imponência, com torres altas e fachadas em granito, como garante o gerente comercial da construtora Galwan. “Nossas torres são em granito, nossos prédios não são pintados, são revestidos com cerâmica, todos com material de ponta, e sempre das melhores marcas” , confirma Jean Setubal, da Galwan. Um dos empreendimentos recém-entregues pela construtora Épura, em Vila Velha, é o retrato do mercado de luxo consolidado. O Beverly Hills fica na Praia da Costa, tem quatro suítes com varanda, suíte master com dois banheiros independentes e closet, sala íntima entre os quartos, mármore importado nas bancadas dos banheiros, pintura em laca nas portas e laminados de madeira nas áreas íntimas. Todo esse luxo e imponência custa entre R$ 2.081 milhões, e chega a R$ 5.198 milhões para a cobertura. O gerente comercial da Épura comenta que os compradores são empresários bem sucedidos, acima dos 40 anos, que estão em busca de um novo conceito de empreendimento. “Eles querem qualidade de vida, bom endereço e serviços que não tinham antes no prédio anterior” , conta Fabiano Martins. Serviços e lazer são prioridades desses compradores. Não basta ter academia, a área fitness tem que contar com aparelhos de grandes marcas e personal training para atender os condôminos. De acordo com Jean Setubal, da Galvan a área de lazer tem de ser mobiliada e decorada com o que há de melhor no mercado e os itens que compõe o espaço tem de ser de marcas famosas. “O morador quer apresentar o condomínio para o visitante, ele quer surpreender, é uma vaidade” , explica Jean. A Galwan entrega serviços cada vez mais diferenciados, além de salão de festa, espaço gourmet, sauna, piscina e quadras, alguns empreendimentos contam com pista de patinação e espaço mulher, uma área que abriga um salão de beleza dentro do condomínio. Se os valores desses imóveis ultrapassam a casa do milhão, a forma de pagamento não intimida em nada aos compradores. A maioria prefere comprar à vista, uma realidade bem diferente dos imóveis da classe popular ou média, em que um imóvel costuma ser parcelado por vários anos. Isso não quer dizer que as construtoras não facilitem a vida desses compradores, algumas aceitam o imóvel anterior como parte do pagamento, ou dão grandes descontos para os pagamentos à vista, ou ainda fixam os valores para aqueles que optam por um pequeno número de parcelas. “Quem paga à vista ganha desconto, quem antecipa o pagamento também. E quem paga conforme o cronograma padrão, paga o preço final previsto” , explica Jean Setubal da Galwan. A Morar construiu casas em condomínio de luxo em Manguinhos Condomínios horizontais, luxo em forma de casas Outra possibilidade do segmento alto padrão são os condomínios horizontais. A construtora FGR Urbanismo investiu no bairro Interlagos, em Vila Velha. Com uma área total de 876 mil metros quadrados, com espaços verdes e lazer com quadras de tênis, campos de futebol society, minigolfe, piscina coberta com raia de 25m e pista de Cooper. Os lotes têm áreas a partir de 457 m2 e podem chegar a 1.700 metros, com valores de R$545,00/ m2. De acordo com o gerente regional da FGR Urbanismo, eles vendem sonhos. “São moradores que querem proporcionar para os filhos morar em uma casa, ter o vizinho como amigo e andar de bicicleta na rua, tudo isso com segurança”, contou Alessandro Negreli. Em Manguinhos, na Serra, em outro empreendimento do tipo, a construtora Morar lançou o Aldeia Manguinhos. São 63 casas duplex que dispõem de até três modelos de plantas. O projeto inclui a opção de quatro ou cinco quartos, com até quatro suítes, quintal privativo e três ou quatro vagas de garagem. ■

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12 OUTUBRO DE 2014 VITÓRIA/ES 14 ANOS FOTO: ANTÔNIO MOREIRA Vendas no comércio em queda livre Setor sofreu com poucos dias úteis de trabalho e instabilidade econômica Artigos para decoração de Natal já estão a venda em Vitória U m ano difícil com as vendas em baixa em diversos setores do comércio. Essa é a cena atual no País, constatada por indicadores da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) como o pior resultado do volume de vendas do comércio varejista que caiu 1,1% em julho, segundo divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). E esse é o pior resultado desde outubro de 2008. De acordo com o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo (Fecomércio-ES), José Lino Sepulcri, o ano de 2014 não atendeu às expectativas dos comerciantes. “O ano infelizmente foi ruim, o mercado sofreu uma paralização. As vendas estão aquém das nossas expectativas, a economia do país não passa por um bom momento, não está em alta, e estamos todos com o otimismo moderado” , declarou o presidente. O ano atípico com uma Copa do Mundo tendo a seleção derrotada e eleição resultou em pouca movimentação no comércio, e diminuíram os dias úteis de trabalho. O endividamento das famílias e a incerteza de perspectivas de melhora fazem com que o consumidor fique cada vez mais temeroso. Natal é a última esperança de salvar as vendas de 2014 Mas existe uma luz no fim do túnel para o comércio, segundo o presidente do sindicomerciários Jakson Andrade Silva, o Natal é sempre uma grande oportunidade de vendas. “Os comerciantes já podem preparar os estoques e serem otimistas. Nós somos um país que tem por tradição presentear no Natal, a tendência é se aumente o consumo no período” , garante Jakson. O fim do ano realmente é um período aquecido para o comércio, com bônus, décimo terceiro salário, lotes do imposto de renda, e abonos natalino que muitas empresas dão aos seus funcionários. A recomendação para os comerciantes segundo Jackson é que se diminua a margem de lucro para atrair os clientes. “O empresário faz parte da motivação dos consumidores, e essa motivação é a baixar os lucros para estimular a compra” , enfatizou. Os segmentos que devem ficar mais aquecidos para o Natal, são o de vestuário, eletroeletrônicos, perfumaria, calçados e o de gêneros alimentícios. “Os supermercados vendem muito bem nessa época, porque é tradicional ter na mesa a ceia de Natal” , comentou José Lino Sepulcri, da Fecomércio. ■

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14 ANOS VITÓRIA/ES OUTUBRO DE 2014 13 O custo para renegociar dívidas A grande oferta de crédito leva o consumidor a adquirir bens por impulso, muitas vezes comprometendo grande parcela da renda om a oferta de crédito em cartão, cheque especial, empréstimo, financiamento de veículos e atrativos como juros baixos e facilidades no pagamento, buscar recursos em bancos e financeiras tem sido cada vez mais uma opção utilizada, tanto por empresas, como pelo trabalhador que precisa de um fôlego nas contas mensais e ajuda para cumprir compromissos financeiros. Mas o que acontece muitas vezes é que ao calcular um valor mensal para as parcelas do empréstimo, o cliente leva em consideração somente se cabe no bolso. Contudo, é importante respeitar o percentual máximo de 30% da renda líquida, para não comprometer seus demais pagamentos. Patrick Garioli, gerente de cobrança na Dacasa Financeira, afirma que ao considerar o tempo de inadimplência, antes de completar 60 dias de atraso, 70% dos clientes pagam ou negociam suas dívidas. O cartão de crédito também é outro vilão, pondera Garioli, “se não for bem utilizado, a prática de pagamento mínimo pode comprometer o va- C lor das próximas faturas” . A orientação nesse caso é procurar a empresa e solicitar uma negociação da dívida para que o cliente não fique inadimplente e mantenha sua capacidade de crédito. “Em sua maioria, as pessoas pagam antes da negativação do CPF nos órgão como SPC e Serasa. Existem alguns períodos do ano em que a inadimplência aumenta e normalmente quando ocorre o pagamento do 13º salário, o cliente consegue quitar ou abater parte da dívida” , explica. Para avaliar o custo da renegociação da dívida, muitas vezes o histórico do cliente com a empresa e o mercado é analisado, avaliando o risco de inadimplência, afirma Garioli. Esse indicador influencia diretamente no custo da dívida, na aplicação dos juros do financiamento ou do refinanciamento. A Dacasa, por exemplo, analisa cada caso de forma personalizada. “No geral, 95% dos casos em que o cliente procura a empresa para negociação resultam em um acordo bem sucedido. Isso porque a Dacasa faz a negociação de acordo com as condições do cliente, podendo conceder descontos, tanto nos juros, quanto no valor da prestação para quem está em atraso. O percentual desse desconto depende do valor da dívida e do tempo em que ela está ativa” , ressalta. Já no Banestes, os tipos de dívida mais comuns costumam ser de cheque especial, cartão de crédito, crédito pessoal e financiamento de veículos, no caso de pessoas físicas. Já as empresas costumam buscar créditos para utilizar como capital de giro, financiamento de veículos e antecipação de cheques, de acordo com a superintendente de Recuperação de Ativos do Banestes, Carla Barreto. Na hora de recalcular o valor devido e ofertar desconto na negociação, a avaliação é feita com base no tipo de empréstimo feito. Barreto explica que é possível aplicar um desconto maior para os créditos com taxa inicial de juros maior, como o cheque especial. De acordo com ela, esse tipo de crédito, por exemplo, tem juros de 8%, enquanto no crédito pessoal, chega a 2%. Para quem precisa renegociar uma dívida, a superintendente frisou que FOTO: ANTÔNIO MOREIRA Patrick Garioli, da Dacasa Financeira, diz que 70% dos devedores efetuam negociação todos os gerentes das agências do Banestes estão aptos a fazer esse atendimento ao cliente, auxiliandoo a reorganizar as finanças, atuando como um consultor financeiro. Antes de chegar ao ponto de ajuizar uma ação para o recebimento dos valores, o banco costuma renegociar, alongando o prazo para quitação da dívida, refazendo as parcelas, ou ainda juntando todas as dívidas que o cliente tem na instituição financeira, recalculando os valores e estabelecendo apenas uma parcela. “O cliente muitas vezes tem vergonha de chegar ao banco e falar que está em dívida. Mas o ideal é não esperar chegar ao ponto em que não consiga mais pagar, é melhor buscar antecipadamente uma alternativa, para que não fique inadimplente. Assim que identificar que não vai conseguir pagar, deve agir preventivamente e antecipar o problema. Ao procurar o banco, o cliente pode reparcelar a dívida e alongar o prazo de quitação” , pondera. ■

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14 OUTUBRO DE 2014 VITÓRIA/ES FOTOS: ANTÔNIO MOREIRA 14 ANOS Em Vitória, bicicletas são acorrentadas nos postes de sinalização O prefeito Luciano Santos Rezende, um ex-atleta, aproveita o bom momento para recuperar a forma física Onde encontrar as melhores marcas A bicicleta é o meio de transporte ecologicamente mais sustentável do planeta, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU. Na Europa, ela é utilizada para lazer ou para o trabalho e em alguns países, como a França, Holanda, Suécia e Dinamarca, entre outros, representa uma equipamentos imprescindível no dia a dia das pessoas. Os adeptos das bikes crescem em todo o planeta e em Vitória não é diferente. De acordo com o empresário do ramo de bicicletas Marcelo Abaurre o mercado tem crescido no mundo inteiro e também no Espírito Santo. “A bicicleta é aliada da saúde, os médicos recomendam pedalar, além disso, é um meio de transporte não poluente” . O empresário de 69 anos, casado há 42 anos, comentou que ele mesmo usa a bicicleta desde os tempos de menino. “Eu saia da rua Graciano Neves, no Centro e ia para o Salesiano estudar” . Marcelo conta que a bicicleta faz parte dos sonhos das pessoas e relembra que seu pai havia dado uma bicicleta apenas para sua irmã, ele e seus irmãos trocavam voltinhas na bicicleta por sacos de pipocas e picolés. O empresário está no mercado de bicicletas há 28 anos, oferecendo produtos de marcas renomadas como a Caloi, marca que ele foi o primeiro a representar no Estado, Fischer, Monark, Mormai, Groove Bikes, Shimano, e Sense que é uma empresa especializada em bicicletas elétricas. A loja conta com uma completa oficina mecânica com ferramentas de precisão para diversas marcas de bicicletas, e profissionais treinados e especializados pelas próprias marcas. As bicicletas podem ser do tipo urbana que tem a geometria voltada para o conforto e estabilidade, urbana feminina que tem o desenho de quadro específico para as mulheres, geralmente quadros com curvas, urbana simples uma tendência atual, é uma bicicleta simples, sem marchas, indicadas para uso na cidade, as dobráveis que são leves e práticas e quando dobradas são fáceis de carregar, a mountain bike fabricadas para uso na terra, podem ser pedaladas em qualquer terreno e em qualquer condição, a speed que é a bicicleta de corrida, a BMX tipo de bicicleta especialmente desenhada para a prática do esporte e as infantis. Na loja bicicletas que podem custar até R$9 mil, com quadros de carbono e outros equipamentos que transformam a bicicleta em um patrimônio com seguro contra furtos, um verdadeiro investimento. “Eu tenho bicicletas no catálogo que podem passar dos R$60 mil, se o cliente quiser eu mando buscar e trazer o modelo que ele quiser para cá” , afirma Marcelo. ■ Ciclista reclama da falta de bicicletário O uso de bicicleta como meio de transporte é estimulado com a construção de ciclovias, porém os ciclistas não tem lugar para estacionar inda está longe de Vitória ser uma cidade de bicicletas, apesar das ações da Prefeitura para construir ciclovias e do prefeito Luciano Rezende utilizar esse meio de transporte para ir ao trabalho, às sextas-feiras, por sugestões de seus assessores de marketing. Como ex-atleta, o prefeito dá um bom exemplo, mas os automóveis continuam a ser privilegiados na hora de estacionar. Pelo menos é isso que se observa no plano de obras do município. Mesmo sendo a bicicleta reconhecida pelo código de trânsito como um veículo de transporte, além de uma opção inteligente que não agride o meio ambiente, a capital esquece o que é primordial para o ciclista: a acomodação segura de seus veículos. Vitória não possui bicicletário pelo menos razoável e isso é motivo de reclamações. Os ciclistas reclamam que há mais vagas para carros do que para estacionar bicicletas. “Bicicletário é precário aqui em Vitória, tem um na pracinha do bairro Itararé, mas é muito antigo e está em péssimas condições” , comentou Kelvin Amaral, vendedor, 21 anos. O jovem ainda lembrou que o uso das bikes está crescendo muito e que a falta de um local seguro para deixar a bicicleta impede as pessoas de usar o transporte com mais freqüência. A “Eu uso dois cadeados para prender minha bicicleta. Prendo em árvores e postes porque é mais seguro que deixar em alguns paraciclos que existem por aí” , garante Kelvin, que investiu mais de R$3 mil em sua bicicleta. Outro ciclista que reclama da falta de bicicletários seguros é Fernando Braga, 54. “Bicicletário é um local onde você guarda a bicicleta, e não apenas a prende. É um ambiente fechado, onde ela é identificada e fica guardada. Aqui tem um amontoado de ferros onde as pessoas ficam entregues a própria sorte. Os paraciclos existentes em Goiabeiras, por exemplo, prendem só a roda da bike. Ou você leva duas trancas, ou dois metros de corrente para deixar a bicicleta segura” , destacou Fernando que é professor. Um bom local para estacionar é condição fundamental para incentivar e valorizar o uso das bicicletas como meio de transporte diário. Para ter uma ideia de comparação, em Vitória serão disponibilizadas 2.999 vagas de estacionamento rotativo para carros; enquanto uma única vaga de automóvel ocupa um espaço de até 12 bicicletas, apenas mil paraciclos serão instalados pela cidade. Os paraciclos são estruturas de metal em formato de U ou R invertido, adequados para prender com segurança o quadro e a roda da bicicleta. Na capital estão instalados Kelvin Amaral diz que só há vagas para automóveis Fernando Braga reclama da falta de infraestrutura até o momento apenas 50, confirmou o secretário de Transportes, Trânsito e Infraestrutura Urbana (Setran), José Eduardo Oliveira. A quantidade de paraciclos prevista pela Prefeitura de Vitória representa muito pouco para uma cidade que registra mais de 22.835 viagens de bicicleta por dia, com pessoas que priorizam o uso do veículo, principalmente, para trabalho e estudo. “Bicicletário público em equipamentos fechados só tem um, no Tancredão. A prefeitura tem investido em paraciclos, que são estruturas que servem para prender a bicicleta, instalados em equipamentos públicos e áreas abertas, como parques. Mas nenhum deles é realmente em uma área fechada como seria um bicicletário” , afirmou o secretário. LEGISLAÇÃO - A Prefeitura de Vitória tem a Lei 8.352 de 2012, que determina que locais como parques, shopping centers, supermercados, agências bancárias, igrejas, estabelecimentos de ensino, órgãos públicos, hospitais, instalações desportivas, museus, teatros, cinemas, casas de cultura e até indústrias tenham bicicletários. A quantidade de vagas é pré estabelecida de acordo com o tamanho da área do comércio, pelo Plano de Desenvolvimento Urbano (PDU). Mesmo assim, são poucos os locais onde a lei é cumprida. Já são 30 quilômetros de ciclovias e 17 quilômetros de ciclofaixas que cortam alguns locais da cidade de Vitória, mas bicicletários são inexistentes. Apesar dos esforços da Prefeitura de Vitória em instalar os paraciclos, nenhum local da cidade conta com bicicletário público. Segundo a Secretaria de Transportes, Trânsito e Infraestrutura Urbana (Setran) de Vitória, há uma licitação para compra de um mil paraciclos que serão instalados em parques municipais, escolas, secretarias e na sede da Prefeitura, na Avenida Beira Mar, onde foi construído um com capacidade para 14 bikes, inclusive a do prefeito Luciano Rezende. Marcelo Abaurre vende bicicletas A INFRAESTRUTURA PARA ATENDER CICLISTAS PARACICLOS INSTALADOS (CADA PARACICLO PRENDE DUAS BICICLETAS): Sete paraciclos no Palácio Municipal Sete paraciclos na sede da SEMAS -Secretaria Municipal de Assistência Social no Ed. Tucumã Três paraciclos na sede da SEMUS Secretaria Municipal de Saúde - Av. Beira Mar PARACICLOS QUE AINDA VÃO SER INSTALADOS Seis paraciclos no Parque Natural Municipal Von Schilgen - Rua Saturnino de Brito, nº 595, Praia do Canto Dez paraciclos no Parque Estadual Fonte Grande - Rua Estrada Tião de Sá, s/n em frente a Faesa, São Pedro Seis paraciclos no Parque Natural Municipal Gruta da Onça - Rua Barão de Monjardim, s/n, Centro Dez paraciclos no Parque Natural Municipal Dom Luiz Gonzaga Fernandes - Rua da Coragem, s/n, São Pedro III Dez paraciclos Parque Natural Municipal Tabuazeiro - Rua Jácomo Forza, nº 141, Tabuazeiro Seis paraciclos no Parque Natural Municipal Vale do Mulembá - Rua Miguel Arcanjo, Bairro Conquista

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14 ANOS VITÓRIA/ES OUTUBRO DE 2014 15 Aposentados investem no empreendedorismo A grande maioria abre uma empresa após identificar uma oportunidade de negócios, segundo pesquisa efetuada pelo Sebrae, em parceria feita com Global Entrepreneurship Monitor Luiz Barreto é presidente do Sebrae A aposentadoria não é mais sinônimo de ociosidade para milhares de brasileiros. De acordo com a pesquisa da Global Entrepreneurship Monitor (GEM), elaborada pelo Sebrae em parceria com o Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP), do total de empreendedores que abriram uma empresa nos últimos três anos, cerca de 7% têm mais de 55 anos. Essa faixa etária ainda está longe de ser maioria no universo de 9,2 milhões de micro e pequenas empresas no Brasil. Mas esses donos de pequenos negócios têm provado que o empreendedorismo pode ser uma opção de vida para quem chega à aposentadoria. A pesquisa GEM também demonstra que 74% dos empreendedores com mais de 55 anos abrem a sua empresa por oportunidade e não por necessidade. Essa porcentagem é superior à média geral das demais empresas, que é de 71%. “Essa motivação faz do novo negócio um empreendimento mais qualificado, com uma gestão mais organizada e competitiva e, consequentemente, com mais chances de sobrevivência” , afirma o presidente do Sebrae, Luiz Barretto. O presidente do Sebrae destaca também que uma das vantagens de se empreender a partir da aposentadoria está na possibilidade do empresário poder se dedicar a uma atividade de que realmente goste. “A maioria dos aposentados busca se sentir útil e vê o negócio próprio como um complemento de vida. Portanto, ele não sente a pressão e ansiedade pela qual os mais novos passam” , afirma Luiz Barreto. Foi o que fez a farmacêu- tica Ruth Vieira Ribeiro, 69 anos. Depois de uma experiência profissional de 30 anos, ela decidiu realizar um sonho antigo e abriu sua própria farmácia em setembro do ano passado, quando tinha 68 anos. “Eu já tinha trabalhado em órgão público, em hospital, tive um laboratório, montei um banco de sangue e trabalhei em uma empresa que vende material de laboratório. Acho que a farmácia era a única coisa que não tinha feito na minha profissão, que eu adoro” , conta. Para transformar o sonho em realidade, Ruth investiu no negócio os R$ 200 mil que tinha economizado. Seu empreendimento se diferencia exatamente por ser administrado por um farmacêutico, que atende pessoalmente os clientes, prescreve remédios e aplica injeções. “O preço dos remédios é, em sua maioria, tabelado. Então não temos como concorrer com preço. Por isso invisto no atendimento, fico o dia todo aqui para atender aos clientes, só saio para almoçar” , diz a empreendedora que tem dois balconistas que a ajudam e recebeu apoio do Sebrae para iniciar a empresa. ■

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