Jornal Imprensa Sindical - Edição nº 112

 

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ANO XIII | 112a EDIÇÃO Brasil está preparado para mexida nos juros dos EUA, diz Tombini O Brasil espera ver uma maior volatilidade em sua economia quando os Estados Unidos começarem a aumentar as taxas de juros, disse o presidente do Banco Central brasileiro, Alexandre Tombini, dia 11 de outubro. O Brasil vem se preparando para o movimento do Fed, Banco Central norte-americano, por acumular US$ 380 bilhões em reservas monetárias e por manter uma moeda flutuante, disse Tombini em reunião do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial, em Washington. – Com o aperto monetário, esperamos ver níveis mais elevados de volatilidade do que no passado. O Brasil vem se preparando para isso –afirmou Tombini. Os mercados emergentes, incluindo o Brasil, se beneficiaram de uma enxurrada de dinheiro de economias mais desenvolvidas do mundo, que reduziram as taxas de juros para impulsionar os gastos dos consumidores e sair da crise financeira de PAULINHO DA FORÇA - SP IMPRENSA SINDICAL 20 DE OUTUBRO A 20 NOVEMBRO/2014 2007-2009. Com a expectativa do Fed de começar a elevar as taxas de juros que estão muito baixas no próximo ano, há preocupações desses fluxos reverterem drasticamente, prejudicando o investimento e desvalorizando moedas de mercados emergentes. A economia do Brasil caiu em recessão neste ano e sua taxa de inflação atingiu uma máxima de três anos em setembro, elevando-se acima da meta oficial do Banco Central de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais. Ainda assim, o Banco Central espera que o aumento recente das taxas de juros brasileiras contenham a inflação e diz estar pronto para tomar novas medidas para resolver o problema, se necessário, disse Tombini. – A situação da inflação está sob controle. Nós não vamos ser complacentes. Se necessário, nós sabemos como agir para lidar com essas pressões –disse Tombini. SÃO PAULO Geraldo Alckmin, governador de São Paulo Governador Alckmin assina R$ 2,9 bilhões para obras de mobilidade urbana Página 3 Obrigado ao povo paulista e aos leitores do jornal Imprensa Sindical pela confiança Página 6 SECOVI - SP Secovi-SP espera que o mercado imobiliário se recupere no segundo semestre Página 9 Claudio Bernardes, presidente do Secovi-SP Paulinho da Força, deputado federal e presidente nacional do Solidariedade SINDUSCON - SP LU ALCKMIN CUT - SP Eleições reforçaram a necessidade de reformas Página 8 José Romeu Ferraz Neto, presidente do Sinduscon-SP Escola de Qualificação Profissional do Fundo Social de Solidariedade realiza formatura de mais de dois mil alunos Página 9 Uma década de conquistas e avanços, mas também de dificuldades e resistências Página 4 Adi dos Santos Lima é presidente da CUT São Paulo AEROVIÁRIOS - SP GRÁFICOS - SP FORÇA SINDICAL - SP CAMPANHA SALARIAL DEFINIDA A PAUTA DE REIVINDICAÇÕES Página 16 Reginaldo Alves de Souza, Mandú, presidente do SAESP Nilson do Carmo Pereira, diretor executivo do Sindicato dos Gráficos de São Paulo REFORMA POLÍTICA URGENTE! Página 16 Miguel Torres, presidente da Força Sindical STF quer votar novo indicador do FGTS neste ano Página 4 Fotos: Fabio Nunes Teixeira/PMG SUPLICY BAHIA GUARULHOS - SP MUDANÇAS NECESSÁRIAS NA LEGISLAÇÃO FISCAL Página 6 Eduardo Matarazzo Suplicy (PT-SP), senador da República Sagrado para religiões de matrizes africanas, parque é reaberto totalmente requalificado pelo governo Página 5 Guarulhos ganha sua maior Unidade Básica de Saúde na Vila Nova Bonsucesso Jaques Wagner, governador da Bahia Página 8 O prefeito Sebastião Almeida inaugurou a UBS Vila Nova Bonsucesso PARAÍBA SINDIQUÍMICA - BA ITUIUTABA - MG Governador da Paraíba, Ricardo Coutinho PARÁ Paraíba cria 5.511 empregos em agosto e apresenta maior crescimento relativo do Brasil Página 10 MARANHÃO Foto: Geraldo Furtado Trabalhadores em cargos de chefia, supervisão e liderança devem receber hora extra Página 10 JADER BARBALHO Desenvolvimento econômico de Ituiutaba Página 10 Luiz Pedro Corrêa do Carmo, prefeito de Ituiutaba HADDAD - SÃO PAULO-SP Polo de fruticultura vai impulsionar a economia no oeste paraense Página 10 Anuncie no Governadora em exercício, Luzia Nadja Nascimento Roseana entrega mais obras nas áreas de saúde e segurança em São Luís Página 12 Derrocamento do Pedral do Lourenço tem novo edital Governadorado Maranhão, Roseana Sarney Página 15 Senador Jader Barbalho (PMDB) IMPRENSA SINDICAL Município amplia oferta de produtos da agricultura familiar na alimentação escolar Página 15 Fernando Haddad, prefeito de São Paulo (11) 3666-1159 99900-0010 95762-9704

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Opinião de autores moçambicanos contemporâneos. O livro inclui ainda o ensaio “A literatura moçambicana e os leitores brasileiros”, das organizadoras, responsáveis também pela introdução. Para as professoras, a exemplo de A kinda e a misanga: encontros brasileiros com a literatura angolana, lançado em 2007, este volume “corresponde a mais uma ação para tornar cada vez mais vivos os laços que nos prendem”. II Como não podia deixar de ser, Mia Couto, o escritor moçambicano com maior visibilidade da mídia do mundo lusófono, alcança espaço destacado na análise dos especialistas. De sua obra ocupam-se Anita Martins Rodrigues de Moraes, doutora em Teoria e História Literária pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e professora da Universidade Federal Fluminense (UFF), Maria Nazareth Soares Fonseca, doutora em Literatura Comparada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e professora da Pontifícia Universidade Católica (PUC-MG), e Patrícia Schor, que faz doutoramento em Humanidades na Utrecht University, da Holanda. Já a narrativa feminina, especialmente a de Paulina Chiziane, é objeto de atenção de Laura Padilha, doutora pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e professora emérita da UFF, Débora Leite David, que faz pós-doutorado em Estudos Comparados de Literatura de Língua Portuguesa na USP, e deste articulista. Em “Literatura e política: José Craveirinha e as inclinações prospectivas de uma poética popular”, o professor Benjamin Abdala Junior, doutor em Letras pela USP e professor titular de Literaturas Africanas de Língua Portuguesa da mesma instituição, aproxima IMPRENSA SINDICAL | 20 DE OUTUBRO A 20 DE NOVEMBRO/2014 | PÁGINA 2 Editorial Temos agora o segundo turno das eleições para o cargo de presidente da República, e em alguns Estados, para governador. Nunca é demais lembrar o cuidado que temos que ter ao escolher nosso representante público. Especialmente em casos que a escolha de um e de outro implica em projetos governamentais antagônicos. Quase sempre, um representa interesses do capital e o outro, interesses da sociedade como um todo. Os que se afinam mais com a propriedade privada e o pensamento egoístico, escolhem o projeto voltado ao capital, e os que se afinam com o bem de todos, escolhem o projeto que é voltado para o social. Mais importante ainda do que saber quem se afina com quem, é atentar para o não partidarismo. Quando escolhemos um representante, devemos considerar o projeto que melhor atende aos anseios da maioria, e não para qual partido vai ganhar o poder. Até porque partidos mudam de siglas o tempo inteiro e os projetos governamentais mudam nossas vidas para melhor ou para pior. Quebram o país ou o mantém sustentável e resistentes às crises internacionais. Lembrando que banqueiros, economistas e empresários do mundo inteiro, que se reunem constantemente em Davos, estudam e buscam um modelo político-econômico que distribuam a renda a todos, ao ver que não conseguiram evitar a quebradeira da Europa porque o povo não tinha condições de dividir com o 1% mais rico o prejuízo da crise. Ou seja, perceberam que os países que não distribuem renda não conseguem evitar a crise natural ao sistema capitalista, e os países que distribuiram sua renda através de programas sociais e incentivos fiscais, conseguiram se manter imunes à crise Europeia. Esses banqeiros e empresários que centralizam toda a riqueza do mundo entre eles, agora querem dividir para se manterem ricos. Os países que eles estudam é o Brasil, Venezuela e Bolílivia, que não sentiram a crise por causa da distribuição de renda para todos. Agradecemos a todos os anunciantes pela contribuição e aos que colaboraram com matérias para o enriquecimento do conteúdo do jornal IMPRENSA SINDICAL. A literatura de Moçambique vista do Brasil a poesia do poeta moçambicano do fazer poético do angolano António Jacinto (1924-1991) e do brasileiro Solano Trindade (19081974), observando que o horizonte de expectativa de Craveirinha “enlaça os poetas da geração de 50 em Angola e os poetas brasileiros articulados politicamente e que viriam a promover os Centros Populares de Cultura”. No contexto socialmente reivindicativo, e ainda anticolonial e antifascista das literaturas africanas de Língua Portuguesa dos anos 1950-1960-1970, diz Abdala, esse horizonte estético-ideológico promovia um olhar para outros poetas, de outros sistemas lingüísticos, como o cubano Nicolás Guillén (1902-1989), que seria colocado como poeta-símbolo na antologia do angolano Mario de Andrade (1928-1990) e do são-tomense Francisco José Tenreiro (1921-1963), “onde a condição negra se associava à proletária – um humanismo em que as diferenças étnicas se abriam à solidariedade social”. Em “A voz, o canto, o sonho e o corpo: reflexões sobre a poesia feminina em Moçambique”, Carmen Lucia Tindó Secco, doutora em Letras pela UFRJ e docente que criou a disciplina de Literaturas Africanas na mesma instituição, diz que, ao contrário do que ocorreu em Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe, em Moçambique o silêncio em torno de textos de autoria feminina se manteve por mais de uma década depois da independência não só na poesia como nos demais gêneros. Com exceção de Glória de Sant´Anna, que teve condições próprias de editar vários livros antes da independência, poucas mulheres tiveram seus textos publicados no período colonial. Mesmo a conhecida Noémia de Sousa, acrescenta, só teve a sua obra reunida em livro, em 2001, por empreendimento do poeta Nelson Saúte, atual editor da Marimbique, que publicou o livro que se resenha aqui. Hoje, já não são poucas as poetisas moçambicanas: Ana Mafalda Leite, Tânia Tomé, Sónia Sultuane são alguns nomes que têm sua produção analisada por Carmen Lucia neste ensaio. III Em “José Francisco Albasini e a saúde do corpus moçambicano”, César Braga-Pinto, doutor em Literatura Comparada pela University of California, Berkeley, e professor da Northwestern University, em Illinois, recupera a trajetória literária e jornalística de José Francisco Albasini, o Bandana (1877-1935), irmão de João Albasini. Ambos fundaram o primeiro jornal escrito e dirigido por uma elite de intelectuais negros e mulatos em Moçambique, O Africano (1908-1918), que seria sucedido por O Brado Africano (1918-1974). Lidos numa perspectiva pós-independência e, portanto, ana- por Adelto Gonçalves, de Ampaaro Escritores moçambicanos na fase inicial da literatura de seu país sempre se declararam inspirados por autores brasileiros. Foi o caso de José Craveirinha (1922-2003), filho de pai português e mãe africana, que se dizia leitor atento de Manuel Bandeira (1886-1968), Mário de Andrade (1893-1945), Graciliano Ramos (1892-1953), Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), Jorge Amado (1912-2001), Raquel de Queiroz (1910-2003), João Cabral de Melo Neto (1920-1999) e outros. Sem contar que tivera em Leônidas da Silva (1913-2004), o Diamante Negro, centroavante da seleção brasileira de 1938 e inventor do lance chamado de “gol de bicicleta”, um ídolo de sua juventude, admiração que compartilhava com muitos de sua geração. Tantos anos depois, faz-se agora o percurso inverso com estudiosos brasileiros, alguns em atividade em universidades fora do Brasil, escrevendo sobre a produção de escritores moçambicanos mais recentes. É o que se vê em Passagens para o Índico: encontros brasileiros com a literatura moçambicana (Maputo: Marimbique Conteúdos e Publicações, 2012), organizado pelas professoras Rita Chaves e Tania Macêdo, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP), com prefácio do professor Lourenço do Rosário, o scholar moçambicano com maior trânsito nas universidades de Portugal e do Brasil. Para realizar essa obra, as organizadoras convidaram 20 especialistas em Literatura Africana de Expressão Portuguesa, inclusive este articulista, para que escrevessem ensaios sobre a produção Expediente Jornal IMPRENSA SINDICAL www.jornalimprensasindical.com.br Matriz: Largo Santa Cecilia, 62 - CEP 01225-010 - São Paulo - SP. Fone: (11) 3666-1159 Diretor Responsável Carlos Alberto Palheta Jornalista Responsável: Mara Oliveira - MTB 12437-0/SP Publicidade e Propaganda Carlos Alberto Palheta (11) 99900-0010 Diretoras Executivas Raimunda Duarte Passos e Jéssika Carla Passos Palheta Fones (11) 3666-1159 | (11) 95762-9704 DISTRIBUIÇÃO NACIONAL Produção: Kerach Comunicação Projeto Gráfico e Diagramação: Mara Oliveira E-mail: maraoliveira23@hotmail.com Fones (81) 9651-5071 | (81) 9460-9586 E-mails: kerach23@hotmail.com | kerach23@ig.com.br www.kerachcomunicacao.com.br OBS.: MATÉRIAS ASSINADAS NÃO REFLETEM NECESSARIAMENTE A OPINIÃO DO JORNAL, SENDO DE EXCLUSIVA RESPONSABILIDADE DE SEUS AUTORES. O CONTEÚDO DOS ANÚNCIOS É DE INTEIRA RESPONSABILIDADE DE SEUS ANUNCIANTES. crônica, os Albasini são vistos hoje com certo distanciamento. Descendente de um italiano e neto de português e de uma neta do régulo do clã Mpfumo, de Maxaquene, Bandana, ao seu tempo, defendeu a “causa indígena”, lançando uma campanha pela educação em português que tinha por base a luta pelo direito à cidadania plena, no caso a cidadania portuguesa, à época do salazarismo. Como diz Braga-Pinto, essa é ainda uma questão que permanece em debate e longe de um consenso, ou seja, “a situação do sujeito assimilado em relação não somente ao sujeito “indígena”, mas também ao passado pré-colonial e à tradição africana”. Um dos textos mais interessantes desta coletânea é “Os lugares do indiano na literatura moçambicana”, de Nazir Ahmed Can, doutor em Letras pela Universidade Autônoma de Barcelona e professor-colaborador do Instituto Camões de Barcelona, que registra um “silêncio” a respeito da participação indiana nos estudos literários sobre Moçambique dos dias atuais. É de lembrar que a comunidade indiana se fixou no país em meados do século XVII ou ainda em época anterior à chegada dos portugueses e, hoje, “representa uma parte significativa da população moçambicana (inclusive da elite política e intelectual)”. Can cita Francisco Noa para quem “a figura do indiano aparece-nos marcada pelo ressentimento, pelo preconceito e por um indisfarçável sentimento de intolerância”. Para Can, “a prosa do período pós-independência sente-se ainda numa posição desconfortável para representar estas comunidades de forma pormenorizada para lhes fornecer protagonismo ou voz”. Conhecidos de maneira depreciativa por monhés, baneanes e canarins, os indianos sempre foram vistos de maneira preconceituosa – de início, porque representariam um obstáculo à hegemonia portuguesa na região e, depois, porque desenvolviam, na maioria, atividades ligadas ao ilícito, como contrabando e a sonegação fiscal, e eram adeptos do islaminismo e, portanto, adversários das práticas cristãs. Depois de apontar a presença de protagonistas indianos (monhés), referidos de forma negativa por personagens em autores como Nelson Saúte, Lília Momplé e Suleiman Cassamo e positiva ou neutra em Mia Couto, João Paulo Borges Coelho e Paulina Chiziane, o ensaísta assinala a ausência de uma auto-representação da travessia indiana na prosa moçambicana, questionando quais seriam os motivos pelos quais isso não foi possível até agora. IV O livro traz ainda ensaios dos professores José Nicolau Gregorin Filho, doutor em Letras pela Universidade do Estado de São Paulo (Unesp) e professor da USP, Érica Antunes Pereira, pós-doutoranda na USP, Maria Anória de Jesus Oliveira, professora assistente da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) e doutora em Letras pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Marinei Almeida, doutora em Letras pela USP e professora da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), Maurício Sales Vasconcelos, doutor em Letras e pós-doutorando na USP, Prisca Agustoni de Almeida Pereira, doutora em Literaturas Africanas de Língua Portuguesa pela PUC-MG, Rosania da Silva, doutora em Letras pela Universidade Nova de Lisboa, Simone Caputo Gomes, doutora em Letras pela PUC-RJ, Sueli Saraiva, doutoranda em Letras pela USP, e Teresinha Taborda Moreira, doutora em Letras pela UFMG e professora da PUC-MG. PASSAGENS PARA O ÍNDICO: ENCONTROS BRASILEIROS COM A LITERATURA MOÇAMBICANA, organização de Rita Chaves e Tania Macêdo, 1ª ed. Maputo: Marimbique – Conteúdos e Publicações. 327 págs., 2012. Adelto Gonçalves, jornalista, trabalhou no Estadão, Folha de São Paulo, Editora Abril e A Tribuna de Santos. Professor universitário, doutor em Literatura Portuguesa pela USP, autor dos livros Os Vira-latas da Madrugada, prêmio José lins do Rego, da José Olympio Editora; Gonzaga, um Poeta do Iluminismo, Barcelona Brasileira, Bocage – o Perfil Perdido e Tomás Antônio Gonzaga. Ganhou em 1986, o prêmio Fernando Pessoa, da Fundação Cultural Brasil-Portual. Professor universitário de literatura em Santos, na Universidade Paulista, Unip, e na Universidade Santa Cecília, Unisanta.

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“ IMPRENSA SINDICAL | 20 DE OUTUBRO A 20 DE NOVEMBRO/2014 | PÁGINA 3 Agradeço aos brasileiros que moram em São Paulo o voto de confiança dado no último dia 5 de outubro. Tenho certeza que, nos próximos quatro anos, vamos fazer mais e melhor, honrar novamente a voz das urnas. O nosso governo vai continuar a ser parceiro do desenvolvimento, através da geração de oportunidades e do apoio a quem mais precisa. Será mais uma gestão de prioridades para a educação, para a saúde, para os transportes, para as ações que culminem em uma melhor qualidade de vida para todos que residem nos 645 municípios paulistas. Queremos uma vez mais ampliar conquistas obtidas nos últimos anos e buscar inovações de forma permanente. Somos os primeiros a reconhecer que ainda há muito a ser feito. Mas sabemos também o quanto evoluímos. Não começaremos do zero. Se os desafios de nosso Estado são grandiosos, São Paulo sempre será maior que seus desafios. Geraldo Alckmin Governador do Estado de São Paulo São Paulo ” Governador Alckmin assina R$ 2,9 bilhões para obras de mobilidade urbana Recursos são de financiamentos com o Banco Mundial, Banco Interamericano de Desenvolvimento e Banco Europeu de Investimento e serão utilizados em rodovias do DER e na compra de trens da CPTM te contrato. As 12 obras, duas com projeto concluído, sete com projeto a serem atualizados e três com projeto em fase de elaboração, deverão ser iniciadas pelo DER em 2015. O investimento orçado dessas obras é de R$ 595 milhões. Outros US$ 686,2 milhões – aproximadamente R$ 1,6 bilhão –serão obtidos com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID)– desse valor, US$ 480,1 milhões vêm do BID e US$ 206,1 são de contrapartida do Estado. O recurso é destinado à realização de 15 obras rodoviárias, totalizando mais de 757 quilômetros de rodovias modernizadas e beneficiando 41 municípios (veja a relação das obras abaixo). Essa é a segunda etapa de financiamento do BID. A primeira teve valor de US$ 480,1 milhões para a realização de 28 obras. Os recursos do BID serão destinados ao DER, que será responsável pela contratação das empresas que executarão os serviços nas rodovias estaduais, beneficiadas no pacote de investimentos. Das obras, uma encontra-se com o projeto concluído e em fase de atualização. As outras 14 obras têm seus projetos em fase de elaboração. A previsão é que todas as obras tenham início em 2015, após a conclusão de seus projetos. Com o Banco Europeu de Investimento (BEI), foi assinado financiamento no valor de € 200 milhões (R$ 616 milhões), montante que será destinado à compra de trens pela CPTM. Parte desse valor será utilizado na aquisição de oito trens com tecnologia de ponta para atender a nova Linha 13-Jade, que ligará o Aeroporto Internacional de Guarulhos à capital, e o restante para pagamento parcial dos 65 trens já em fabricação, que começarão a ser entregues a partir de 2015 e atenderão as seis linhas da companhia. Obras a serem financiadas pela 2ª etapa do financiamento BID Região de Campinas Região de Araçatuba SP 310 – Rodovia Feliciano Salles da Cunha Região de Campinas SPA 264/350 SPA 270/350 – Rodovia Lupércio Torres SP 207 – Rodovia Dr. José Vasconcelos dos Reis/ Homero Corrêa Leite Obras previstas com recursos do Banco Mundial Região de Sorocaba SP-129 – Rodovia Gladys Bernardes Minhoto Região de Campinas O governador Geraldo Alckmin assinou dia 23 de setembro, três financiamentos com órgãos internacionais no valor de aproximadamente R$ 2,9 bilhões para a realização de obras de modernização e melhorias em rodovias estaduais do DER (Departamento de Estradas de Rodagem), órgão vinculado à Secretaria de Logística e Transportes, e para a compra de trens da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), da Secretaria de Transportes Metropolitanos. “Hoje é um grande dia para a mobilidade do Estado de São Paulo. Assinamos financiamentos do BID, do Banco Mundial e do Banco Europeu de Investimento. São três financiamentos que mostram a recuperação financeira do Estado, que tem hoje o seu menor endividamento das últimas décadas”, destacou o governador Alckmin. “As obras trarão investimentos para o Estado, com geração de novos empregos, além de promover o desenvolvimento e ser uma vacina contra os acidentes rodoviários.” Os recursos serão captados com Banco Mundial (BIRD e MIGA – Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento e Agência Multilateral de Garantia de Investimento), Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e Banco Europeu de Desenvolvimento (BEI). A assinatura do contrato com o Banco Mundial prevê a liberação de US$ 300 milhões, aproximadamente R$ 710 milhões, provenientes do Banco Santander, com garantia da MIGA. Trata-se da primeira operação de financiamento privado internacional a um Estado brasileiro envolvendo seguradora do Banco Mundial, a MIGA. O valor será destinado à realização de 12 obras rodoviá- rias, totalizando mais de 351 quilômetros de rodovias modernizadas e beneficiando 26 municípios (veja a relação das obras abaixo). Os recursos do Banco Mundial serão destinados à realização de 12 obras rodoviárias, totalizando mais de 351 quilômetros de rodovias modernizadas e beneficiando 26 municípios, conforme a meta do Programa de Transporte, Logística e Meio Ambiente. O programa, que é uma parceria entre o governo do Estado de São Paulo e do Banco Mundial, prevê o investimento de U$ 729 milhões para recuperação de até 7.000 quilômetros de rodovias estaduais não concedidas. Os US$ 300 milhões provenientes do Banco Santander, com garantia da MIGA, serão acrescidos de U$ 129 milhões de contrapartida do governo do Estado e serão liberados após a assinatura des- SP-147 – Rodovia Samuel de Castro Neves SP-304 – Rodovia GeSP 008 – Rodovia Pedro Astenori Mariagliani raldo de Barros (Capitão) Região de Presidente Prudente Região de Sorocaba SP 250 – Rodovia Bunjiro Nakao SP 250 – Rodovia José de Carvalho SP 270 – Rodovia Raposo Tavares Baixada Santista SP 055 – Rodovia Dr. Manoel Hyppolito do Rego Vale do Paraíba SPA 570/294 – Rodovia de acesso Vasco Pigozzi SPA 592/294 SPA 431/425 – Rodovia de acesso Salim Farah Maluf SPA 126/563 Região de São José do Rio Preto SPA 395/310 – Rodovia de acesso João Martini Calbo SPA 423/310 – RoSP 055 – Rodovia Dr. Manoel Hyppolito do Rego dovia de acesso João Neves Região de São José SPA 473/310 – Rodovia de acesso João Pedo Rio Preto dro de Rezende SP 310 – Rodovia FeliSP-461 – Rodovia Peciano Salles da Cunha ricles Bellini

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IMPRENSA SINDICAL | 20 DE OUTUBRO A 20 DE NOVEMBRO/2014 | PÁGINA 4 Sindical CUT-SP Uma década de conquistas e avanços, mas também de dificuldades e resistências mo ano, em São Paulo, da 1ª Marcha da Consciência Negra. Outra medida de grande significado, e que também completa uma década, é a Lei 10.639/03. Primeira lei assinada pelo ex-presidente Lula, a medida alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional ao instituir a obrigatoriedade do ensino sobre história e cultura afro-brasileira no currículo oficial da rede de ensino do país e que, no entanto, encontra muitas dificuldades para a sua implementação. Da mesma forma, a Lei das Cotas, marco importante dentro das estratégias de políticas afirmativas, aprovada em 2012, também enfrenta forte resistência. Em São Paulo, a CUT apoia o Projeto de Lei de Cotas Raciais e Sociais, construído pelo movimento negro e movimentos sociais em reação ao Pimesp, programa criado pelo governo do PSDB que aumenta a discriminação e a segregação racial, dificultando ainda mais o ingresso de afro-descendentes e indígenas às universidades públicas. Também registramos dados que mostram a juventude negra como principal alvo da violência urbana e damos um panorama do preconceito e da discriminação no mundo do trabalho, como a desigualdade de oportunidades e de salários. Entre as ações da CUT/SP de combate ao racismo, destacamos a efetiva colaboração da central para a 3ª Conapir, realizada no mês de novembro do mesmo ano, e a já tradicional CUT Cidadã Consciência Negra, que naquele ano foi em O ano passado foi bastante significativo para o movimento negro brasileiro, não só por fatos mais recentes, mas por fechar uma década de importantes episódios que marcam a luta pela igualdade e contra a discrimi- nação. Faço um rápido resgate desses 10 anos de ações afirmativas, como a criação, pelo governo federal, em 2003, da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) e da realização, no mes- Mauá, município da região do ABCD. Como vimos, diversos são os motivos para comemoração, pois muitos são os avanços e as conquistas. Porém, as dificuldades e os obstáculos se apresentam na mesma proporção. A luta pelo fim do racismo e das desigualdades é árdua e longa, mas a certeza de que estamos no caminho certo nos dá forças e renova nossas energias para lutarmos por um país mais justo e fraterno. Adi dos Santos Lima é presidente da CUT São Paulo Força Sindical-SP STF quer votar novo indicador do FGTS neste ano O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), prometeu colocar em votação, até o final do ano, a mudança do indicador que atualiza os valores do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Sem dúvida uma medida necessária e justa. A utilização da Taxa de Referência (TR) como indicador para a atualização do FGT é uma prática que, há muito tempo, vem sendo combatida duramente pela Força Sindical e por suas entidades filiadas, mas até hoje os processos estão parados na Justiça sem que o governo tome qualquer atitude para a resolução do impasse. No início de 2013, por exemplo, sindicatos filiados à Central entraram com ação na Justiça pela revisão do FGTS e por correção monetária sobre as perdas que os trabalhadores vêm sofrendo desde 1999, acumuladas em cerca de 90% graças à remuneração do Fundo tendo a TR como indexador. Aliás, o Partido Solidariedade também entrou com ação pela revisão requerendo que as contas do Fundo sejam corrigidas. A promessa do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo, pelo menos nos renova a esperança de que essa injustiça seja, enfim, sanada. Apenas para que se tenha uma ideia da dimensão do prejuízo, um trabalhador que, no ano de 1999, tinha R$ 1 mil na conta do Fundo de Garantia com a correção pela TR, tem, hoje, cerca de apenas R$ 1.400,00. Se os cálculos tivessem sido feitos pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), –que é o indicador oficial de inflação e o índice pelo qual desejamos que o FGTS seja corrigido–, esse mesmo trabalhador teria, hoje, cerca de R$ 2.600,00 depositados. Uma perda bastante expressiva e uma injustiça que, por uma questão de coerência, tem de ser resolvida. Mas enquanto permanece o suspense sobre os valores que deverão ou não ser pagos, o mais racional é recebermos, daqui para a frente, o dinheiro do Fundo corrigido já por um novo índice. Depois, continuaremos aguardando a decisão sobre os valores referente à retroatividade das ações em andamento. Uma espera que, desejamos, seja muito breve! Miguel Torres, presidente da Força Sindical Cultura Rio divulga lista das empresas para programa de fomento cultural A Secretaria Municipal de Cultura divulgou dia 30 de setembro, no Diário Oficial, a lista final dasempresas habilitadas como Contribuintes Incentivadores do Programa de Fomento à Cultura Carioca, com seus respectivos valores de incentivo para o próximo ano. Tendo em vista que o Rio de Janeiro é a capital brasileira que mais investe em cultura, o órgão municipal atua para consolidar cidade como um dos principais polos culturais de toda a América Latina, elevando a contribuição do setor para o desenvolvimento da cidade e estimulando a qualidade e a competitividade da produção cultural carioca. Para o ano de 2015, somente por meio do Fomento Indireto – Lei do ISS serão investidos aproximadamente R$ 48 milhões. O Edital do Contribuinte Incentivador tem por objeto autorizar empresas habilitadas a destinarem até 20% de seu ISS recolhido, nas condições estabelecidas pela Lei 5.553/13, em benefício de projetos culturais aprovados e certificados pela Comissão Carioca de Promoção Cultural – CCPC. A referida Lei faz parte do Programa de Fomento à Cultura Carioca, o maior e mais abrangente programa de fomento cultural em nível municipal e estadual no Brasil. A iniciativa patrocina projetos das mais diversas áreas da cultura como dança, música, circo, teatro, literatura e outros. Mais informações podem ser obtidas pela internet.

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Produção de veículos no Brasil tem queda de 17% A produção de veículos no Brasil no terceiro trimestre caiu 16,8% sobre igual período de 2013, impactada por fraqueza do mercado interno e das exportações e que fez de setembro o sexto mês consecutivo de fechamento de postos de trabalho no setor. Apesar da queda na produção, os estoques de veículos novos à espera de comprador fecharam setembro em 404,5 mil unidades, maior nível do ano, afirmou a associação que representa o setor, Anfavea, dia 6 de outubro. A produção do terceiro trimestre somou 818,1 mil veículos, alta de 5,6% sobre o segundo trimestre. Já as vendas foram de 863,6 mil veículos, crescendo 1,6% sobre o segundo trimestre deste ano, mas caindo 12% na comparação anual. Luiz Moan, presidente da Anfavea, disse que a indústria tem se recuperado dos fracos resultados do primeiro semestre e que a média de veículos vendidos até agora no segundo semestre é 3,9% maior que o emplacado na primeira metade do ano. “Neste segundo semestre estamos crescendo sobre o primeiro”, disse Moan a jornalistas, ressalvando que a entidade esperava que as vendas em setembro fossem “um pouquinho melhores”. Em setembro apenas, a produção foi de 300,8 mil veículos, alta de 13,7% sobre agosto e queda de 6,7% sobre um ano antes. As vendas foram de 296,3 mil unidades, subindo 8,7% na comparação mensal, mas recuando 4,4% na relação anual. “É de se esperar que as vendas continuem pressionadas dado o ambiente econômico desafiador”, disseram analistas da Buckingham Research Group, em relatório. “A queda anual nas vendas de veículos leves foi bem melhor que o esperado, dada economia desafiadora”, acrescentaram. Apesar dos acumulados do ano de produção e vendas estarem ainda longe das estimativas da Anfavea já pioradas para o ano, a entidade manteve suas estimativas dia 6 de outubro. A expectativa para a produção em 2014 é de queda de 10%, ante uma performance acumulada até setembro de recuo de 16,8%. Já para os licenciamentos a estimativa é de queda de 5,4%, ante um volume comercializado até o mês passado 9,1% menor que um ano antes. Perguntado sobre a avaliação da Anfavea para 2015, Moan afirmou que “com certeza nossa ideia é que essa curva de melhora adentre em 2015, que com certeza será melhor que 2014, de preferência com menores estoques”. A indústria montadora de veículos do Brasil terminou o mês passado com queda de 6,6 por cento no nível de emprego sobre um ano antes, para 147.718 postos de trabalho –pior resultado desde maio de 2012. Moan afirmou que o setor tem buscado ampliar exportações e que já despachou um primeiro lote de veículos para a África. As vendas externas de veículos montados do país acumulam queda de 38,5% no ano até setembro. Considerando apenas o mês passado, as exportações despencaram 41,2%, a 26,7 mil unidades. O presidente da Anfavea afirmou que o cenário eleitoral deverá seguir gerando incertezas sobre a decisão de compra de consumidores e frotistas nas próximas semanas e que a Argentina voltou a impor restrições à importação de veículos diante de falta de divisas. Sobre as medidas tomadas pelo Banco Central no final de agosto para expansão do crédito, Moan afirmou que elas ajudaram a elevar as vendas financiadas de veículos novos em 11% em setembro. “O Brasil precisa de estímulos para que economia rode. Se não estimularmos o consumo interno, teremos problemas”, disse. Por categoria, a produção de carros e comerciais leves em setembro caiu 5,3% sobre um ano antes, para 286,28 mil unidades. Já o volume produzido de caminhões somou 11,78 mil, queda de 30,3% na comparação anual. Em ônibus, houve retração anual de 8,9%, a 2,78 mil unidades. Brasil IMPRENSA SINDICAL | 20 DE OUTUBRO A 20 DE NOVEMBRO/2014 | PÁGINA 5 Inadimplência dos consumidores desacelera em setembro A inadimplência dos consumidores desacelerou em setembro. Segundo levantamento do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), o número de consumidores com dívidas em atraso aumentou 3,84% na comparação com setembro de 2013. O percentual é menor do que o de agosto (5,09%), também na comparação anual. De acordo com a SPC, este é “o menor avanço apurado desde o início de 2014”. Apesar disso, a alta é maior que a de setembro de 2013 (2,89%). “Esse recuo é um comportamento típico do período, devido em diversos feirões de renegociação de dívida que acontecem nessa época do ano”, disse a economista do SPC, Marcela Kawauti. Além disso, acrescentou, o Instituto Nacional de Seguro Social pagou o 13º salário a aposentados e pensionistas no final de agosto e no início de setembro. - Juro alto, menor atividade econômica em baixa e queda da confiança do consumidor estão entre os principais fatores que resultam nas dívidas em atraso – informou Kawauti. As duas entidades estimam que ao final de setembro havia, aproximadamente, 54 milhões de CPFs registrados em serviços de proteção ao crédito. Segundo o levantamento, o recuo da inadimplência na base anual refletiu na base mensal, que apresentou queda de 1,14%. Já o número médio de dívidas por inadimplente apresentou estabilidade, ficando em 2,11 dívidas em atraso para cada inadimplente. O número representa uma queda de 1,16% na comparação com agosto. É a primeira retração mensal da quantidade de dívidas em atraso desde dezembro de 2013. Na base de comparação anual, ante a setembro de 2013, o número de dívidas apresentou aumento de 5,07%. Esse percentual, no entanto, representa desaceleração se comparado à alta de 6,13% ocorrida em agosto. - É a segunda menor variação registrada em setembro, menor apenas do que o resultado obtido em 2013, quando a alta anual do número de dívidas esteve em 1,79% – disse a economista. Segundo ela, a faixa etária que apresentou alta mais expressiva segue o padrão observado nos últimos meses, e abrange inadimplentes com idades entre 85 e 94 anos. Bahia Sagrado para religiões de matrizes africanas, parque é reaberto totalmente requalificado pelo governo O Parque São Bartolomeu, patrimônio ambiental localizado no Subúrbio Ferroviário de Salvador, foi totalmente revitalizado e reaberto para a população, no mês de outubro, após um investimento de mais de R$ 100 milhões realizado pelo governo da Bahia. A última etapa das obras realizadas no local, que recebeu R$ 28 milhões, foi entregue pelo governador Jaques Wagner e incluiu a instalação do sistema de proteção, a urbanização de uma praça considerada sagrada para adeptos do Candomblé, e a construção de um centro de referência para atividades culturais e de uma quadra poliesportiva. Na cerimônia de conclusão das obras, foram entregues, ainda, mais 120 escrituras para famílias deslocadas de suas antigas casas, que eram construídas em locais impróprios e irregulares dentro da área de proteção ambiental. Também foi lançado em outras áreas da capital baiana também passam a ter o Parque São Bartolomeu como um destino para o lazer, após o acesso ao local ter passado por uma transformação urbanística, com a pavimentação e sinalização de vias na região. Moradias dignas De acordo com o diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado (Conder), Ubiratan Cardoso, as obras de requalificação duraram dois anos e meio e receberam investimento de R$ 93 milhões, com recursos do governo do Estado. “O Parque de São Bartolomeu foi todo reconstruído, com equipamentos de lazer e educação, cercamento, além de 450 habitações entregues para quem morava irregularmente na área do Parque”. Dentro do Parque, a Praça de Oxum ganhou uma escultura do artista plástico baiano Bel Borba. “Para esse espaço, houve muitas conversas com as comunidades de matrizes africanas que fazem suas oferendas e usam a praça. Respeitamos a área como uma solicitação dessas pessoas e buscamos valorizá-la ao máximo”, explicou a coordenadora do projeto do parque, a arquiteta Regina Luz, durante o ato de inauguração do espaço. Meio ambiente e religiosidade Para o secretário do Meio Ambiente, Eugênio Espengler, o Parque de São Bartolomeu é fundamental na questão climática da capital baiana. “O governador já autorizou e vamos decretar a ampliação do parque, incorporando a área da Embasa e o entorno da Lagoa da Paixão. É uma área muito importante para a qualidade de vida da cidade, serão mais de 450 hectares de remanescente de Mata Atlântica”. Spengler destacou que o parque contém, tanto qualitativa como quantitativamente, a maior produção de água dentro de Salvador. “É a área com menor índice de contaminação e poluição e grande produção, então é um elemento importante do ponto de vista dos recursos hídricos”. O secretário afirmou que, além dos aspectos de lazer, cultura e religiosidade, a biodiversidade da região é muito rica, são centenas de espécies vegetais e animais que vivem no Parque. A biodiversidade é muito importante, por exemplo, para o povo de religião de matriz africana, como Mãe Hildete Laurindo de Jesus, ou Ya Morejá, do terreiro Oju Irê – Olhos de Ogum. “Fui batizada na Cachoeira de Oxum, uma das belezas naturais do parque, que tem flores, árvores e outras plantas, as insabas sagradas que levamos para o nosso axé. Antes da reforma, aqui estava cheio de lama, não dava para entrar, agora está bem melhor”. um selo personalizado dos Correios, em homenagem à requalificação do Parque. O selo reproduz a escultura do artista plástico Bel Borba instalada na Praça de Oxum. Segundo o governador, o investimento envolve história –as trilhas do Parque foram utilizadas nas batalhas da independência da Bahia, no 2 de Julho– e respeito ao social. “Aqui nós temos centro de cultura, creche, campo de futebol, eu acho que valeu demais. Tem que ter coragem para fazer um investimento como este, que não apare- ce tanto como um viaduto, mas que tem grande importância, porque é a preservação do meio ambiente e da nossa história”. Além de contribuir para a preservação do meio ambiente, as ações favorecem o desenvolvimento das comunidades que vivem no entorno, com a inclusão do novo Parque no cotidiano de cerca de 500 mil pessoas. Isso porque os novos equipamentos públicos incentivam o uso do espaço para o lazer, para a prática de esportes e para as manifestações culturais. Turistas e visitantes que moram

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IMPRENSA SINDICAL | 20 DE OUTUBRO A 20 DE NOVEMBRO/2014 | PÁGINA 6 Política Suplicy MUDANÇAS NECESSÁRIAS NA LEGISLAÇÃO FISCAL ano passado, tendo sido apreciada nas Comissões de Constituição e Justiça (CCJ) e de Assuntos Econômicos (CAE). Aqui no Senado, no final de 2013, depois de muita discussão em torno do assunto, conseguimos um acordo com o Governo para que não fossem feitas alterações no projeto recebido da CâmaEduardo Matarazzo Suplicy (PT-SP) ra. Também existia Estados e municípios o entendimento, vêm, há muito, enfren- anunciado pelo Senador tando sérios problemas Luiz Henrique (PMDB/ com relação à distribui- SC), relator do projeto, ção dos recursos por parte com o apoio do Governo da União. Nesse sentido, Federal, para que a matégostaria de tecer algumas ria fosse apreciada logo na reflexões acerca da contri- reabertura dos trabalhos, buição que o Senado pode em fevereiro de 2014. Asoferecer para a resolução sim sendo, logo no inicio destes problemas. do ano em curso foi reaAcredito que a apro- lizada sessão conjunta da vação urgente do PLC CCJ e da CAE, e aprovada a 99/2013, que trata dos proposição com pequenos indexadores das dívidas ajustes de redação. dos entes federativos com Em linha com o acordo a União, irá contribuir so- anunciado, o PLC 99/2013 bremaneira para a defesa foi incluído, no Plenário, das finanças estaduais e na ordem do dia da sessão municipais. A matéria foi deliberativa ordinária de aprovada na Câmara dos 04/02/2014, para discusDeputados e encaminha- são em turno único. Cabe da ao Senado Federal, no ressaltar que, por se tratar de lei complementar, é necessária a existência de quorum qualificado, no caso, maioria absoluta. Todavia, em decorrência da apresentação de emendas de Plenário, o Projeto retornou às comissões. Na sessão conjunta da Comissão de Assuntos Econômicos e da de Constituição e Justiça, em abril do corrente ano, o relator propôs a rejeição de todas as emendas e a aprovação do projeto tal como viera da Câmara para dar maior rapidez à tramitação do projeto. Embora a proposta tenha sido aprovada a matéria ainda aguarda votação em Plenário. Isso posto, esta legislatura tem a responsabilidade com a Federação brasileira de aprovar o PLC 99/2013, o que reduzirá substancialmente o estoque da dívida dos Estados e Municípios envolvidos, ao longo dos anos, fornecendo melhores condições de gestão fiscal, com impactos positivos nos serviços prestados à população. Por decisão da Câmara dos Deputados, o Projeto prevê, ainda, que a União poderá conceder desconto sobre o saldo devedor nos contratos de refinanciamento, equivalente à diferença da variação acumulada do IGP/DI + taxa de juros e variação da SELIC, entre a data da assinatura do contrato, celebrado com a União, até dezembro de 2012. A medida é muito importante para alguns Estados e Municípios, que assim contarão com um alívio financeiro adicional. Aprovar o PLC 99/2013 significa também sinalizar para a Câmara dos Deputados, que é chegado o momento de avançar em outra importante matéria de natureza federativa: a PEC 197/2012, que trata da partilha do ICMS nas operações interestaduais para não contribuintes, conhecida como a PEC do comércio eletrônico. Ainda em 2014, houve um importante acordo no âmbito do CONFAZ, que sugere introduzir alterações nesta proposta no sentido de que seja implantado um período de transição, durante o qual, de forma crescente, o imposto será direcionado ao Estado de destino. Ao final do período, será aplicada a mesma regra já em vigor para as operações entre contribuintes, segundo a qual, cabe ao Estado de destino o imposto correspondente à diferença a alíquota interna por ele praticada e a alíquota interestadual do ICMS. Encaminhar uma solução satisfatória para a guerra fiscal do ICMS é o terceiro grande desafio que temos de enfrentar. A esse respeito, temos conhecimento que, após intensos debates, o CONFAZ mantém o entendimento de que o convênio a ser oportunamente celebrado para conceder remissão e anistia de créditos tributários vinculados ao ICMS e decorrentes de práticas sem conformidade com o ordenamento nacional deve observar regras expostas no Convênio ICMS 70, de julho de 2014. A redução de alíquotas interestaduais do ICMS e a instituição de fundos voltados à compensação de perdas de receita e ao desenvolvimento regional são os destaques entre as medidas aprovadas. Portanto, é importante que se discuta a convergência entre o texto do PLS 130/14 e os termos do mencionado Convênio CONFAZ. Além de contemplar como condições para a entrada em vigor dessa proposta, seria importante nesse sentido excluir o conteúdo, hoje, presente no art. 3º do substitutivo apresentado na CAE. Tal dispositivo contraria frontalmente o desejado por ampla maioria do CONFAZ, na medida em que faculta aos poderes locais a prerrogativa de, unilateralmente, afastar as sanções previstas em lei complementar federal, consideradas essenciais para a operacionalidade do ICMS. Por outro lado, o calendário eleitoral tornou remotas as possibilidades de que tão importante matéria seja apreciada, neste momento, em uma perspectiva mais ampla, que alinhe as mudanças necessárias no campo do ICMS a um projeto profundo de reforma tributária que só será conhecido depois de ouvidas as urnas. Apesar disso, entendo que devemos continuar a luta, sem tréguas, pela redução do estoque das dívidas dos Estados e Municípios, pela partilha do ICMS nas operações interestaduais e por uma solução satisfatória para a Guerra Fiscal do ICMS. Paulinho da Força Obrigado ao povo paulista pela confiança tindo uma bancada que irá trabalhar intensamente pelos projetos que mais beneficiam a população. A bancada do Solidariedade será sem dúvida o grande espaço do trabalhador em Brasília, uma vez que este ano diminuiu ainda mais o número de deputados que têm como bandeira a defesa dos direitos dos trabalhadores. Eleito por São Paulo, recebi 227.186 votos, sendo o 10º deputado com mais votos no Estado. A cada um desses eleitores, reforço o compromisso de lutar pelas bandeiras que defendi antes e durante a campanha, como o fim do fator previdenciário, mecanismo perverso que abocanha até 40% do benefício do trabalhador no momento da sua aposentadoria. Defendo ainda a redução da jornada semanal de trabalho de 44 horas para 40 semanais, sem redução de salário, mudança que vai gerar empregos no País e liberar mais tempo para que o trabalhador possa ficar com sua família ou mesmo se qualificar para obter um emprego ou um cargo melhor. Defendo ainda a valorização das aposentadorias, que têm sido achatadas anos a fio, a correção da tabela do IR, para que o trabalhador pague menos impostos e o pagamento das perdas do FGTS, o maior assalto já realizado neste País ao bolso do trabalhador. Agradeço ainda aos leitores do jornal Imprensa Sindical e reforço que meu gabinete em Brasília e nosso escritório do Solidariedade em São Paulo seguirão como espaços abertos a cada um que precise debater comigo projetos e avanços para o País. Paulinho da Força Deputado federal e presidente nacional do Solidariedade Meus amigos, meus parceiros de caminhada... Quero agradecer a to- dos que depositaram sua confiança em mim e nos outros candidatos do Solidariedade, no dia 5 de outubro, nas urnas. Ao todo, recebemos 2 milhões, seiscentos e trinta e seis mil votos, número que mostra a presença e a força de nossos projetos em todos os Estados brasileiros. Com isso, elegemos 15 deputados federais e três suplementes, garan-

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Política Mulher no Senado Dos 27 senadores eleitos neste ano, cinco são mulheres, o que corresponde a 18,5% do total. São elas Rose de Freitas (PMDB-ES), Simone Tebet (PMDB-MS), Fátima Bezerra (PT-RN), Maria do Carmo (DEM-SE) e Kátia Abreu (PMDB-TO). O percentual, embora ainda pequeno, é superior ao registrado nas últimas eleições para o Senado, em 2010, quando estavam em disputa 54 cargos e foram eleitas sete senadoras, o equivalente a 13% das vagas. Além disso, em comparação com as eleições de 2006, quando os eleitores, assim como neste ano, também foram às urnas para renovar um terço do Senado, o número cresceu. Naquela ocasião, apenas quatro mulheres foram eleitas para a Casa, o que correspondeu a 15% das vagas. As novas senadoras ocuparão vagas deixadas por homens e mulheres. Enquanto Simone Tebet (PMDB-MS) substituirá Ruben Figueiró (PSDB-MS), Rose de Freitas (PMDB-ES), que em 2011 tornou-se a primeira mu- IMPRENSA SINDICAL | 20 DE OUTUBRO A 20 DE NOVEMBRO/2014 | PÁGINA 7 Cresce percentual de mulheres no Senado em relação a 2010 lher a participar da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, entrará no lugar de Ana Rita (PT-ES). Já Fátima Bezerra (PT-RN) ocupará o posto que é hoje de Ivonete Dantas (PMDB-RN). Maria do Carmo (DEM-SE) e Kátia Abreu (PMDB-TO) já são senadoras e renovaram seus mandatos por mais oito anos. A bancada feminina pode chegar a 13 senadoras em fevereiro, quando será iniciada a nova legislatura. As cinco eleitas e reeleitas nas eleições deste domingo se juntam às senadoras que têm mandato até 2018. São elas: Ana Amélia (PP-RS), Ângela Portela (PT-RR), Gleisi Hoffman (PT-PR), Lídice da Mata (PSB-BA), Lúcia Vânia (PSDB-GO) e Vanessa Grazziotin (PCdoB). Outra que tem mandato até 2018 é Marta Suplicy (PT-SP), que se afastou do cargo em 2012 para assumir o Ministério da Cultura, mas pode retornar, se houver mudança no governo federal. Eleito governador em seu Estado, o senador Wellington Dias (PT-PI) deixará a vaga para sua primeira-suplente Maria Regina Sousa (PT-PI). O segundo turno da eleição presidencial e das eleições estaduais também pode trazer mudanças na configuração da bancada feminina no Senado. Eduardo Braga (PMDB-AM), que concorre ao cargo de governador em seu Estado, por exemplo, em caso de vitória deixará a vaga para sua esposa e primeira-suplente Sandra Backsmann Braga (PMDB-AM). A primeira representante do sexo feminino que chegou ao Senado mediante um processo eletivo foi Eunice Michilles, do Amazonas, em 1979. Ela era suplente de João Bosco de Lima, morto dois meses após se eleger senador. No Império, a princesa Isabel havia ocupado o cargo por direito dinástico. Somente em 1990 é que seriam eleitas as primeiras mulheres que se candidataram diretamente ao Senado: Júnia Marise, por Minas Gerais, e Marluce Pinto, por Roraima. Mulher na Câmara Bancada feminina na Câmara cresce de 45 para 51 deputadas Com 51 deputadas eleitas, a bancada feminina da Câmara dos Deputados pouco cresceu em relação às eleições de 2010, quando 45 mulheres foram escolhidas nas urnas. Se, no início da atual legislatura, elas representavam 8,77% dos 513 deputados, em 2015 serão 9,94%. O índice de renovação das parlamentares foi de 56,8%. Das 51 deputadas eleitas, 29 não pertencem à atual legislatura. Com seis deputadas, o Rio de Janeiro foi o Estado que mais elegeu mulheres. Na contrapartida, Alagoas, Espírito Santo, Mato Grosso, Paraíba e Sergipe não elegeram nenhuma parlamentar. O partido que mais elegeu mulheres foi o PT, com nove deputadas. Bancada feminina O aumento de seis cadeiras não animou a coordenadora da bancada feminina na Câmara, deputada Jô Moraes (PCdoB-MG). “É um resultado decepcionante. Ele mostra que a política de inclusão das mulheres nas instâncias de poder está fadada ao fracasso, está falida”, avaliou a parlamentar, que foi reeleita dia 5 de outubro. Apesar da cota prevista em lei (12.034/09) de 30% de candidaturas femininas nas eleições para deputados e vereadores, Jô Moraes acredita que é preciso uma reforma política que democratize a presença da mulher no Parlamento. As cotas, segundo ela, não geram o resultado desejado porque não são preenchidas com antecedência. “Elas são feitas de última hora, Queiroz, assessor parlamentar do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), afirma que as cotas só terão validade efetiva quando as eleições ocorrerem com base em um sistema de listas fechadas e de alternância de gêneros. “Essas mulheres foram eleitas por mérito próprio, já que os partidos não lhe deram o devido espaço.” Queiroz acredita, no entanto, que a próxima Listas fechadas legislatura será o desO cientista políti- pertar da participação co Antônio Augusto de feminina nas seguintes. para os partidos políticos apenas cumprirem a exigência legal”, criticou. O PCdoB elegeu quatro deputadas federais, além da coordenadora da bancada feminina, Jô Moares (MG), também foram reeleitas, Jandira Feghali (RJ) que é líder do Partido na Câmara, Alice Portugal (BA) e Luciana Santos (PE), vice-presidenta nacional da legenda comunista. Jô Moraes adiantou que a bancada estuda outras formas de inserção, como garantir a presença de mulheres nas instâncias superiores dos partidos políticos e até lançar candidaturas avulsas para os cargos da Mesa Diretora. Na Câmara, tramita proposta de emenda à Constituição (PEC 590/06), da deputada Luiza Erundina (PSB-SP), que assegura no mínimo uma vaga para mulheres nas mesas diretoras e nas comissões da Câmara e do Senado. Números contradizem onda de pessimismo com economia no Brasil Há algum tempo, dados e declarações que procuram demonstrar que há no Brasil grande crise e descontrole da economia ganharam destaque. A vida não anda fácil no mundo e no Brasil, é verdade. A partir de 2007/2008, as economias desenvolvidas provocaram a mais grave crise do capitalismo desde 1929. “A grande recessão”, segundo economistas, trouxe aos países desenvolvidos alto desemprego, arrocho salarial, perda de direitos e da proteção social como remédio para a crise. A atividade econômica caiu nos países em desenvolvimento e a China passou a mostrar seu poder econômico. Com políticas anticíclicas, oBrasil permaneceu em pé, garantindo empregos, preservando salários e políticas sociais, bem como protegendo e incentivando a atividade produtiva. É muito difícil enfrentar essa crise. Há acertos e erros que fazem parte do risco de quem governa e decide diante de tantas incertezas. O Brasil enfrenta inúmeros desafios de curto prazo: a pressão dos preços internacionais de alimentos; a severa seca, a mais grave dos últimos 60 anos, que comprometeu a safra agrícola, elevando preços de insumos, alimentos e energia elétrica; a Copa do Mundo, que reduziu a quantidade de dias úteis, com impacto sobre a atividade econômica; a desvalorização do Real (R$ 1,6 para R$ 2,3 por dólar), que ajuda a proteger a indústria, mas tem impactos sobre preços; a queda na receita fiscal do governo; a redução na venda de manufaturados para a Argentina; a China ganhando espaço comercial na América Latina e no nosso mercado interno; a enorme pressão dos rentistas pelo aumento dos juros, entre outros. Apesar disso, os números da atual conjuntura evidenciam que ainda estamos em pé, senão vejamos: No primeiro semestre de 2014, houve aumento salarial em 93% das Convenções Coletivas, com ganhos reais entre 1% e 3%; O preço da cesta básica caiu nas 18 capitais pesquisadas pelo Dieese, entre julho e agosto (-7,69% a -0,48%). O Índice do Custo de Vida do Dieese, na cidade de São Paulo, variou 0,68% em julho e 0,02% em agosto, arrefecendo. O mercado de trabalho formal criou mais de 100 mil postos de trabalho em agosto. O comércio calcula que serão criadas mais de 135 mil vagas no final do ano. O BC estimou a variação positiva do PIB para julho em 1,5% e indicou trajetória de queda da inflação. A atividade produtiva da indústria cresceu 0,7% em julho. A ciência dos números é insubstituível para dar qualidade ao debate público e apoiar um olhar criterioso sobre a dinâmica da realidade. O desafio é correlacionar as informações para produzir o conhecimento e compreender o movimento do real.

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IMPRENSA SINDICAL | 20 DE OUTUBRO A 20 DE NOVEMBRO/2014 | PÁGINA 8 Sinduscon-SP Eleições reforçaram a necessidade de reformas JOSÉ ROMEU FERRAZ NETO O enorme tempo e os vultosos recursos públicos e privados desperdiçados no horário eleitoral deste ano remetem mais uma vez à necessidade de uma reforma política, tantas vezes proposta e sucessivamente adiada nas últimas décadas. Financiamento privado, público ou misto de campanhas; voto obrigatório ou facultativo; adoção da votação em listas partidárias em vez de candidaturas individuais; implementação do voto distrital; extinção dos suplentes ao Senado, enfim: uma extensa agenda de modernização da nossa representação política é indefinidamente postergada. Os quadros políticos perdem em qualidade. Dificulta-se a governabilidade, na multiplicação de partidos sem expressão e de legisladores sem preparo. Alianças políticas exóticas são fechadas em nome de um tempo maior de exposição no rádio e na TV. Estratégias de marqueteiros prevalecem sobre a elaboração de programas de governo. Este quadro tumultuado tem suas consequências para além do momento eleitoral. A cada novo governo que se sucede, a tramitação de matérias importantes no Legislativo deriva ao sabor de negociações nada programáticas. No Executivo, a produti- vidade oscila ao sabor de quadros partidários muitas vezes despreparados, que dividem os ministérios e as secretarias. Diversas propostas de reforma política vão a debate no Congresso, mas acabam resultando somente em uma ou outra mudança pontual e muitas vezes inexpressiva na legislação eleitoral. Tudo isto colabora para o adiamento sine die da tão ansiada e necessária reforma política, a menos que o próximo governo obtenha maioria no Congresso e efetivamente se mobilize em favor de sua implementação, nem que seja com regras para vigorar na legislatura seguinte. Não menos necessárias e até um pouco mais factíveis são outras reformas: • a educacional, que prepare as futuras gerações para o mundo competitivo e globalizado; • a fiscal, que racionalize as despesas de governo, diminua a dívida pública e resgate a confiança dos investidores; • a tributária, que simplifique o recolhimento, reduza a carga e estimule investimentos; • a trabalhista, que modernize a legislação sempre com respeito a direitos de trabalhadores e empregadores; • a administrativa, que ataque os anacronismos no funcionalismo público e eleve sua produtividade; • e reformas na legislação, no Executivo, no Ministério Público e no Judiciário, que tragam mais segurança jurídica aos investidores. Não será tarefa fácil, e exigirá do próximo governo uma capacidade inédita de mobilização dos melhores quadros da sociedade e do Congresso para viabilizar estas mudanças. Nos primeiros meses de 2015, o novo governo deverá estar voltado à adoção de medidas que restabeleçam a confiança dos agentes econômicos e possibilitem a volta do crescimento. Espera-se que a administração do dia a dia e a urgência do curto prazo não acabem postergando mais uma vez a realização das tão ansiadas reformas. JOSÉ ROMEU FERRAZ NETO é presidente do SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo), vice-presidente da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), membro dos Conselhos da Fiabci-Brasil (Federação Internacional das Profissões Imobiliárias, seção Brasil) e da Adit Brasil (Associação para o Desenvolvimento Imobiliário e Turístico, seção Brasil) Guarulhos-SP Guarulhos ganha sua maior Unidade Básica de Saúde na Vila Nova Bonsucesso Fotos: Fabio Nunes Teixeira/PMG A maior Unidade Básica de Saúde (UBS) de Guarulhos –e diferente do padrão das demais– foi entregue pelo prefeito Sebastião Almeida e pelo secretário municipal de Saúde, Carlos Derman no final do último mês. A UBS Nova Bonsucesso, construída na rua Tapiramuta, esquina com a Aracatu (Vila Nova Bonsucesso), tem mil metros quadrados de área construída e foi projetada para ser uma unidade escola, inclusive com auditório para a capacitação dos novos profissionais da Atenção Básica que ingressam no serviço público. “É um serviço que já nasce dentro de um planejamento para atender à população do entorno. Não é a toa que hoje temos mais de 30 UBSs em reforma e ampliação, porque a gente vem vivendo nesses últimos anos o fenômeno do crescimento da nossa cidade. E essa unidade já nasce dentro de um padrão diferente das demais”, ressaltou o prefeito durante a solenidade de inauguração. A UBS Nova Bonsucesso iniciou o atendimento e está beneficiando cerca de 20 mil moradores da região. A unidade atua com a Estratégia Saúde da Família e conta com cinco equipes, composta por mais de 70 profissionais, entre médicos de família, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, agentes comunitários de saúde, psicólogos, assistentes sociais, cirurgiões dentistas, auxiliares de saúde bucal, práticos de farmácia, nutricionista e fonoaudióloga, além de atendente SUS e pessoal administrativo. “Estaremos garantindo acesso com qualidade, para que a gestante faça o pré-natal desde o início da gravidez e bem feito, para que o idoso seja acompanhado, o hipertenso e o diabético tenham seu quadro clínico sob controle”, explicou o secretário de Saúde. Derman falou ainda que a entrega da UBS Nova Bonsucesso também vai contribuir para desafogar as unidades do Álamo e da Vila Carmela. “Melhorar o acesso na Atenção Básica significa também diminuir a lotação nos hospitais e serviços de pronto-atendimento”, destacou o secretário. Estrutura física Em sua estrutura física, a unidade conta com dois pavimentos, sendo que no piso inferior funcionará o setor administrativo e, no térreo, o atendimento ao público. A UBS Nova Bonsucesso é dividida por setores, com ampla recepção, farmácia e salas de emergência, de vacina, de coleta de exames e de classificação de risco logo na entrada. No bloco A estão instalados os dois consultórios odontológicos e as salas de inalação, de curativo, de medicação, de enfermagem, raio-X, com ambiente separado para espera. No setor B ficam a biblioteca, a brinquedoteca, bem como as salas dos agentes comunitários de saúde, dos técnicos, gerência, expediente e o setor de demonstração e educação em Saúde, além de espaço para reuniões. Já no bloco C estão localizados os nove consultórios médicos. “Trata-se de um aparelho moderno, com toda a sofisticação para atender a população. Um sonho de mais de quatro anos”, lembrou o gerente do serviço, Alberto Sacco. O custo da UBS Nova Bonsucesso foi de R$ 2,3 milhões, sendo R$ 1 milhão financiado pelo Ministério da Saúde e R$ 1,3 milhão de contrapartida da prefeitura. “É uma honra cumprir tudo o que foi planejado para esta UBS, para que seja uma unidade escola e um campo de ensino e trabalho. Sinto-me emocionada de poder contribuir com esse avanço na saúde pública de Guarulhos”, destacou a diretora da Região de Saúde São João Bonsucesso, a médica Maria Letícia Ataíde Braz Vargas.

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IMPRENSA SINDICAL | 20 DE OUTUBRO A 20 DE NOVEMBRO/2014 | PÁGINA 9 Secovi-SP Secovi-SP espera que o mercado imobiliário se recupere no segundo semestre Presidente do Secovi-SP, Claudio Bernardes, analisa o comportamento do setor e fala das expectativas futuras. Acompanhe a entrevista Imprensa Sindical – Como está se comportando o mercado imobiliário de São Paulo? Claudio Bernardes – O mercado de imóveis novos residenciais na cidade de São Paulo demonstrou uma leve recuperação em agosto. Nossa última pesquisa, elaborada pelo Departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP, mostra que foram vendidas no 1.797 unidades no mês, com variação de 144,2% diante das 736 negociadas em julho. Considerando agosto de 2013, quando foram vendidas 3.464 unidades, a variação negativa foi de 48,1%. IS – Qual o tipo de imóvel que mais vendeu no mês? Bernardes – Os imóveis de 2 dormitórios, seguido das unidades de 1 dormitório. Já no volume de lançamentos, houve uma inversão, com mais unidades de 1 quarto ofertadas, seguidas por aquelas de 2 dormitórios. IS – Qual o comportamento do setor no primeiro semestre do ano? Bernardes – As vendas acumuladas de janeiro a agosto de 2014 totalizaram 11.587 unidades, resultado 48,8% inferior diante das 22.638 unidades comercializadas em iguais oito meses de 2013. Percebemos uma desaceleração, tanto em lançamentos quanto em vendas. IS – Por que essa diferença com o ano de 2013? Bernardes – No ano passado, o mercado se comportou muito acima das expectativas, com o lançamento de 5.671 unidades e a venda de 6.361 unidades a mais do que em 2012. Este resultado prejudica eventuais comparações entre este ano e 2013. IS – Existe motivo para essa desaceleração? Bernardes – Sim, vários motivos. Carnaval tardio, Copa do Mundo, aumento da inflação são alguns deles. Além disso, o consumidor está com a confiança abalada, pois há muitas incertezas quanto ao futuro da economia e em relação ao próximo governo. IS – Qual a expectativa para os próximos meses? Bernardes – Nossa preocupação, para os próximos meses, é quanto aos efeitos Lu Alckmin - Ação Social Escola de Qualificação Profissional do Fundo Social de Solidariedade realiza formatura de mais de dois mil alunos Formandos da 17ª turma participaram da cerimônia de conclusão dos cursos no Palácio dos Bandeirantes do Plano Diretor Estratégico do município e a expectativa pela implantação das novas Operações Urbanas. É certo que passaremos por uma fase de adaptação às novas regras e, provavelmente, desenvolveremos produtos mais adequados à realidade proposta pelo Plano Diretor. Vamos nos reinventar, a exemplo do que já fizemos outras vezes. Certamente, com criatividade, encontraremos soluções apropriadas para continuar atendendo a demanda por habitação. Não estamos pessimistas, basta lembrar que as projeções sobre um eventual desabamento de preços pós-Copa mostraram-se infundadas. Temos a expectativa de que o mercado mantenha a tendência de retomada até o final do ano. A primeira-dama e presidente do Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo (FUSSESP), Lu Alckmin, recebeu nos dias 8 e 9 de outubro, no Palácio dos Bandeirantes, mais de dois mil formandos da 17ª turma da Escola de Qualificação Profissional do FUSSESP. Os alunos das unidades do Parque da Água Branca, Palácio dos Bandeirantes, São João, Sol Nascente, Casa da Solidariedade II e de quatro Centros de Integração da Cidadania (CICs) participaram da cerimônia de formatura para receber o certificado de conclusão e um kit de trabalho referente ao seu curso. Desde 2011, a Escola de Qualificação Profissional capacitou nos cursos da Escola de Moda, Beleza e Construção Civil, além de Padaria Artesanal, mais de 94 mil pessoas. “O nosso objetivo é levar os projetos do Fundo Social para os lugares do Estado que mais necessitam, sempre em busca da qualificação profissional da população, para que possam gerar renda” afirmou Lu Alckmin. Aos interessados em frequentar os cursos da Escola de Qualificação Profissional do FUSSESP, não é exigida escolaridade mínima, basta ter mais de 16 anos para os cursos das Escolas de Moda e Beleza e acima de 18 anos para a Escola de Construção Civil. Os alunos recebem vale-transporte, uniforme, material didático, lanche e uma bolsa-auxílio de R$ 420 para aqueles que não contam com nenhum benefício social. Mais informações sobre os cursos pelos telefones (11) 2588-5848 / (11) 2588-5943.

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Paraíba Estados te, ficando atrás apenas do Ceará (9.517) e de Pernambuco (8.504), Estados que têm economias mais fortes. Por outro lado, superou a Bahia (4.090) e Maranhão (3.918), que ficaram com a quarta e sexta colocação na Região. Os setores da indústria de transformação (2.973), agropecuária (1.301) e serviços (1.055 postos) apresentaram os melhores saldos do emprego na Paraíba, puxando as vagas no último mês. Já no acumulado dos oito meses, os setores de serviços (6.736), construção civil (2.671) e comércio concentram a maior IMPRENSA SINDICAL | 20 DE OUTUBRO A 20 DE NOVEMBRO/2014 | PÁGINA 10 Sindiquímica-BA Paraíba cria 5.511 empregos em agosto e apresenta maior crescimento relativo do Brasil A Paraíba mostrou força no mercado de trabalho, no mês de agosto, ao gerar 5.511 vagas, alta de 12,42% sobre o mesmo mês do ano passado (4.902). O número alcançado representou um acréscimo de 1,39% ao estoque de trabalhadores, sendo o maior índice registrado em todo o País no período. Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) foram divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Em termos absolutos, os 5.511 empregos gerados levaram a Paraíba ao terceiro lugar do Nordesgeração de empregos. Os municípios que concentraram as vagas foram Santa Rita (1.455), Mamanguape (1.233) e João Pessoa (806). No acumulado de janeiro a agosto, João Pessoa (5.928) e Campina Grande (1.146) lideram vagas. Os números deste ano mostram que o mercado está mais aquecido. De janeiro a agosto, os postos geraram expansão de 381% sobre o mesmo período do ano passado. Nos oito meses deste ano, a Paraíba acumula 7.926 postos de trabalho, contra 1.648 do ano passado. Trabalhadores em cargos de chefia, supervisão e liderança devem receber hora extra Os empregados que exercem atividades de lideranças de equipes, tais como Responsáveis por Operações Industriais (ROI), supervisores, coordenadores, ou mesmo engenheiros têm direito a receber horas extras. A regra é de que todos os trabalhadores tem horário de trabalho fixado, seja jornada de 04 (quatro), 06 (seis), 08 (oito) ou 12 (doze) horas, dependendo da convenção ou acordo coletivo de trabalho. Caso seja ultrapassado o período máximo de 10 (dez) minutos de tolerância da jornada normal contratada, são devido às horas extras. Mas, no caso dos líderes, gerentes, supervisores e etc, as empresa alegam que são cargos de confiança para de forma ilícita, não pagar horas extraordinárias. O cargo de confiança que não conferiria direito às horas extras é o estritamente previsto no art. 62 da CLT, que se restringe às pessoas que possuam cargo de gestão, que seja o empregador personalizado no local de trabalho, que não possuam superior imedia- cífico disciplinando o pagato, de contratar e demitir, mento das horas extras pela que tenha procuração ex- passagem de turno e de curpressa neste sentido como sos, palestras, etc. O probleé o caso comum dos “direto- ma é que, até as empresa res”, o que não é o caso des- que seguem esse princípio, ainda não querem pagar as tes outros trabalhadores. mesmas horas extras para os lideres, gerentes e superCursos e palestras A participação em cur- visores. Os trabalhadores que sos, palestras e treinamento fora do horário normal realizam cursos, treinade trabalho deve ser paga mentos, atividades desigcomo horas extras. Qual- nadas pelo empregador quer atividade de interesse fora do horário normal de do empregador, relacionada trabalho, devem guardar com as atividades desempe- seus atestados de particinhadas pelo empregado, a pação, relatórios, provas exemplos de segurança no do agendamento ou convotrabalho, sistemas inter- cação pelo empregador. O nos da empresa, caldeiras trabalhador deve anotar e e equipamentos, entre ou- guardar todos esses docutros similares e relaciona- mentos, para buscar seus dos com a atividade e inte- direitos na Justiça do Traresse patronal, realizados balho. Mesmo quem não em dias e horas de folga dos guardar estas provas doempregados deve ser remu- cumentais, poderá através nerado como horas extras. da prova testemunhal (coDurante muito tempo, lega de trabalho) comproas se recusaram a pagar tais var tais horas extras. Mas horas extras, ou de formali- infelizmente por causa da zar isso em ACT, mas após prescrição trabalhistas, só muito embate com os sindi- poderá recuperar as horas catos e muitas derrotas na extraordinárias dos últimos justiça, algumas empresas cinco anos do ajuizamento já assinaram acordo espe- da ação. Geração de emprego em agosto no Nordeste Estado Saldo Variação relativa Paraíba 5.511 1,39% Alagoas 4.249 1,28% Rio Grande do Norte 3.824 0,87% Maranhão 3.918 0,82% Ceará 9.517 0,79% Pernambuco 8.504 0,64% Piauí 1.484 0,51% Sergipe 982 0,33% Pará MG - Ituiutaba Desenvolvimento econômico de Ituiutaba O PIB – Produto Interno Bruto do município de Ituiutaba ultrapassou a barreira dos R$ 2 bi nos últimos anos, com destaque para o setor de Serviços com 56,4% do valor, seguido por Indústria (23,5%), Impostos (10,7%) e Agropecuária (9,5%). Para fomentar a vinda de novas empresas para o município, a prefeitura de Ituiutaba tem trabalhado em duas importantes frentes, a primeira a reversão do Distrito Industrial Manoel Afonso Cancella, uma grande conquista da atual administração, que possibilitou à prefeitura oferecer benefícios a empresas que possam se instalar no município. Junto a esse trabalho, a ampliação e melhoria da infraestrutura urbana com o projeto de homologação do Aeroporto Tito Teixeira para voos noturno, reforça o atendimento às necessidades empresariais. A construção civil aquecida pela abertura de dezenas de residenciais no maior Programa Habitacional da história de Ituiutaba, trouxe reflexos positivos na geração de vagas de trabalho, que, segundo levantamento apontado pelo setor, de 2010 para cá foram mais de 2 mil postos de trabalho criados somente no setor. Além disso, indústria e serviços também alavancaram mais de mil vagas com a abertura de novas empresas ou expansão de empresas já instaladas no município. Com 68% de sua população economicamente ativa, a geração de emprego e renda tem sido motivada pela atual administração. De 2010 para cá, segundo dados da Secretaria Municipal de Indústria Comércio e Turismo, algumas empresas novas ou em expansão representaram novos postos de trabalho, como: Baduy Desenvolvimento Imobiliário, Maqnelson, Nativa Caminhões, Farmácia Pag Menos, Algar Tecnologia, Eletrozema, Sicoob Credipontal, Frigorífico Frig West, Lojas Americanas, Bretas Supermercados, Farmácia São Paulo, Macro Concretos, Mart Minas, Hotel Bernal, Sepco Construções, Best Way Logística e Coopercitrus. A modernização da Código de Postura do município, além do atendimento online para contribuintes e empresários, que hoje podem emitir Nota Fiscal Eletrônica, além de muitos outros serviços, elevou o nível do atendimento ao cidadão e empresas e diminui a morosidade em alguns pontos. O setor produtivo rural também tem tido investimento que garante a trafegabilidade com qualidade para o escoamento da safra e produção de leite e carne. Esse trabalho garante qualidade nas estradas, além da recuperação, reforma ou construção de mais de 150 pontes e mata-burros nos últimos dois anos. Os investimentos em infraestrutura, habitação e saúde e educação, proporcionam ao município uma maior confiança por parte de empresários e comerciantes locais, além de investidores externos que buscam na tranquilidade tijucana com infraestrutura adequada, projetos e expansão, que mostra o grande momento vivido por Ituiutaba nos seus 113 anos. Polo de fruticultura vai impulsionar a economia no oeste paraense A região metropolitana de Santarém, que além do município-sede congrega as cidades de Mojuí dos Campos e Belterra, no oeste paraense, ganhou um importante fomento à economia e à geração de emprego. O polo de fruticultura que está sendo implantado por meio de uma parceria firmada entre a Secretaria de Estado de Agricultura (Sagri), Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater), Instituto de Desenvolvimento Florestal (Ideflor), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-PA), deverá atrair investimentos na agroindústria e gerar empregos, dinamizando a cadeia produtiva em toda a região oeste. O gerente regional e engenheiro da Sagri em Santarém, Sérgio Campos, explica que as condições regionais são favoráveis ao desenvolvimento do projeto de fruticultura. Ele aponta a capacitação técnica dos produtores como um grande incentivador. “O polo de fruticultura já uma realidade em Santarém. Todo o planejamento e suporte técnico para a criação do empreendimento estão sendo desenvolvidos pela Sagri, Emater, Ideflor, Embrapa e Sebrae, que em 2011 trouxe para cá o curso de fertirrigação, uma técnica muito boa que impulsiona a produção”, explica Sérgio Campos. Tecnologia de produção também está sendo importada do Nordeste do país para conhecimento e uso nos três municípios. A fertirrigação é uma técnica de adubação que utiliza a água de irrigação para levar nutrientes ao solo cultivado. Esta aplicação é feita através do sistema de irrigação mais conveniente à cultura, podendo-se utilizar técnicas como micro-irrigação (por gotejamento ou por micro-aspersão), aspersão (sob pivô central ou convencional), entre outras menos utilizadas. Pode-se aplicar fertilizantes comerciais diluídos em água de irrigação ou certos resíduos orgânicos líquidos, como a vinhaça e efluentes oriundos de alguns tipos de indústria alimentícia. “O Nordeste produz frutas de qualidade superior. Aqui temos a vantagem de possuímos alguns fatores que nos favorecem, como solo fértil e muita água. Afinal, estamos sobre o maior aquífero do mundo, o de Alter do Chão”, informa Campos. As experiências mostram que o uso da fertirrigação pelo produtor, em grande parte dos casos, proporciona economia de fertilizantes e de mão-de-obra. Com isso, o representante da Sagri acredita que a economia local ganhará um grande impulso, pois vai atrair a agroindústria. “Compramos frutas até de São Paulo. O objetivo é inverter essa situação. Vamos passar a vender para eles. Só Mojuí dos Campos pretendemos ultrapassar os cinco milhões de abacaxis nesta safra. O produtor terá como escoar e vender essa produção, pois a agroindústria será atraída. Vamos gerar empregos e fomentar a economia local”, argumenta campos. A experiência para a implantação do polo de fruticultura já possui um grupo de 15 produtores que estão sendo monitorados e capacitados. Eles já visitaram vários projetos que estão sendo desenvolvidos em outras cidades. “Como o açaí, em Tomé-Açu, e a goiabada, em Dom Eliseu. Temos tudo para fazer esse polo ser o maior do Pará e até da Amazônia. Quem ganha é o consumidor final”, afirma o engenheiro.

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Brasil Maranhão Fotos: Geraldo Furtado IMPRENSA SINDICAL | 20 DE OUTUBRO A 20 DE NOVEMBRO/2014 | PÁGINA 12 Roseana entrega mais obras nas áreas de saúde e segurança em São Luís o país”, enfatizou. Do tipo III, a UPA da Vila Luizão tem 1.340 metros quadrados de área construída e obedece ao padrão de atendimento das demais UPAs entregues à população –Itaqui-Bacanga, Parque Vitória, Vinhais, Cidade Operária e Araçagy. Assim como no Vinhais e Cidade Operária, a UPA fica ao lado do CEM da Vila Luizão –que atende a parte ambulatorial de pediatria, ortopedista, gastroenterologia, neurologista, reumatologia, clínico geral, dermatologista, ginecologia, obstetrícia e cirurgião geral. O número de moradores presentes à inauguração dava a dimensão da alegria da população com a nova unidade de saúde. Maria da Glória Melo Amaral, coordenadora de Segurança da Área Norte Sétimo DP, disse que a UPA é uma presente de Deus e do secretário Ricardo Murad. “No nosso bairro tem muita gente carente e que precisa de atendimento digno e próximo de sua casa. Esta UPA foi uma reipara todo o país”, afirmou. roadinho vai contar com Roseana Sarney disse que o um aparato de 60 policiais, local é, na verdade, um cen- 3 viaturas, 8 motocicletas, tro comunitário de conver- além do sistema de videogência onde os moradores monitoramento. O espaço que devem colaborar com também é destinado à ina polícia. “O atendimento é clusão social dos morado24 horas, uma unidade que res, com a oferta de cursos dispõe de equipamentos profissionalizantes e propara combater a criminali- jetos sociais. A inauguração da UCS dade”, ressaltou. Jesus/Coroadinho A governadora revelou Bom que outras 18 USCs estão deixou os moradores sasendo construídas no in- tisfeitos. Segundo o preterior do Estado em mu- sidente da União de Monicípios como Imperatriz, radores do Bom Jesus, Balsas, Barra do Corda, Maximiano Cantanhede, Timon, entre outros. So- a iniciativa é pioneira no USC A governadora Roseana mente em obras e reapa- bairro e vai mudar a realiSarney inaugurou, também relhamento da polícia os dade dos moradores. “Vai no dia 30 de setembro, a investimentos superam R$ valorizar a nossa área, as Unidade de Segurança Co- 100 milhões, somente em nossas casas, esperamos ver no futuro um bairro munitária (USC) Bom Je- 2014. A USC Bom Jesus/Co- sem violência”, declarou. sus/Coroadinho, em São Luís. Acompanhada do secretário de Estado de Segurança Pública, Marcos Affonso Júnior; do comandante Geral da Polícia Militar, coronel Zanoni Porto, a governadora declarou que a estratégia é contar com o apoio dos moradores para combater a criminalidade. “O projeto da USC é uma realidade no Maranhão e serve de exemplo Governadora Roseana e o secretário de Segurança, Marcos Affonso Junior, na sala de videomonitoravindicação dos empresários, das igrejas e da comunidade que se tornou uma realidade”, afirmou. Ao todo, o governo já entregou 11 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), sendo seis em São Luís e nos municípios de Coroatá, Imperatriz, Codó, São João dos Patos e Timon. Ainda esta semana serão inaugurados hospitais de 20 leitos em Nova Iorque, São João do Paraíso e Bequimão. mento da USC do Coroadinho Governadora Roseana e subsecretário de Saúde, José Marcio Leite, visitam instalações da UPA sexta Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de São Luís foi inaugurada, dia 30 de setembro, no bairro da Vila Luizão, pela governadora Roseana Sarney e pelo subsecretário de Estado da Saúde, José Márcio Leite. No mesmo dia, ela entregou a Unidade de Segurança Comunitária (USC) Bom Jesus/Coroadinho. A unidade de saúde fica ao lado do Centro de Especialidades Médicas (CEM) da Vila Luizão e funcionará 24 horas, com atendimentos de urgência e emergência nas áreas de clínica médica e pediatria. A inauguração contou com a presença dos diretores das unidades hospitalares A de São Luis e pessoas da comunidade. Roseana Sarney declarou que a UPA foi construída com recursos do Tesouro Estadual e, assim como o CEM da Vila Luizão, vai atender com eficiência a demanda das pessoas que moram na comunidade e nos 14 bairros adjacentes. “Esta é mais uma importante obra que entregamos para os maranhenses. Estou deixando o governo do Maranhão com a absoluta certeza do dever cumprido e de que nenhum outro governante investiu tanto para organizar e colocar em funcionamento uma rede de saúde pública eficaz e resolutiva. O nosso trabalho serve de exemplo para todo Social Moradores de comunidades movimentam bilhões por ano, diz estudo Pesquisa inédita do Instituto Data Favela revela que os 2 milhões de pessoas que moram emcomunidades no Rio de Janeiro movimentam R$ 12,3 bilhões por ano – equivalente a 19% da renda de todos os moradores de favelas do país. O Brasil soma 12 milhões morando em favelas, que movimentam anualmente R$ 64,5 bilhões. O presidente do Instituto Data Popular, Renato Meirelles, fundador do Data Favela, destacou em entrevista à Agência Brasil, que se as favelas da capital fluminense formassem uma cidade, esta seria a sétima maior do país, mais populosa que municípios como Manaus, Porto Alegre, Curitiba e Recife. O Rio de Janeiro concentra 17% dos moradores de favelas do Brasil, indica a pesquisa. “A gente sabe que o Rio de Janeiro é o único Estado da Região Sudeste em que mais de 10% da população moram em favelas”. Há também um aspecto interessante, observou, que é o fato de as favelas da zona sul contribuírem bastante para a renda média dos moradores. Renato Meirelles disse que, em geral, há muito dinheiro que entra nas comunidades da zona sul do Rio e que não entra nas favelas da zona oeste, por exemplo, em função da maior atividade do turismo na região. O estudo mostra que 29% dos habitantes de favelas do Rio são oriundos de outros Estados, enquanto em São Paulo, esse número sobe para 52%. “A favela é um território da miscigenação, de forma clara, e isso acontece em São Paulo e no Rio”. A pesquisa nacional aponta a existência de mais solidariedade nas favelas do Rio de Janeiro do que fora delas. Segundo explicou Renato Meirelles, há um ecossistema econômico nas comunidades que é oriundo de um passado de restrição, mas que faz com que as pessoas se ajudem muito mais dentro das favelas. “E isso, no Rio, é ainda mais forte”. Apesar do otimismo observado pelos pesquisadores com a amostra de 1.003 moradores de 12 comunidades cariocas entrevistados, dos quais 80% afirmaram que sua vida melhorou no último ano e 85% avaliaram que a comunidade onde moram também melhorou no último ano, Meirelles salientou que não se pode confundir a melhora de vida nas favelas e o aumento da renda, como o fim dos problemas dessas comunidades: “A gente ainda tem uma ausência enorme de serviços públicos dentro das favelas brasileiras. E no Rio, não é diferente”. Destacou também que quando se fala em favelas no Rio de Janeiro, há uma associação quase imediata com os morros quando, na verdade, esse tipo de favela só é comum na zona sul do Rio. “Menos de 1% das favelas nacionais estão em morros. Esse é um dado que as pessoas não atentam. As favelas da zona oeste do Rio não são em morros”. Explicou que pela relevância que a cidade do Rio de Janeiro tem e a zona sul, em particular, como cartão postal do Brasil, essa característica ganhou importância. Mas o morro está longe de representar a geografia das favelas do país, assegurou. Nas comunidades do Rio de Janeiro, a média de idade dos moradores é 36 anos, contra 29 anos na média nacional, com predominância de mulheres (51%), contra 49% de homens. Isso mostra, disse o presidente do Instituto Data Popular, que as favelas do Rio de Janeiro são mais velhas do que no restante do Brasil. “O que a gente tem no Rio é uma favela estabelecida junto com a cidade há mais tempo”, apontou. A pesquisa revelou, ainda, que indagados se gostariam de sair da comunidade para morar em outro bairro, 78% dos habitantes das favelas cariocas disseram não, contra apenas 21% que têm essa vontade.

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IMPRENSA SINDICAL | 20 DE OUTUBRO A 20 DE NOVEMBRO/2014 | PÁGINA 13 “Por vezes sentimos que aquilo que fazemos não é senão uma gota de água no mar. Mas o mar seria menor se lhe faltasse uma gota.” Madre Teresa de Calcuta Tecnologia Pesquisadores apresentam demonstração de trem de levitação magnética A Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, foi cenário, dia 28 de setembro, de uma demonstração de levitação para veículos sobre trilhos, em um projeto que poderá ser utilizado para o transporte urbano. Segundo Roberto Nikolski, pró-reitor de Extensão da Universidade Estadual da Zona Oeste, no bairro de Campo Grande, e diretor da Sociedade Brasileira Pró-Inovação Tecnológica (Protec), a aplicação é mais barata que a de outros sistemas de trens rápidos. Nikolski, professor aposentado da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde iniciou o projeto na década de 1970, explicou que o objetivo da pesquisa foi construir um veículo apropriado para uso urbano, que não emitisse gás carbônico, não produzisse ruído e que pudesse virar em uma esquina. “O veículo levita sobre uma pista de ímãs, que gera um campo magnético e repele as cerâmicas supercondutoras que estão no veículo”, disse o pesquisador. Ao invés de rodas, o veículo tem sapatas com cerâmicas supercondutoras resfriadas com nitrogênio liquido, considerado por ele extremamente barato. “Esse nitrogênio está a uma temperatura de menos de 196 graus centígrados. Nessa temperatura, a cerâmica adquire uma propriedade extraordinária. Ela repele um campo magnético que se queira aplicar nela”, explicou o professor. Os testes técnicos começarão na próxima quarta-feira, no campus da UFRJ, com o acompanhamento dos participantes da 22ª Conferência Internacional sobre Sistemas de Levitação Magnética e Motores Lineares, Maglev 2014, que começou neste domingo, no Hotel Windsor Atlântica, e reuniu mais de 100 especialistas nacionais e estrangeiros. Para os testes, segundo o professor, a universidade montou uma pista de ímãs de 200 metros de extensão para que os especialistas nacionais e estrangeiros possam verificar o funcionamento do trem. “A partir daí, vamos, durante três meses, definir os parâmetros operacionais, como aceleração, frenagem, rigidez eletromagnética do carro. Isso definirá parâmetros e inclusive custos operacionais, que são baratos, porque o nitrogênio sai do ar”, contou. O professor garantiu que o sistema é seguro. “Não há risco nenhum, porque os ímãs só atraem materiais com ferro. O trem opera em calha fechada e nem veículos e nem pessoas podem cruzar. Ele opera suspenso”, esclareceu. Quem participou, da demonstração, gostou do que viu. “Pode ser uma alternativa muito boa para a cidade. Estou torcendo para que dê certo”, disse o fotógrafo Rob Curvelo. Lazer Horóscopo 21/03 a 19/04 Culinária Xinxim de galinha - Bahia MODO DE PREPARO Limpe a galinha ou frango, corte pelas jun• 2 kg de frango cortado pelas juntas tas e tempere com alho socado, caldo de li• 1/2 xícara (chá) de amendoim torrado e mão, pimenta e sal, deixando descansar por meia hora. Em uma panela grande, aqueça moído • 1/2 xícara (chá) de castanha de caju mo- o azeite de dendê e refogue os pedaços de ída frango por mais ou menos 25 minutos, mexendo de vez em quando. Bata no liquidi• 1/2 xícara (chá) de azeite de dendê • 2 colheres (sopa) de suco de limão ficador ou processador o coentro, a cebola, a castanha, o amendoim e o gengibre, adi• 1 colher (sopa) de gengibre ralado • 1 colher (chá) de pimenta do reino mo- cione tudo ao refogado e, se preferir, acresída cente também o camarão. Cozinhe em fogo • 250 g camarão seco, descascado e moído médio até o frango ficar macio. Junte o leite (opcional) de coco e deixe ferver mais um pouco. Se o • 4 dentes de alho amassados caldo começar a secar, acrescente um pouco • 1/2 maço de coentro picado de água. Se desejar, desosse a galinha antes • 2 cebolas grandes picadas de servir. Sirva com arroz branco e farofa de • 1 xícara (chá) de leite de coco azeite de dendê. • Sal a gosto Rende 5 porções INGREDIENTES Fonte: http://www.tudogostoso.com.br/receita/43062-xinxim-de-galinha-bahia.html A vida acontece mesmo quando não fazemos nada. Tudo acontece a seu tempo. Espere. Faça um movimento diferente de vez em quando. Os ciclos repetitivos são meio monótonos. Andar é andar. Não se apresse. Não é hora de correr ainda. A paciência é uma das melhores virtudes humana. Exercite-a. As coisas estão acontecendo mesmo que você não veja. Surpresas boas podem vir. 20/04 a 20/05 21/05 a 21/06 22/06 a 22/07 23/07 a 22/08 Humor Despertando ódio 23/08 a 22/09 A vida em comunidade tem seus incovinientes. Lembre-se: ninguém consegue viver só. Medite. Acalme sua mente. Encontar-se com seu eu divino fará bem. Viver não é fácil. Mas é um milagre! É chegado o momento da colheita. Tudo que foi feito de bom ou ruim será recompensado. Liberdade é o que se busca. Porém, cuidado para não humilhar ninguém. 23/09 a 22/10 23/10 a 21/11 22/11 a 21/12 22/12 a 19/01 20/01 a 18/02 Temperança é uma dádiva. Considere-a antes de qualquer ação. Ondas vão, ondas vêm e a gente tem que surfar. Que tal tornar isso divertido?! Fonte: http://www.umsabadoqualquer.com/1407-despertando-odio/ 19/02 a 20/03 “Quando descanso? Descanso no amor.” Madre Teresa de Calcuta

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Jader Barbalho Geral IMPRENSA SINDICAL | 20 DE OUTUBRO A 20 DE NOVEMBRO/2014 | PÁGINA 15 renço. Associada às eclusas de Tucuruí, a obra vai permitir a navegabilidade em toda extensão da Hidrovia Araguaia Tocantins, facilitando o escoamento de produtos do Centro-Oeste brasileiro pelos portos do Norte. De acordo com o edital, as obras vão O Ministério dos exigir investimentos Transportes e o Departa- de R$ 440 milhões e devem mento Nacional de Infra- estar concluídas em quatro estrutura de Transporte anos, dos quais dois anos (DNIT) publicaram dia 11 serão consumidos nos prode setembro, no Diário cessos de licenciamento Oficial da União, o edital ambiental. para a licitação do derroO derrocamento vai camento do Pedral do Lou- retirar do caminho da na- Derrocamento do Pedral do Lourenço tem novo edital vegação regiões pedrais que hoje impedem a passagem de embarcações em uma extensão de 43 quilômetros ao longo do rio Tocantins, formando uma espécie de barreira ao longo de boa parte do ano e impedindo o escoamento da produção das regiões Centro Oeste e do Norte, principalmente, sul e oeste do Pará. A luta para tirar as obras do Pedral do Lourenço do papel vem se arrastando ao longo dos últimos anos. O projeto chegou a ser incluído e depois retirado do Programa de Aceleração do Crescimento, o que motivou manifestações de lideranças políticas do Pará, principalmente do senador Jader Barbalho (PMDB) que passou a acompanhar o processo e a fazer constantes pedidos de informação. Em fevereiro deste ano, Jader solicitou ao governo federal, em correspondência enviada à presidente Dilma Rousseff e protocolada dia 11 de setembro no Palácio do Planalto a reinclusão, da obra no PAC. “Sem a obra de retirada das rochas do Pedral de São Lourenço, que fica próximo a uma das eclusas, não há navegabilidade para os comboios cuja tonelagem não consegue ultrapassar –no período seco do rio, entre agosto e janeiro– o trecho de 35 quilômetros, quando somente pequenas embarcações podem navegar no local”, afirmou o senador na correspondência dirigida à presidente. O senador lembrou ainda que as eclusas de Tucuruí, inauguradas em 2010, após 30 anos de obras e a um custo R$ 1,6 bilhão, estavam sub aproveitadas porque as obras complementares para tornar o rio navegável não foram realizadas. “Sem essas obras, as eclusas não passam de um elefante branco”, afirmou. Em março deste ano, a presidente Dilma foi ao Pará e anunciou a retomada do projeto e confirmou o lançamento do edital, mas os boatos sobre uma nova suspensão permaneciam. Com a publicação feita dia 11 de setembro, os produtores da região ficam mais próximos do sonho de ter implantada a hidrovia que vai tornar os produtos da região mais competitivos em todo o mundo. “Vamos deixar de exportar frete”, disse o secretário Executivo do Ministério, Anivaldo Vale. “A hidrovia vai dar um impulso extraordinário para a economia da região”. São Paulo-SP Município amplia oferta de produtos da agricultura familiar na alimentação escolar Somente em 2014, foram investidos R$ 9,3 milhões na compra de produtos oriundos da agricultura familiar “A alimentação escolar em São Paulo serve 2 milhões de refeições por dia, o que por si só já é um imenso desafio, que é alimentar a parte mais nobre que é a infância. Então, não tem um momento mais importante do que a gente poder estabelecer hábitos saudáveis que desde o início. Depois, é mais difícil mudar”, disse a coordenadora do programa São Paulo Carinhosa e primeira-dama, Ana Estela Haddad. De acordo com a Lei Federal 11.947/2009, 30% dos alimentos adquiridos para a merenda escolar devem ter como origem pequenos produtores. O Departamento Com investimentos 5 milhões de unidades de de Alimentação Escolar previstos de R$ 7,6 mi- 200 mililitros de suco de (DAE), por meio do Prolhões até dezembro des- laranja. grama de Alimentação te ano para a compra de “Nós somos aquilo Escolar do Município de 700 toneladas de banana, que comemos e como São Paulo, está trabalhan360 toneladas de arroz queremos ser sempre me- do desde o início da gesparboilizado, 90 tonela- lhores, mais saudáveis e tão para aproximar-se do das de carne suína e 520 cidadãos mais comple- patamar. “Quando chegatoneladas de feijão, o per- tos, é importante que nós mos no início de 2013, o centual de recursos deve- que operamos em São então Departamento de rá chegar a 18%. Além de Paulo o maior programa Merenda Escolar ainda R$ 2,8 milhões assinados de alimentação escolar apresentava cifras irrisódia 10 de outubro para no mundo tenhamos o rias de compra da agricomprar arroz orgânico, cuidado com a educação cultura familiar. Então, já foram empregados nes- alimentar”, afirmou o assumimos como desafio te ano R$ 6,5 milhões na secretário municipal da e eu assumi como meta compra de 252 mil litros Educação, César Callega- [o cumprimento legal]”, de suco de uva integral e ri. afirmou a diretora do DAE, Erika Fischer. O arroz orgânico adquirido da Cooperativa dos Trabalhadores Assentados da Região de Porto Alegre (COOTAP) beneficiará, a partir de novembro, mais de 451 mil alunos de 1.890 unidades com gestão direta, mista ou conveniada da rede municipal da educação. Esta é a segunda compra feita com a cooperativa, após a aquisição de 930 toneladas do produto em outubro do ano passado. Ligada ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), a cooperativa inclui 1.226 famílias, sendo 407 envolvidas diretamente na produção do arroz orgânico, que colhe 340 mil sacas por safra. “Costumam dizer que o alimento orgânico é só para alguns privilegiados e esse contrato está mostrando o contrário. As pessoas em situação de vulnerabilidade, as crianças da educação pública, podem consumir produtos com qualidade e mais saudáveis”, disse o representante da COOTAP, Nelson Luiz Krupinski. pal do Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo, Artur Henrique, disse que até o fim deste ano, será inaugurado o primeiro Centro de Referência em Segurança Alimentar e Nutricional, na Vila Maria, na zona norte. “Esse centro vai ter uma articulação muito forte com a Educação, no sentido da educação alimentar, com todo o debate e a discussão da importância do orgânico e da agricultura familiar. Temos uma parceria muito forte daqui para frente”, disse o secretário. Na Semana Nacional da Alimentação, agricultores familiares de Promissão, Mirante do Paranapanema, Presidente Venceslau e Prudentópolis farão uma espécie de feira dentro do Mercadão nos dias 16, 17 e 18. “O Mercadão tem que também se abrir para esse novo modelo de desenvolvimento. O símbolo de colocar a agricultura familiar e a produção de orgânico dentro do Mercadão é mais uma demonstração da decisão política que a cidade está tomando”, afirmou Outras ações O secretário munici- Artur Henrique. Com a aquisição de mil toneladas de arroz orgânico dia 10 de outubro, a Prefeitura de São Paulo investiu neste ano R$ 9,3 milhões na compra de produtos de agricultura familiar para a alimentação das crianças das escolas municipais. Com isso, o percentual de recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) diretamente aplicado na cidade com esse tipo de produto subiu de 1% em 2012 para 12% até outubro deste ano.

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